22 de dezembro de 2017 | Ano 4, Anos, Edição #40 | Texto: | Ilustração: Gabriela Sakata
Festas no Cinema

O tema que escolhemos para a edição de dezembro da Capitolina foi festa. Mas não se preocupem, não vamos falar apenas das comemorações de fim de ano. Para hoje preparamos uma lista com algumas das festas mais memoráveis do cinema. Para entrar na lista os filmes podiam ter apenas uma cena com festa e precisava ser memorável.

  • Festim Diabólico (Rope, 1948)

Dois jovens estrangulam um ex-colega de faculdade na tentativa de cometer o crime perfeito. Eles escondem o corpo em um baú e o usam como bancada para a comida do jantar que oferecem naquela noite. Entre os presentes está o tio, o pai e a namorada do morto. Festim Diabólico não é apenas famoso pela maneira com que Alfred Hitchcock cria o suspense e levanta algumas questões filosóficas. O filme é composto por longos planos sequências bem planejados – a duração dos planos é mais ou menos a duração de um rolo de filme que cabia na câmera usada, e foi todo filmado em um cenário montado em um estúdio que costumava “se mover” para que a câmera pudesse passear de maneira fluída pela locação.

  • O Grande Gatsby (The Great Gatsby, 1974 e 2013)

Nessa lista estamos considerando as duas versões cinematográficas da adaptação de “O Grande Gatsby” de F. Scott Fitzgerald. Jay Gatsby é uma figura misteriosa que dá memoráveis festas em sua casa em Long Island, no estado de Nova Iorque. No decorrer do livro descobrimos que o grande intuito de Gatsby era tentar atrair a atenção de um antigo amor, Daisy Buchanam, que vive com o marido do outro lado do rio.

  • É o fim (This is The End, 2013)

“É o Fim” se aproveita da metalinguagem para tirar sarro da persona pública de seus protagonistas. Isso tudo durante uma “festa de casa nova” na casa do ator James Franco, que é abruptamente interrompida por fenômenos estranhos e inexplicáveis, fazendo com que boa parte dos convidados mega famosos morram. Rihanna, Michael Cera, Mindy Kaling, Emma Watson e Channing Tatum são alguns dos presentes.

  • Quase famosos (Almost Famous, 2000)

“Quase Famosos” é inspirado na juventude do diretor Cameron Crowe, que viajou em turnê com diversas bandas enquanto escritor da revista de música Rolling Stone nos anos 70. Will (o alter ego de Crowe) se vê na tarefa de cuidar de Russell, guitarrista da banda Sitllwater, quando os dois vão parar numa festa aleatória na casa de alguém. Completamente drogado, Russell ameaça pular na piscina do telhado da casa. É nesse momento que ele fala uma das falas mais clássicas do filme:

– I am a golden God!

– Eu sou o Deus dourado.

Diz a lenda que quem protagonizou esse momento na vida real foi Robert Plant, vocalista da banda britânica Led Zeppelin.

  • Meninas malvadas (Mean Girls, 2004)

Nós nunca perdemos uma chance de falar de Meninas Malvadas, certo? Cady (Lindsay Lohan) está pela primeira vez estudando numa escola de verdade e está ainda aprendendo com o mundo das garotas funciona. Então quando é convidada para uma festa a fantasia não poderia imaginar que fantasias para as garotas significa “quanto menos roupa, melhor”. Outras coisas importantes também acontecem nessa cena, como quando Regina conta para Aaron que Cady tem um crush bizarro nele ou quando Karen explica a diferença entre primos e primos de primeiro grau.

  • Maria Antonieta (Marie Antoinette, 2006)

A cinebiografia de Maria Antonieta, dirigida por Sofia Coppola é cheia de pequenos momentos de celebração. Apesar de não ser historicamente muito confiável, o filme mostra Maria Antonieta – que saiu de seu país natal para casar e fazer parte da monarquia francesa, sendo uma jovem mulher isolada no castelo de Versailles. Vemos então as festas, celebrações, comidas e uma infinidade de vestidos e tecidos.

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Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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