22 de janeiro de 2015 | Artes | Texto: and | Ilustração: Helena Zelic
3 museus para conhecer no Brasil

 

Texto por: Rebecca Raia, Mariana Paraizo e Helena Zelic

Aqui na Capitolina, já falamos bastante sobre museus. Sobre roubos em museus, mulheres em museus, selfies em museus, regras de fotografia em museus. Também já fizemos relatos sobre nossas primeiras exposições e, todo mês, damos sugestões de exposições na sessão mensal de dicas culturais.

Desta vez, vamos recomendar um top 3 de museus que gostamos mas que não são exatamente os mais famosos do Brasil. E é justamente por isso que queremos falar deles! É muito legal conhecer museus novos e, assim, ter novas vivências e aprender mais sobre arte, cultura e até história. Aí vai, então, a nossa lista, com museus de Recife, Rio de Janeiro e Minas Gerais!

Instituto Ricardo Brennand – Recife, PE.

O Instituto Ricardo Brennand (IRB), de longe, parece um castelo. Mas não é à toa. O espaço, construído em estilo Tudor, fundado em 2002 e com área construída de 77.000 metros quadrados, tem como acervo uma grande coleção de objetos históricos desde a Idade Média até o Século XXI. A exposição do Instituto é dividida em três partes: a Pinacoteca, a Biblioteca e o Museu Castelo.

Entre as coisas mais legais do acervo está os exemplares de relíquias do período do Brasil Holandês (1630 – 1654). A exposição do momento é do artista holandês Frans Post, que fez importantes retratos desse período.

Para visitar o Instituto Ricardo Brennand: o local fica aberto de terça à domingo, das 13h às 17h e a entrada custa R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia).

Casa Daros – Rio de Janeiro, RJ.

A Casa Daros apareceu aqui no Rio em 2013. Até 2014, antes de visitá-la, só ouvia falar bem. Uma hora a curiosidade me venceu e eu fui conhecer o espaço e fui muito bem impressionada. A casa é enorme, o segundo andar é especialmente para exposições, o térreo é onde acontecem os programas de arte-educação, tem  o bar, e bem no coração da casa um pátio se estende, onde crianças correm felizes pela área livre e descoberta. Fui em algumas exposições e sai de lá satisfeita sempre porque, mesmo se eu não tivesse gostado de algo da montagem ou da obra de algum artista que fui para conhecer, o espaço já era revigorante. Uma vez cheguei por acaso na abertura de uma exposição e, pasmem, tinha amendoim, pipoca com sabor de páprica ou curry, guaraná e cerveja na vernissage!  Eu aproveitaria as férias para fazer uma visita, inclusive para conhecer a exposição Ilusões, que está em cartaz e é bem divertida e surpreendente.

Para visitar a Casa Daros: o local fica aberto de quarta-feira a sábado, das 11h às 19h e, aos domingos e feriados, das 11h às 18h. A entrada custa R$ 14,00 (inteira) e R$ 7,00 (meia) e é gratuito nas quartas-feiras.

 

Centro de Arte Contemporânea Inhotim – Brumadinho, MG.

Considero o Inhotim o melhor lugar do mundo. Se não for o melhor lugar do mundo, é certamente o melhor lugar de arte contemporânea do mundo. O lugar foi criado em 2004 para abrigar a coleção de Bernardo da Paz, sediada em um enorme espaço verde no meio da Mata Atlântica que conta com galerias, instalações, jardins, estufas e restaurantes. Entre os artistas representados, estão alguns dos mais importantes da área, como Yayoi Kusama, Cildo Meireles, Matthew Barney, Rivane Neuenschwander, Hélio Oiticica, entre tantos outros.

As vezes é difícil explicar o Inhotim porque as instalações são mega elaboradas. Uma das minhas favoritas é o Pavilhão Sônico do artista americano Doug Aitken.  A obra consiste de uma estrutura de vidro circular que abriga um buraco de 200 metros, equipado com microfones, e a ideia é que o visitante escute os ruídos gerados pelos sons da terra. Mas não são só as elaboradas instalações que fascinam os visitantes do Inhotim: as galerias também são incríveis e as exposições podem variar a cada visita, de tão enorme que é a coleção de Bernardo Paz.

Para visitar o Inhotim: o local fica aberto de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30 e de sábado, domingo e feriado das 9h30 às 17h30. A entrada varia entre R$ 15,00 a R$ 30,00 reais, dependendo do dia, mas na terça-feira é gratuita (exceto feriados) até o fim de janeiro. No dia 3 de fevereiro, a data gratuita passará a ser quarta-feira.

Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Coordenadora Editorial

Rebecca Raia é uma das co-fundadoras da Revista Capitolina. Seu emprego dos sonhos seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis e escrevendo a respeito. Ela gosta de séries de TV feita para adolescentes e de aconselhar desconhecidos sobre questões afetivas.

Helena Zelic
  • Coordenadora de Literatura
  • Ilustradora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Helena tem 20 anos e mora em São Paulo. É estudante de Letras, comunicadora, ilustradora, escritora e militante feminista. Na Capitolina, coordena a coluna de Literatura. Gosta de ver caixas de fotografias antigas e de fazer bolos de aniversário fora de época. Não gosta de chuva, nem de balada e nem do Michel Temer (ugh).

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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