3 de outubro de 2015 | Relacionamentos & Sexo | Texto: | Ilustração: Hanna Seabra
Coisas que aprendemos sobre sexo

Tem umas coisas que a gente só aprende na prática. Tem outras que não acontecem pra todo mundo. E tem umas que a gente conta porque é engraçado. Hoje a gente divide umas coisinhas que nós, aqui de Relacionamentos & Sexo da Capitolina, aprendemos nesse mundo de transar, não porque a gente acha que necessariamente o que aconteceu com a gente vai acontecer com todo mundo, mas porque a gente lembra como era ser nova e ter muita curiosidade sobre o assunto e ninguém falar de forma direta.

Anonimidade é importante pra gente poder falar sem dedos.

 

Colaboradora 1: “Eu não sabia que existia o tal do pum vaginal, descobri num vídeo da Jout Jout, e como ainda não aconteceu comigo, eu SEI que vai acontecer.”

 

Colaboradora 2: “Aprendi muitas coisas, entre elas algumas que não são necessariamente legais, mas que eu gostaria de compartilhar com vocês aqui:

1) Não precisamos fazer sexo oral até o cara gozar. Antes eu achava que tinha que ficar me matando lá até o cara gozar e que o prazer dele estava atrelado só a isso, ao sêmen expelido. Mas aprendi que não, que dá pra ter prazer sem ir até o final, parar no meio é “de boa”.

2) Aprendi também a pedir o que eu quero. Se o cara tá devagar demais e eu curto uma pegada mais rápida, eu digo. Se eu quero sexo oral, eu também peço.

3) Aprendi que sim, os homens cansam mais que a gente. Não diria que ele faz mais esforço durante o ato sexual, mas é fato que eles demoram mais a se recuperar do que nós. Hoje em dia fico mais de boa; aproveito enquanto ele tá lá se recompondo pra ir no banheiro dar um tapa no make ou até dar uma checada no celular.”

 

Colaboradora 3: “Homem também tem insegurança com corpo na hora do sexo. Não só com tamanho do pênis, mas com outras características do corpo também.”

 

Colaboradora 4: “Aprendi que não existe uma menina passiva e uma ativa no sexo lésbico – até pode ser que algumas pessoas gostem de pensar assim -, mas a verdade é que é tão gostoso dar prazer quanto sentir prazer em diversos aspectos;

Aprendi que no sexo entre duas meninas podem acontecer tantas coisas, dentre elas que a posição em que uma ppk roça na outra é muito prazeroso;

Que o orgasmo muitas vezes está relacionado ao conhecimento do próprio corpo e que os músculos das coxas têm muito a ver na hora que vou gozar;

Que para me masturbar não preciso pensar em ninguém, pode ser apenas no próprio toque, numa música, num momento maravilhoso;

Que gozar com a duchinha do banheiro e o jato de água que sai dela é muito prazeroso;

Que nojo e sexo têm pouco a ver e quanto mais superamos os “nojinhos” mais gostoso pode ser;

Que há pessoas com piras e fetiches engraçados e que pode ser ótimo se abrir para realizá-los;

Que o movimento circular com os dedos na região do clitóris pode ser prazeroso;

Que o sexo oral em uma mina pode ser mais daora quando você encosta toda a superfície da língua, não só a ponta ou metade;

Que podemos chupar uma mina como se estivéssemos tipo comendo carambola. O sexo oral precisa ser delicioso pra nos sentirmos excitadas e dar prazer à outra;

Que não existe limite de quantos orgasmos podemos ter numa noite, o limite é quando nosso corpo estiver exausto.”

 

Colaboradora 5: “Aprendi que a primeira vez que você faz sexo com alguém novo normalmente é meio estranho, e que os filmes estão errados;

Aprendi que existem paus com ângulos para todos os lados;

Aprendi que não existe tempo certo pra sexo, pode durar 15 minutos ou 4 horas;

Sexo anal não dói, necessariamente. Mas só deve ser feito se a pessoa tiver muita vontade e com muito cuidado;

Aprendi também que não precisamos ficar pensando que a outra pessoa vai se cansar de nos chupar e que chupar não é cansativo, digo, podemos ficar relaxadas até gozar sem achar que estamos “explorando” o outro.

E muito importante: aprendi que sexo oral não é só preliminar, muitas meninas só conseguem gozar com sexo oral, logo a penetração mesmo em sexo hétero não precisa ser onde tudo é finalizado.”

 

Colaboradora 6: “Sexo não é só penetração; oral também conta. Pra mim, fiquei nua já conto como sexo, mesmo que não haja penetração, mas tô ali me agarrando, roçando, lambendo o cara e isso é muito íntimo.”

 

Colaboradora 7: “Aprendi que sexo também é descoberta. No sexo hetcis existe essa premissa de que a penetração é o “auge”, tipo o ponto principal da coisa, daí como entre minas tem toda essa coisa de procurar outros jeitos de sentir prazer sem precisar de homem ou pênis, vira toda uma ‘pesquisa’: explorar o corpo da mina, se deixar ser explorada, e sempre descobrindo coisas novas!

Aprendi também que não precisa ter um orgasmo pro sexo ser bom. Aprendi que dá pra ter vários orgasmos numa noite e que uns são melhores que outros, mas não existe orgasmo ruim.”

 

Colaboradora 8: “Aprendi que sexo a três pode ser muito complicado, dependendo da sua relação com as outras duas pessoas. Depois da minha experiência, agora eu penso MUITO antes de decidir fazer de novo. Mas faria sim. Com certeza. Várias vezes.”

 

Colaboradora 9: “Aprendi nos vários papos com as capitolinas que tem que fazer xixi depois do sexo pra não ter infecção urinária. Aprendi até que infecção urinária se dava por fazer muito sexo.”

 

Quem quiser, deixa os aprendizados nos comentários!

Priscylla Piucco
  • Membro do Conselho Editorial
  • Coordenadora de Relacionamentos & Sexo

Priscylla. Apaixonada por seriados, kpop, reality show ruim, Warsan Shire e as Kardashians. Odeio o Grêmio e cebola. Prazer, pode chamar de Prih agora.

  • Rachel Dias

    Nunca sinta nojo durante o sexo, as frescuras sempre atrapalham

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