1 de março de 2018 | Ano 4, Se Liga | Texto: | Ilustração: KETHLENN OLIVEIRA
As mulheres destaque dos anos 80
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Os anos 80 parecem nunca sair de moda e atraem a atenção até daquelas que nasceram depois dos anos 90. Os cabelos volumosos, as roupas extravagantes, o nascimento da MTV, e as estrelas do cinema ainda fazem parte do nosso imaginário cultural.

 

Dizem que os anos 80 não foram bons pra alguns artistas e famosos, mas pra galera da nossa lista foi sem dúvida uma década e tanto.

 

Cinema

 

Molly Ringwald é uma das celebridades mais conhecidas dos anos 80. Se tornou queridinha do público depois de estrelar os filmes adolescentes Gatinhas e Gatões (Sixteen Candles, 1984), Clube dos Cinco (The Breakfast Club, 1985) e A Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink, 1986) todos sob o comando do John Hughes. Molly, assim como as personagens que interpretava, também era uma adolescente que dividia o tempo entre as gravações e a escola. Nos anos que seguiram, Molly nunca conseguiu repetir o sucesso de sua juventude, mas não abandonou a carreira, e hoje, além de atuar e escrever, faz turnê com sua banda de Jazz.

 

Televisão

Xuxa – Antes de se tornar apresentadora de programas infantis Xuxa trabalhava como modelo numa das maiores agências de modelos do mundo, sediada em Nova Iorque, até que em 1983 foi convidada a apresentar um programa na extinta TV Manchete. “O Clube da Criança” foi o ínicio da carreira de Xuxa como a “rainha dos baixinhos”. O programa seguinte foi o icônico “Xou da Xuxa”, agora na TV Globo, nisso tudo ainda tinha os discos e os filmes. “Xuxa Contra o Baixo Astral” foi lançado em 1988 e “Lua de Cristal” em 1990, e marcaram a infância de muitas crianças. Assim como várias pessoas muito famosas, Xuxa se viu na mira da mídia muitas vezes e também no meio de muitas polêmicas nonsense (a boneca amaldiçoada, “Xou da Xuxa 3” tocado ao contrário e as acusações absurdas de pedofília por conta de um filme que fez no início dos anos 80). A verdade é que o parabéns da Xuxa deve ter tocado em 11 de cada 10 festinhas de aniversário de criança desde que foi lançado por pelo menos uns 15 anos.

 

 

Música

Tanto a Madonna quando a MTV surgiram nos anos 80 e foi uma combinação que não podia ter dado melhor. A indústria da música não era apenas vender discos e fazer show, agora era também sobre ter uma imagem. E quem sempre soube usar e reinventar a usar sua própria imagem a seu favor? Ela mesmo: Madonna. Na primeira edição do MTV Video Music Awards Madonna protagonizou uma das cenas mais famosas de sua carreira: vestida de noiva sexy fez uma apresentação cheia de insinuações sexuais ao som de “Like a Virgin”. Polêmico também foi o clipe de “Like a Prayer” com um santo negro. Mas apesar das polêmicas, Madonna é uma artista cheia de facetas, sabendo usar os mais diversos sons e gêneros.

 

 

Esportes

Hortência é considerada uma das maiores jogadoras de basquete de todos os tempos. Começou a jogar profissionalmente nos anos 70 e durante os anos 80 conquistou diversos prêmios como a medalha de bronze nos jogos Panamericanos de 1983 na Venezuela, e em 1987 na edição sediada nos Estados Unidos. Ela começou a jogar no time nacional aos 15 anos, mesmo que sua família não fosse muito favorável.

 

 

Mídia/Jornalismo

Glória Maria – Em 1971 Glória Maria fez história no jornalismo nacional ao ser a primeira repórter negra no Brasil e também a primeira repórter a fazer uma transmissão ao vivo, isso no anos de 1976. Como repórter, entrevistou diversas celebridades como Michael Jackson, Mick Jagger e Leonardo Di Caprio. Nos anos 80, fez parte da cobertura do primeiro Rock in Rio, entrevistando cantores como Freddie Mercury e Gal Costa. Glória entrou no plantão especial na Globo para noticiar o atentado ao Rio Centro em 1981 e cobriu a guerra das Malvinas em 1982.

 

 

Literatura

Alice Walker – Em 1982 a escritora norte-americana Alice Walker lançava “A Cor Púrpura”, sobre a vida das mulheres no sul dos Estados Unidos. O livro foi aclamado, fazendo com que Walker seja a primeira mulher negra a ganhar o Prêmio Pulitzer de Ficção. A história foi adaptada para o cinema por Steven Spielberg (um de seus raríssimos filmes protagonizados por mulheres). Walker também é ativista advogando pela causa feminista e negra. Durante a década de 80 lançou mais três livros depois de “A Cor Púrpura”.

 

*Vídeo apenas com legendas em inglês

 

Artes

 

Barbara Kruger –  A obra de Barbara Kruger é marcada pelo feminismo e críticas à sociedade patriarcal e consumista. A artista explora uma linguagem que remete a slogans publicitários, e assim cria colagens expressivas, com fotografias em preto e branco, faixas vermelhas que contrastam com as letras brancas. Seus trabalhos ficaram famosos, as frases “I shop therefore I am” (compro logo existo) e “Your Body is a Battleground” (seu corpo é um campo de batalha), sustentam parte de seu legado. É genial a forma que Kruger conseguiu unir a estética editorial e publicidade como recurso visual, resultando em obras marcantes que ironicamente criticam esses próprios meios de comunicação.

 

Design

 

Susan Kare – No começo dos anos 80 Susan foi chamada para trabalhar na recém criada Apple, onde foi responsável por criar as interfaces e fontes do primeiro sistema operacional dos computadores da marca. As interfaces criadas por ela são facilmente reconhecidas por qualquer pessoa que já usou um computador e ela é considerada uma das pioneiras da arte em pixels. Ícones que hoje parecem bobinhos, mas capazes de transmitirem mensagens rápidas para para uma geração que aos poucos iam adentrando as novas tecnologias. Além da Apple, Kare trabalhou para empresas com Facebook, Microsoft, PayPal e IBM. Aos 65 anos ela ainda trabalha com design.

 

*Vídeo em inglês e sem legenda

Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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