30 de abril de 2014 | Ano 1, Artes, Cinema & TV, Edição #1, Literatura, Música | Texto: and | Ilustração:
20 artistas mulheres que o mundo provavelmente nunca considerou mais importantes do que qualquer quadro do Picasso ou desses homens artistas aí
Ilustração: Verônica Vilela.

Ilustração: Verônica Vilela.

Texto: Helena Zelic e Heleni Andrade.

 

Você já deve ter ouvido falar disso. Costuma-se dizer por aí que os homens são mais adequados para os conhecimentos exatos, matemáticos, tecnológicos, e que as mulheres são “mais sentimentais”. Mas aqui nós dizemos que: nem um, nem outro. Por um lado, todos temos, homens e mulheres, meninos e meninas, capacidade para todo tipo de gosto e pensamento. Por outro lado, no mundo real, é muito falso dizer que as mulheres dominam as áreas humanas e artísticas. Basta olhar a história para percebermos que na verdade os homens dominaram as áreas exatas, humanas, científicas e tudo o mais. O machismo tem se espalhado por todos os lugares, todas as classes, todos os grupos, e com certeza o percurso era (e é) ainda mais difícil para as mulheres negras, as mulheres lésbicas, as mulheres pobres, que sofrem com ainda outros preconceitos e opressões, somando ainda mais formas de deixá-las silenciosas – queremos dizer, silenciadas. Ainda assim, as mulheres vêm resistindo, mesmo com pouco espaço, mesmo que suas vozes sejam abafadas, ainda que as mandassem “voltar para seus lugares”, para os trabalhos domésticos e os cuidados com os filhos. Elas queriam mais. E nós aqui dizemos que, se estas mulheres assim querem, não devem estar em nenhum outro lugar além do que elas desejavam estar.

Agora, vamos pensar: quantas mulheres artistas você tem guardadas na memória? Nós fizemos esse teste também, e o número ficou muito pequeno, e parece menor ainda quando comparado com o número de homens artistas. Nós queremos ajudar a mudar essa situação, queremos esbanjar nossas artistas por aí, com muito orgulho delas, pois elas merecem, pois elas, à sua forma, lutaram.

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Por exemplo, você já ouviu falar sobre uma moça chamada Christine de Pisan? Pois veja só! Esta mulher, uma franco-italiana do período medieval, foi a primeira mulher escritora a viver de seu trabalho, e uma das primeiras mulheres a falar de feminismo na literatura. Claro, o feminismo que ela propunha não era idêntico ao que temos hoje em dia, porque o mundo muda e com ele mudam as pautas e necessidades também. Ainda assim, Christine falava de temas muito polêmicos para a época. Ela escrevia poemas e textos em prosa, e chegou a brigar com um poeta chamado Jean de Meung, autor do livro Romance da Rosa, que criticava as mulheres, colocando-as como seres vulgares e inferiores, cujas sexualidades devem ser reprimidas. Mas a Christine não deixou passar tamanha misoginia (que é a palavra para “ódio às mulheres”) e respondeu a ele, denunciando o romance – e com muita coragem, diga-se de passagem. Tanto ela se preocupava com as mulheres que sua última obra foi dedicada a Joana D’Arc, camponesa que lutou pela França e, depois de muito tempo esquecida – e, pior, sendo ridicularizada por escritores e pensadores célebres -, foi considerada uma heroína para a França.

Bem depois dela, já numa fase Modernista da literatura, chegaram mais algumas mulheres muito interessantes. Na Inglaterra, Virginia Woolf. Ela foi uma escritora importantíssima mundialmente, e escreveu bastante no período das duas Guerras Mundiais, tendo muitas marcas desse momento histórico em suas obras. Hoje em dia ela é muito estudada, lida e prestigiada, mas quando escrevia não era bem assim. Os críticos literários a diminuíam, dizendo que “aquilo não era arte”, e tudo porque sua forma de escrever não era lá muito usual para a época. Virginia escrevia a partir do fluxo de consciência, que é um jeito diferente de posicionar o narrador. Desse jeito, o narrador consegue acompanhar os pensamentos e emoções das personagens, e isso deixa a leitura um pouco mais complexa, como se ela transcrevesse o que se passava na cabeça das pessoas. Suas histórias costumavam tratar muito das mulheres e do lado feminino, dando voz a muitas aflições, angústias e desejos reprimidos. Onde já se viu um livro que mostrasse o pensamento de uma mulher ao desejar beijar outra mulher? Pois Virginia mostrava tudo isso, no meio de suas tramas densas.

No Brasil, o Modernismo teve algumas fases. Naquela que o pessoal chama de “geração dos anos 40”, encontramos escritoras como, por exemplo, Clarice Lispector. Você já deve ter lido algo dela (ou que alguma pessoa “xis” atribuiu a ela) pelas redes sociais. Teve uma fase em que todo mundo, no orkut, no facebook, no twitter, colocava alguma frase genérica por aí e dizia que era da Clarice. Mas, apesar disso, seus textos originais são muito importantes, sensível às pequenas coisas, às mudanças, às vidas das meninas e das mulheres e seus pontos-de-vista.

Outra mulher que no Brasil também se lançou no meio literário é Carolina Maria de Jesus. Com uma difícil trajetória de vida, saída de uma comunidade rural de Minas Gerais para a capital de São Paulo, teve seu livro Quarto de despejo publicado em 1960, com números altíssimos de distribuição, e daí se seguiram outras publicações. Quarto de despejo era seu diário e, ao mesmo tempo, literatura e relatos, com suas vivências por morar na favela, por ser uma mulher negra e sofrer racismo, por ter um cotidiano muito diferente do que os grandes escritores da elite. A escrita de Carolina é bem simples, sem firulas, muitíssimo especial e marcante, inclusive para ajudar a abrir caminhos para novas escritoras e escritores da periferia. Aliás, 2014 é o ano de seu centenário, e vira e mexe tem alguma atividade sobre ela por aí – fique de olho!

Agora, meio sem querer, voltamos para a Inglaterra. Afinal, quem não conhece Harry Potter, não é mesmo? Sua autora se chama Joanne Rowling, mas muitas de vocês a conhecem como J. K. Rowling. Vamos optar, aqui, por chamá-la de Joanne. O uso de iniciais ao invés do nome inteiro foi colocado pelas editoras, que acharam que o público, sabendo ser uma autoria feminina, não leriam seus livros. Mas nós temos orgulho de ter mais uma mulher na literatura, e por isso vamos chamá-la assim: Joanne. Ela é a responsável por uma das sagas infanto-juvenis mais aclamadas do mundo, com tamanha inventividade, que não é de se estranhar que tantas pessoas tenham se envolvido com a história. Nos últimos anos ela também lançou alguns romances policiais, e vale a pena dar uma lida.

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Na música, comecemos por uma mulher importantíssima, que viveu entre os séculos XVIII e XIX. Chiquinha Gonzaga foi não somente a primeira chorona (pessoa que toca, compõe ou canta choro) do Brasil, como também a primeira mulher a reger uma orquestra no país, a primeira compositora popular e, de quebra, ainda compôs a primeira marcha de carnaval com letra. Não é pouca coisa, hein? Juntando o piano com os ritmos populares, ela conseguiu muito de sua fama, mas também muitas críticas, pois tocara uma espécie de maxixe, o que foi considerado vulgar demais para a elite da época, controlada por homens de gosto supostamente muito refinado. Além de tudo, ela ainda era ativista pela abolição da escravatura, e vale lembrar que ela mesma era negra, filha de um general branco com uma mulher negra. Sua importância é tanta que também foi fundadora da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, e compôs músicas de diferentes estilos.

Na Argentina, décadas depois, estava Mercedes Sosa, uma cantora muito envolvida com a libertação e a união da América Latina, que se posicionava sempre ao lado do povo indígena e de sua cultura, e também apoiando organizações socialistas. Por conta disso, sua música era folclórica, “de luta”, o que era visto como um problemão em um período de ditadura militar, marcado pela censura, repressão e modos muito autoritários. Ela até chegou a ser presa em seu próprio show, para você ver como as coisas não eram fáceis. Às vezes a gente esquece que o Brasil também faz parte da América Latina, mas é muito bom lembrarmos e, junto a isso, darmos valor ao trabalho de Mercedes Sosa e tantas outras luchadoras.

Seguindo na América, mas agora mais ao norte, vamos para os Estados Unidos. Lá está Aretha Franklin, hoje com seus 72 anos. Ela começou cantando na igreja, aos 12 anos, e se tornou uma das maiores divas da música negra, cantora de Soul e Blues, com uma voz que arrebenta. Não é coincidência que ela tenha o apelido de “Rainha do Soul”, assim como também não é à toa ter sido justamente ela a primeira mulher a entrar no Hall da Fama do Rock’n Roll – pra não falar da quantidade de prêmios que ela recebeu nesses anos todos. Vale a pena escutar, pelo menos, uma de suas músicas mais famosas (e mais legais), que se chama “Respect”, e que na sua época se tornou praticamente um hino feminista, pois dá voz a todas as mulheres que pedem minimamente o respeito aos homens.

Joan Jett chegou uns anos depois, causando dentro da cena do rock’n’roll. Muita gente hoje em dia, por preconceito e senso comum, diz por aí que “o funk é machista, mas o rock não”. Pois isso é mentira, o rock também era (e é) cheio de machismo, principalmente pelo fato de ter maioria masculina, falar das mulheres como se elas fossem objetos, entre outras coisas. Em uma das listas de “100 melhores guitarristas dos últimos tempos” da Rolling Stone, Joan foi uma das duas únicas mulheres presentes. Com certeza era chocante ver uma jovem formando uma banda de rock pesado, tocando guitarra… Ela era integrante das bandas The Runaways e Joan Jett & the Blackhearts, e uma de suas músicas mais lembradas é aquela chamada “I love rock’n’roll”.

Nos dias de hoje, uma das cantoras que mais se fala é Beyoncé, que inclusive lançou seu novo álbum há pouquíssimos meses. Ela canta, dança, compõe, produz… ela faz tudo! Com um legado vastíssimo na música pop, ela é inventiva, tem um vozeirão e ganhou um público enorme, tendo sido considerada a mais poderosa mulher negra dos Estados Unidos pela Forbes e ficando entre as melhores no top “100 mulheres na música”, pela VH1. Em seus shows, ela costuma estar acompanhada de uma banda inteirinha de mulheres, além de muitas dançarinas negras, que interpretam com ela as coreografias. Suas últimas músicas são interessantíssimas, pois além de tudo ela consegue tocar e questionar pontos cruciais como os padrões de beleza e o que se espera das mulheres hoje. Ela se declara abertamente feminista, e tem mostrado isso em suas músicas. Afinal, quem nunca quis cantar junto “to the left, to the left”?

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Você já ouviu falar em Leonardo da Vinci? E em Sofonisba Anguissola? Pois saiba que alguns quadros de Sofonisba foram confundidos com os de Leonardo da Vinci e outros artistas – todos homens – de seu tempo. Sofonisba foi a primeira mulher das artes plásticas a adquirir fama, sendo reconhecida como uma excelente retratista, porém esquecida com o passar do tempo. Ela viveu durante o período do Renascimento e foi pintora da corte espanhola por cerca de 20 anos. Embora fosse mais incentivada e apoiada em sua arte do que as outras mulheres de seu tempo, sua classe econômica não a permitia vencer os limites impostos por ser uma mulher. Durante o período do Renascimento era inaceitável a uma mulher ver pessoas nuas, inclusive outras mulheres, o que tornou-se uma barreira para a arte de Sofonisba, que, impossibilitada de estudar anatomia, não pôde realizar as complexas pinturas que precisavam de modelo-vivo.

Muito tempo depois, o Impressionismo foi o primeiro movimento artístico com integrantes mulheres. Porém, elas ainda não eram bem vistas em espaços públicos e na vida noturna. Os homens daquele período somente aceitavam as mulheres que tinham o objetivo de servir ou entreter. O preconceito era tão grande que um dos pintores mais celebrados do Impressionismo, Renoir, disse uma vez: “a mulher artista é ridícula, mas sou a favor das cantoras e das dançarinas”. Uma artista que lutou contra as imposições deste período foi Camille Claudel, uma talentosa escultora deixadas de lado por vários anos. Um de seus mestres foi o escultor Auguste Rodin, com quem teve um complicado caso de amor. Sua arte não era apreciada pelo grande público, em parte porque diziam que ela copiava Rodin e também pelo preconceito por ser mulher. Ao ser abandonada por Rodin e acusada de imitar seu trabalho, Camille nutriu por ele um ódio que a levou à loucura. Ela foi internada à força em um hospício em 1913, onde permaneceu até o dia de sua morte, em 1943 (sim, 30 anos!). Durante este período, Camille nunca mais esculpiu. Para mencionar outras integrantes, também participaram do movimento impressionista as pintoras Berthe Morissot e Mary Cassatt.

No Brasil, a pintora modernista mais comentada é Tarsila do Amaral – junto com Anita Malfatti, que participou da Semana de Arte Moderna de 1922. Tarsila iniciou seu gosto pela arte desde cedo e estudou em importantes academias de Paris. O primeiro marido de Tarsila não concordava com sua dedicação à arte – ele acreditava que as mulheres deviam se dedicar ao lar e à família. Essa imposição desagradou a artista, que se mudou para São Paulo, mas só conseguiu a anulação de seu casamento muitos anos depois. Seu quadro Antropofagia, dedicado a seu segundo marido, o escritor Oswald de Andrade, inspirou o movimento antropofágico, importante movimento artístico que “devorava” as tendências europeias para produzir uma arte brasileira de verdade.

Também no pique modernista, mas dessa vez no México, outra artista que merece destaque é a pintora Frida Kahlo. Durante toda sua vida Frida sofreu com diversos problemas de saúde, entre eles a poliomielite. Aos 18 anos um acidente de ônibus perfurou suas costas e pélvis, deixando-a à beira da morte. Frida ficou meses de cama recuperando-se das fraturas, período em descobriu mais ainda o poder de suas pinturas. Os pintores colocavam a imagem feminina como um objeto para a observação e o prazer. Frida foi uma das primeiras pintoras que expressou a identidade feminina a partir de sua própria visão como mulher, recusando a visão do ideal feminino pregada pelo mundo masculino e rompendo tabus, principalmente sobre o corpo e a sexualidade feminina. Procurou nas suas obras retratar sua vida, seu próprio sofrimento, suas visões de mundo e de política, em quadros muito pessoais e autobiográficos. Frida morreu em 1954 e tornou-se um símbolo de resistência para diversas mulheres.

A artista japonesa Yoko Ono é “uma das mais famosas artistas desconhecidas do mundo” segundo John Lennon. Isto porque Yoko não é reconhecida por sua arte, mas sim por seu casamento com John e sua suposta “culpa” pela separação dos Beatles. Até hoje existem fãs da banda que a consideram culpada, por influenciar John a seguir novos caminhos, e a odeiam sem dó nem piedade. Yoko nasceu em uma rica família japonesa e desde pequena, por influência de seu pai, estudou piano e canto. Durante os anos 50 ela participou do grupo Fluxus, sendo uma das pioneiras da arte conceitual. Suas obras, tanto musicais quanto plásticas e conceituais, são caracterizadas pela provocação, introspecção e pacifismo. Em uma de suas performances mais marcantes, Cut Piece (1964), o público era convidado a cortar suas roupas. Em uma entrevista, Yoko explicou que “queria mostrar a forma como as mulheres são tratadas e a forma como podem sobreviver a isso permitindo que as pessoas lhes façam aquilo que querem fazer”.

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Para quem gosta de cinema e fotografia, alguns nomes são fundamentais. Dentre eles: Alice Guy-Blaché. Alice é considerada a primeira diretora mulher da história do cinema. Em uma época onde as possibilidades do cinema estavam sendo descobertas, ela inovou com o uso de efeitos especiais e também com áudios sincronizados à imagem na tela. Entre 1896 e 1920, com 24 anos de carreira – a mais longa entre os pioneiros do cinema – ela dirigiu centenas de filmes curtos e foi também a única mulher – infelizmente, até agora – a ter um estúdio próprio. Porém, quase nunca ouvimos falar dela, que teve tanta importância ao cinema quanto os irmãos Lumière.

Já para quem gosta de fotografias e colagens, uma importante pioneira da fotomontagem é a alemã Hannah Höch, uma das únicas mulheres presentes no Dadaísmo. Os dadaístas – assim como qualquer outro grupo formado por homens – não aceitavam muito bem a participação das mulheres. Um deles, Hans Richter, disse que Hannah contribuía no movimento somente com “sanduíches, cerveja e café que ela conseguia conjurar apesar da escassez monetária”. Apenas em 1971 sua obra começou a receber o devido reconhecimento. Em seus trabalhos, ela apresenta a ideia de que as mulheres não são vistas como pessoas completas e tem pouco ou nenhum controle sobre suas vidas, o que ela mesma experimentava ao viver em um ambiente totalmente masculino, tendo sua identidade como artista anulada.

Lorna Simpson é uma artista conceitual e fotógrafa americana. Lorna utilizou diversos meios e técnicas e seus trabalhos mais importantes combinam palavras com fotografias que parecem simples, mas o texto, muitas vezes, confronta o espectador com o racismo ainda encontrado fortemente na cultura americana. Além do racismo, seus trabalhos também exploram temas como gênero, cultura, história e identidade afro-americana. Lorna foi a primeira mulher negra a participar da Bienal de Veneza, em 1993, e a ter uma exposição individual no MoMa, famoso museu de Arte Moderna de Nova Iorque. É uma das artistas negras mais importantes na ativa hoje em dia.

A atriz, diretora e produtora Jodie Foster trabalhou em comerciais desde seus três anos de idade. Sua primeira participação de destaque em um filme foi aos 14 anos, no famoso Taxi Driver, interpretando uma prostituta adolescente. Com este papel, ela foi indicada ao Oscar pela primeira vez. Já como diretora, ela iniciou seus trabalhos em 1991. Assumidamente homossexual, ela falou abertamente sobre isso na premiação do Globo de Ouro de 2013, e na ocasião agradeceu à sua ex-companheira Cydney Bernard pelo apoio durante os vários anos em que permaneceram juntas. Também recentemente, colaborou na direção de um dos episódios da série Orange is the New Black, justamente aquele que contava a história de vida de uma mulher transexual.

Outra importante atriz e diretora é Sofia Coppola, que vive no mundo do cinema desde seu nascimento. Após fracassar como atriz, Sofia sofreu uma grande pressão machista quando decidiu seguir a mesma carreira que seu pai, o conhecido diretor Francis Ford Coppola. Seu segundo filme, Encontros e Desencontros, foi indicado a três categorias do Oscar, entre eles o prêmio de melhor direção, sendo a terceira indicação de uma mulher a essa categoria – considerada a mais importante da premiação. Em seus principais filmes, Sofia retrata a vida de mulheres independentes e nos faz refletir sobre a representação da mulher em nossa sociedade. Vencendo barreiras, Sofia hoje tem uma carreira consolidada e é considerada uma diretora tão reconhecida quanto seu pai.

E pra terminar…
Vale dizer que o mundo tem e teve outras várias mulheres artistas incríveis e que, embora elas apareçam bem menos do que os homens, nós botamos a mão no fogo por suas produções! Esse espaço, na Capitolina, foi criado para elas e, todo mês, vocês vão poder descobrir um pouco mais sobre artistas que a gente quase não vê por aí. Este é um espaço pra todas elas!

Helena Zelic
  • Coordenadora de Literatura
  • Ilustradora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Helena tem 20 anos e mora em São Paulo. É estudante de Letras, comunicadora, ilustradora, escritora e militante feminista. Na Capitolina, coordena a coluna de Literatura. Gosta de ver caixas de fotografias antigas e de fazer bolos de aniversário fora de época. Não gosta de chuva, nem de balada e nem do Michel Temer (ugh).

Heleni Andrade
  • Colaboradora de Artes
  • Ilustradora

Minhas amigas me chamam de Leni. Estudo Artes Visuais mas tenho um pézinho no design. Gosto de navegar na internet, fotografar o mundão, cozinhar, descobrir músicas legais e fazer playlists.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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