As 10 melhores músicas de 2015

fonte da foto de Preta Rara: Do lado de cá

2015 acaba esta semana e convocamos as colaboradoras da Capitolina para eleger as melhores músicas do ano. Venham ver, ouvir e quem sabe concordar. Se vocês estão em dúvida, as meninas te ajudaram na sua escolha. Aumenta o som!
Ps: Tem videos que merecem ser sentidos e vistos.

Não foi Cabral- Mc Carol
Barbara Fernandes

“Porque é uma mina pobre, preta, gorda, favelada e funkeira dando um soco na cara dos planos de ensino das escolas, que estão todos errados, esculachando o eurocentrismo e fazendo uma baita reflexão sobre a história brasileira! É uma grande prova de que funk é cultura e é subversivo”
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Don’t wanna fight- Alabama Shakes
Gleice Cardoso Pamplona

“Acho incrível como eles misturam várias tendências, funk, soul, rock…. E a vocalista, Brittain Howard, é uma mulher incrível. É gostoso ver uma mulher em uma banda tão incrível, com músicas tão incríveis e se sentir representada. “
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Mandume- Emicida
Lola Ferreira

“Mandume é uma das melhores músicas do ano, não só por estar em um dos melhores álbuns do ano, mas também por narrar em poucos versos o cotidiano e as adversidades que o povo negro encontra no rap e na vida. Com novos nomes do hip-hop, a música já começa com a participação de uma mulher negra, que reivindica um lugar maior e mais importante do que aquele em que foi colocada pela sociedade. Ao longo dos versos, os seis compositores resgatam a história negra, exaltam a cultura negra e as religiões de matriz africana e repetem, incessantemente: não vamos abaixar a cabeça, não vamos esquecer tudo que nos foi feito e tomado, não vamos esquecer que fomos marginalizados. Se incomodam com isso? Bom, “eu quero é que eles se f…”.”
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Mãe- Emicida
Simone Nascimento

“Com muito orgulho Emicida narra a batalha de sua mãe para criar ele e seus irmãos.
“Quando disser que vi Deus, ele era uma mulher preta””
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Mulher do fim do mundo- Elza Soares
Simone Nascimento

“Elza Soares, que foi recentemente homenageada pela Capitolina, fez das canções de seu novo álbum um verdadeiro livro de histórias das mulheres negras brasileiras
“Eu vou cantar, me deixem cantar até o fim”, Elza, por favor, não pare!”
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Negra sim- Preta Rara
Simone Nascimento

“Preta Rara lançou mais um de seus álbuns fortalecedores para as mulheres negras. Audácia define!
“Negra sim, não sou mulata!””
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Lucille- Framboesas Radiotivas
Soso Fia
https://framboesasradioativas.bandcamp.com/track/lucille
“Framboesas Radioativas são duas Sofias e uma Marina fazendo um som punk e riot grrl em Bragança Paulista. Presto atenção a esse power trio desde Breathless, ep lançado em maio de 2014. As músicas são feministas e bem divertidas, um punk com uma pegada jovem. Espero ver mais shows dessas meninas incríveis em 2016!”
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I´m in Love with my life- Phases
Isadora M.

“Eu queria escolher várias, mas como só posso escolher uma vai essa:
Phases é o novo nome do projeto JJAMZ, que reunia pessoas de várias bandas pra tocarem juntas. O projeto amadureceu e esse ano trocou de nome, lançando-se como uma banda indie pop, com influências da música disco. Entre os integrantes estão Jason Boesel, do Rilo Kiley/Bright Eyes; Alex Greenwald, do Phantom Planet; Michael Runion; e Z Berg, do The Like.
A música “I’m in love with my life” é aquele tipo de música que mesmo você não estando apaixonado por sua vida (perdão pelo trocadilho), transmite uma felicidade dançante. A música foi tema do lançamento da coleção de objetos “Terraço Perfeito” do jogo de simulação “The Sims 4”. É a única música do álbum “For Life” com vocal exclusivamente masculino, apenas com os hacking vocals de Z Berg, que é a vocalista principal.
Obs.: o clipe da música foi gravado todo de trás pra frente, como dá pra perceber, e a banda teve que aprender a cantar ao contrário pra simular a ordem natural da música, que ficou super esquisito mas vale a pena ver.”
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Ghost- Ibeyi
Bia Quadros

“Eu poderia fazer uma lista das 10 melhores músicas neste ano, resolvi dar a minha escolha para a melhor descoberta deste ano, a dupla cubana Ibeyi. Ghost é uma das melhores músicas da dupla e merece uma ouvida mais atenta a todo seu repertório. Apenas muito amor”
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Revival- Selena Gomes
Duds Saldanha

“Eu nem sei explicar o quanto essa música é importante. É um hino não só de empoderamento mas de auto-estima, auto-preservação e auto-apreciação. Selena, que passou nos últimos anos por um término com o namorado dos seus sonhos (querendo ou não) e por uma doença com a qual ela luta em silêncio, vê-la cantar “estou me tornando minha própria salvação” é um sopro de ar fresco e de força para esse ano que vai começar, é pra usar como mantra. afinal, como diz a música, “mais do que apenas sobreviver, esse é meu renascimento

Bia Quadros
  • Coordenadora de Música
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Ilustradora

Bia na verdade é Beatriz e tem 20etantos anos. É do RJ, nunca saiu de lá e é formada em Artes Visuais. Transita entre ilustrações, pinturas, textos, crianças e frustrações. Tudo que está ligado a arte faz, sem vergonha e limite. Já fez algumas exposições, já fez algumas vitrines, vive fazendo um monte de coisa. Uma Metamorfose Ambulante.

Duds Saldanha Rosa
  • Coordenadora de Esportes
  • Ilustradora

Duds Saldanha Rosa, 22 anos, bitch with wi-fi, so indie rock is almost an art. Não sou parente nem do Samuel Rosa, nem do Noel Rosa, nem do Carlos Saldanha, mas gostaria de ser. Sou paulista-paraibana, designer, ilustradora e seriadora avídua. Faço yôga para aquecer minha mente e escrevo no Indiretas do Bem para aquecer meu coração. Doutora em ciências ocultas, filosofia dogmática, alquimia charlatônica, biologia dogmática e astrologia eletrônica. Cuidado: femininja e aquário com ascendente em virgem. Você foi avisado.

Bárbara Fernandes
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Ilustradora

Bárbara, 21 anos, vinte vividos na cidade de São Paulo até o dia da fuga pro sul numa tentativa falha de pertencer a algum lugar. Não sabe fazer decisões, medrosa além do normal, odeia usar sapato, sempre lê tudo o que está escrito nas embalagens, gosta de ficar conversando com os gatos e de tomar banho no escuro.

Gleice Cardoso
  • Coordenadora de Sociedade
  • Conselho Editorial
  • Colaboradora de Se Liga

Nascida e criada em Belo Horizonte - MG, é psicóloga e trabalha com pessoas em situação de risco e violação de direitos há quase 10 anos. Mulher negra, só descobriu a força de identificar-se como tal há pouco tempo, pois cresceu acreditando que era "moreninha". Tem duas gatas e um cachorro, mas queria ter 30 de cada. Tem vontade de comer sorvete todo dia (menos de manga) e faz crochê pra relaxar.

Lola Ferreira
  • Revisora
  • Social Media

Lola tem 22 anos, mora no Rio e é apaixonada por ele e pelo jornalismo. Busca o contato com suas raízes a todo tempo, e deseja que todas as mulheres negras assim o façam. Lê, escreve e estuda muito - mas julga que nunca será suficiente. Deveria se importar menos com a opinião alheia, mas ao mesmo tempo ouvir os outros é o que mais gosta de fazer. Acredita em astrologia e no amor como chave para mudar o mundo.

Simone Nascimento
  • Colaboradora de Estilo

Simone Nascimento, 22 anos, Negra, Mulher, Feminista e Umbandista! Ama suas raízes, dos fios da cabeça ao toque do atabaque. Leonina da Terra da Garoa (SP), apesar de amar o sol! Estudante de Jornalismo, formada em Figurino, Estilismo e Coordenação de Moda, — vê a comunicação como um direito e a Indumentária como arte. Militante anticapitalista, quer viver num mundo livre de opressões.

Sofia Laureano
  • Colaboradora de Música

Sofia tem 19 anos e mora no Rio de Janeiro. É estudante de Geografia, zineira, capricorniana, gateira, militante feminista sapatão e preta, rolezeira e guitarrista da Belicosa.

Isadora M.
  • Coordenadora de Ilustração
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Estilo
  • Ilustradora

Isadora Maríllia, 1992. Entre suas paixões estão: Cookie Monster, doces, histórias de espiãs (como Harriet The Spy e Veronica Mars), gatos e glitter. No entanto, detesta bombom de abacaxi e frutas cristalizadas.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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