2 de dezembro de 2015 | Ano 2, Edição #21 | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Ação como ferramenta principal para uma vida sem energia ruim

Somos muitas e muitos, e cada um de nós é constituído por muitas e muitas coisas. Alguns carregam muitas energias ruins em determinado momento da vida, e sem saber afetam quem está por perto. Existem, sim, pessoas que nos tiram do sério, que contribuem para o nosso dia não ser tão legal ou que não ajudam em nada quando temos um problemão para resolver. Aliás, têm pessoas que até instigam esse problema, né? Muitas vezes, achamos que o ideal é ignorar, “deixa que a vida ensina” ou “não vou me desgastar com isso”. Tá, é uma opção, mas talvez não seja a melhor.

O principal mesmo é estarmos cientes de todas as coisas ruins que nos cercam. Ignorar não vai fazer com que o problema desapareça, mas tomar consciência dele pode nos ajudar a fazer com que ele suma de vez, sim. E energia é uma parada muito doida, né? Ela pode sugar a gente de uma forma que nem sabemos direito o motivo, só sabemos que suga. Então por mais que tentemos ignorar, as energias ruins sempre estarão nos cercando. Cabe a nós enfrentá-las da maneira que podemos: com ação. As pessoas que nos prejudicam não nos atingem somente com a força do pensamento, então não é só com ela que conseguiremos afastá-las. Precisamos ter ciência da contribuição que cada um que nos cerca faz para a nossa vida e avaliar se ela é positiva ou negativa. Caso seja negativa, tomemos o controle daquele aspecto. Uma pessoa sempre te coloca pra baixo? Afaste ela da sua vida. Aquele colega do trabalho em grupo sempre te estressa? Não tenha medo de dizer que não vai rolar mais de fazer com ele. A partir dessas pequenas ações, criaremos coragem para nos livrarmos de coisas que nos afetam negativamente e são muito maiores. Ignorando, os problemas podem aumentar e o que, hoje, nos prejudica “quase nada” pode se tornar o maior problema da nossa vida.

Não podemos acreditar que “tudo bem se sentir desse jeito” quando estamos com uma pessoa, ou em um lugar, ou fazendo alguma coisa que, lá no fundo, sabemos que não tá maneiro. Com isso, corremos o risco de sermos dominados pela energia dos outros – que sendo ruim ou boa, é dos outros, e não nossa. Tem como algo dar certo quando solidificamos no que não é nosso? Nossa autonomia é essencial.

Se começarmos, aos pouquinhos, a identificar de onde vêm as energias ruins, será mais fácil nos livrarmos delas. E cercados de menos energias ruins, poderemos focar no que é bom, prazeroso e ajuda no nosso engrandecimento. A partir daí conseguiremos ter nossa própria identidade, ou seja, saberemos quais coisas nos deixam pra cima ou quais coisas acabam com o nosso dia. Se fingirmos que as energias não impactam na nossa vida, isso não vai ser possível.

Não é fácil, é um processo doloroso, porque às vezes achamos que é menos cansativo ignorar do que enfrentar, mas os benefícios a longo prazo são muitos. Então, da próxima vez que você sentir que tem algo errado com uma pessoa ou situação, nada de ignorar, tá bom? Pense, repense e compare como você se sente em situações semelhantes com outras pessoas. É clichê, mas a resposta tá com a gente o tempo todo! E quando ela surgir, nada de rolar culpa em se afastar de algo que finge-ser-bom-mas-no-fundo-é-ruim, hein. A gente ainda tem muita vida pela frente, para buscar energias boas e ser feliz de verdade, sem fingimento.

Lola Ferreira
  • Revisora
  • Social Media

Lola tem 22 anos, mora no Rio e é apaixonada por ele e pelo jornalismo. Busca o contato com suas raízes a todo tempo, e deseja que todas as mulheres negras assim o façam. Lê, escreve e estuda muito - mas julga que nunca será suficiente. Deveria se importar menos com a opinião alheia, mas ao mesmo tempo ouvir os outros é o que mais gosta de fazer. Acredita em astrologia e no amor como chave para mudar o mundo.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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