3 de maio de 2017 | Se Liga | Texto: | Ilustração: Natália Schiavon
Artistas e bandas girl power para conhecer
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Sabe às vezes em que a gente quer ouvir umas coisas diferentes e não sabe por onde procurar ou fica com preguiça de ficar entrando em site e olhando vídeos no YouTube até achar algo interessante? Então, hoje a gente vai apresentar pra vocês algumas artistas e bandas pra você dar uma chance.

 

Elastica – Formada na Inglaterra no início dos anos 90 é uma das bandas mais fortemente associadas ao Britpop, liderada por Justine Frischmann elas (e ele) emplacaram moderadamente alguns hits como Connection, Car Song e Stutter. O som do Elastica é um rock alternativo bem clássico de sua década e cheio de letras maravilhosas de duplo sentido. Justine também foi a primeira guitarrista da banda Suede (do então namorado Bret Anderson) e depois que banda terminou foi morar nos Estados Unidos.

And the way it feels to ride on new wheels.

 

Garbage – A formação do Garbage não foi uma coisa orgânica, eles não eram vizinhos ou colegas de escola que decorriam suas frustrações nas letras de suas músicas. Os membros da banda já tinham uma carreira quando formaram a banda. Shirley nunca escondeu suas posições feministas e toda a carreira do Garbage é cheia de músicas que falam sobre sexualidade, gênero e a dificuldade de se sentir parte da sociedade.

Heaven knows what I girl can do

 

Puce Mary – Pseudônimo da dinamarquesa Frederike Hoffmeier, o projeto chamado de Puce Mary opera nos limites estéticos e sonoros da música industrial/experimental, combinando uma sensibilidade nórdica para com texturas sonoras gélidas e um imaginário centrado no corpo como foco da condição individual. Embalada ora por sussurros ou gritos, em conjunto com ruídos asperos e estranhamento sedutores em sua lógica perversa, a música de Hoffmeier é o equivalente sonoro a uma pintura de seu conterrâneo escandinavo Munch, nos coloca em confronto não com uma vida idealizada, mas sim com aquela que escondemos do resto do mundo, em desejos reprimidos, sonhos não realizados, e fantasias impossivéis.

 

Patti Smith – Os discos da Patti Smith são cheios de gritos, sussuros, declarações e também de uma sensibilidade única. Ela é bastante influenciada pela arte, pelo rock de quem cresceu nos anos 60 (como por exemplo o Bob Dylan e os Rolling Stones) e pela literatura. Lançado em 1975 Horses é um dos grandes discos da geração punk de Nova Iorque e é impossível esquecer os versos que abrem o álbum: Jesus morreu pelos pecados dos outros, não meus. De origem humilde ela sempre se colocou de alguma maneira como uma forasteira. Patti também lançou livros, tirou fotografias e é uma pessoa incrível de se ouvir falar.

 

Rose Elinor Dougal – Quando tinha 17 anos Rose entrou para o Pipettes, um grupo de garotas que era bem influenciado pela estética dos anos 60 e com elas alcançou um sucesso relativo, depois lançou dois discos solos e por um tempo fez parte da banda do produtor Mark Ronson. Um pop britânica na sua melhor qualidade, tendo como uma das grandes qualidades a voz de Rose. Os sete anos que distanciam seus discos também mostram um som mais maduro e também mais dançante.

 

Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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