19 de maio de 2017 | Se Liga | Texto: | Ilustração: Sarah Roque
As minas da história: 6 motivos para ver Malhação – Viva a diferença
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Gravidez na adolescência, racismo, a pressão de ser o que não é, amizade… Uma semana no ar foi mais que suficiente para “Malhação – Viva a diferença” mostrar que o conteúdo é, de verdade, bem diferente do que estamos acostumadas a acompanhar na novelinha teen. Já fomos fisgadas pelo texto e estamos acompanhando cada capítulo. Se você ainda não se rendeu, a gente dá dez motivos para você não perder mais nada.

 

CINCO PROTAGONISTAS

A fórmula tradicional do romance entre o mocinho e a mocinha foi deixado de lado desta vez. Benê (Daphne Bozaski), Ellen (Heslaine Vieira), Keyla (Gabriela Medvedovski), Lica (Manuela Aliperti) e Tina (Ana Hikari) são as donas da história em “Viva a diferença”. Elas se conhecem numa situação bastante atípica: Keyla entra em trabalho de parto dentro do metrô e as outras quatro meninas fazem o parto. A partir daí, nasce uma amizade forte entre as meninas, que formam o grupo #asfive.

 

REPRESENTATIVIDADE

“As famosinhas do metrô”, como foram chamadas nas manchetes de jornal, são um grupo bastante diverso. As meninas têm interesses diferentes e perspectivas diferentes.

“O Brasil é um país de misturas, de culturas distintas e de diferenças sociais. Vamos explorar as dificuldades e as belezas da convivência de pessoas tão diferentes e falar sobre respeitar a opinião do outro, a posição do outro, a cultura do outro”, explica Cao Hamburguer.

 

TEMAS RELEVANTES

De cara já temos uma jovem ganhando bebê, e em pleno metrô. O nascimento de Tonico, inclusive, é o que aproxima #asfive. Gravidez na adolescência não é um assunto novo, mas é uma realidade no Brasil, o que torna muito interessante a sua abordagem. De acordo com um dado do Banco Mundial, 70 a cada mil meninas entre 15 e 19 anos deram à luz em 2013.

Mas não é só isso. Estamos vendo outros temas importantes surgirem a cada capítulo. O preconceito está ali. Tina, por exemplo, já reclamou de ter sido chamada de japa: “JAPA?! Eu tenho nome tá? É Tina! Cristina! Eu ODEIO que me chamem de japa! É preconceito!”. O racismo também já foi apareceu. Mitsuko (Lina Agifu) não gosta de ver que a filha, Tina, é amiga “de gente assim”, referindo-se a Anderson (Juan Paiva). “Assim como, mãe? Cuidado, racismo é crime”, esbraveja a jovem. 

O espectro do autismo também será tratado. Na sinopse da trama, está previsto que Benê vai descobrir que tem síndrome de Asperger. É esperar para ver como essa história se desenvolve.

 

AMIZADES

Já ficou claro que amizade vai ser um assunto importantíssimo a trama. A relação das #five já representa mais que bem esse tópico. “Elas têm personalidade forte, proatividade e independência. São donas dos próprios narizes e assumem o protagonismo perante a vida. Cada uma tem a sua trajetória e elas vão se ajudar muito para resolver os dramas que estão passando”, explica o autor. 

Mas a abordagem não para por aí. Como lidar com a dificuldade de fazer amigos já foi uma realidade de Benê, que faz de tudo para manter as #five unidas. Keyla foi excluída do trio que formava com K1 (Talita Younan) e K2 (Carol Macedo) depois que descobriu estar grávida. K1 e K2 acreditam que a adolescente as traiu quando ficou com Tato (Matheus Abreu), mas elas não sabem nada da história da ex-K com o suposto pai de Tonico. Lica tem uma melhor amiga da vida toda, Clara (Isabella Scherer), mas a relação azeda por causa dos segredos entre elas.

 

NOVOS ARES 

Pela primeira vez, o Rio não é mais o lugar onde tudo acontece. A trama da nova temporada é ambientada em São Paulo e poderemos acompanhar, por exemplo, a cena musical da cidade.

 

CASTELO RÁ-TIM-BUM

Quem assina o texto de “Viva a diferença” é o Cao Hamburguer. Migas, ele simplesmente criou “Castelo Rá-Tim-Bum”, aquela série maravilhosa. Se você ainda não conhece ou quer rever tudo, é muito fácil: os episódios estão disponíveis no Youtube.

Outra série de Cao Hamburguer está disponível na Netflix: “Que monstro te mordeu”. Daphne Bozaski, que interpreta nossa Benê, é a protagonista da série.

Motivos de sobra para querer conferir, né?!

Aline Bonatto
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Oie! Eu nasci há alguns anos atrás (num dia de abril, em 1988), morei até os 19 anos em Colatina, um lugar quente no Norte do Espírito Santo, e vim para Niterói estudar Jornalismo. Saí da faculdade, mas não de Niterói e trabalho no Rio como repórter de TV. Gosto de escrever, ler, cozinhar, especialmente se eu não for comer sozinha, adoro ficar largada no sofá assistindo a séries/filmes/novelas acompanhada do namorado ou de amigos ou com todo mundo junto. Ah, e com um brigadeiro na colher!

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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