7 de setembro de 2015 | Sem categoria | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Apresentação: a ciência também é nossa!

Nesse mais de um ano de Capitolina, espero que nós já tenhamos conseguido provar para você que o que mais tem nesse mundão é mulher incrível. A literatura, a dança, a música, a pintura, a política, a medicina e a tecnologia são exemplos de áreas que têm mulheres maravilhosas e não reconhecidas. Desde o início da revista, a gente sempre teve uma pulguinha atrás da orelha por não ter um espaço para tratar de ciência. Não só de mulheres cientistas que tiveram contribuição imensa para a área – que é o que não falta – mas também da ciência em si, sobre como ela é muito interessante, não é um bicho de sete cabeças e tem que ser ocupada pelas minas, sim!

A ciência é uma área, digamos assim, estratégica, para se ocupar. Produzir conhecimento científico, quando se faz isso com responsabilidade, é bem importante para ajudar a definir os rumos da humanidade. Com uma ciência que historicamente esteve na mão dos homens, nós só poderíamos ter acabado aqui onde acabamos: com uma série de concepções preconceituosas sobre as mulheres que são fundadas em conhecimentos científicos. Por exemplo essa “ciência” que diz que os comportamentos subalternos que as mulheres assumem na sociedade, como ser submissa ao marido, são da nossa natureza, quando nós sabemos bem que isso é fruto da construção social da nossa feminilidade. Enfim, como quase sempre, quem ganha a guerra conta a história, e os homens tem ganhado essa grande guerra que se chama vida há algum tempo.

Felizmente, quem faz a história somos nós. Se hoje as coisas são assim, amanhã pode ser que não sejam mais, e isso depende basicamente da gente. Em um mundo com mais meninas como nós, que estão crescendo com a certeza de que são capazes de fazer qualquer coisa que queiram, não é nada improvável que o rumo do mundo mude pelo menos um pouquinho, e que no futuro tenhamos várias Marie Curies na terra e muitas Valetinas Tereshkovas no espaço.

Para isso, a nossa missão toda segunda-feira agora na Capitolina é construir o nosso exército de cientistas! Vamos mostrar pra vocês que as ciências, assim como tudo nesse mundo, podem ser construídas por mulheres! Além disso, que biológicas e exatas não são um bicho de sete cabeças, que todo mundo pode aprender sobre tudo, e que mudar a ciência é mudar a vida das mulheres! Vem com a gente nessa missão!

Natália Lobo
  • Coordenadora de Ciência
  • Colaboradora de Culinária & FVM

Natália tem 20 anos, casa em dois lugares (ou em lugar nenhum, depende do ponto de vista), gosta de fazer e de falar sobre comida, é feminista desde que se entende por gente.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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