28 de dezembro de 2015 | Cinema & TV, Colunas, Se Liga | Texto: e | Ilustração:
As mulheres de Downton Abbey
Divulgação

– contém spoilers –

Neste natal, a série britânica Downton Abbey (2010-2015) chegou ao seu fim na Inglaterra (por aqui, estamos começando a última temporada). No decorrer de seis temporadas acompanhamos as vidas da aristocrática família Crawley, donos da casa que dá nome à série, e de seus funcionários. Passada na primeira metade do século XX, a série tem como ponto de partida a morte do herdeiro da propriedade no naufrágio do navio Titanic e, em muitos outros momentos, eventos históricos compõem o pano de fundo da série e influenciam a vida dos personagens. O que vemos na tela é um mundo em transformação percebido através do ambiente daquela casa e um dos pontos altos da série é como as personagens femininas – de diferentes idades, personalidades e classes sociais – se encaixam neste mundo. A seguir, falamos um pouco sobre as nossas preferidas e o porquê de elas serem tão interessantes.

Cora Crawley (Elizabeth McGovern)

Também conhecida como a condessa de Grantham ou apenas Lady Grantham, Cora é mãe das três mulheres de Downton, Edith, Mary e Sybil, e esposa de Robert Crawley. Ela é americana e por diversas vezes desempenhou um papel importante no andamento de Downton em direção ao dito ‘futuro’. Com a ajuda de Isobel Crawley, mãe de Matthew – que era herdeiro de toda a propriedade -, ela abriu a mansão como casa de repouso para os soldados que voltavam feridos da guerra. Apesar de ser uma condessa agora, Cora foi criada nos Estados Unidos com pensamentos mais vanguarda que a nobreza britânica. Ela encoraja Matthew a continuar trabalhando mesmo depois que o mesmo vira herdeiro de Downton, encoraja suas filhas a seguirem o que quiserem em suas vidas e ainda tem uma parcela bem importante na transição da mansão de pilar histórico de nobreza à nova forma de vida pós-guerra no Reino Unido.

Lady Mary Crawley/Talbot (Michelle Dockery)

(“Não estamos todos presos com as escolhas que fizemos?”)

Lady Mary provavelmente é a personagem que divide mais opiniões. Ou amam ou a odeiam. A particular personalidade dela, muito firme e determinada, com nuances de quase total frieza, acabam fazendo dela uma pessoa de temperamento duvidoso em várias situações. Entretanto, com o tempo, vamos vendo que ela na verdade é uma pessoa insegura e usa isso como um método de proteger a si própria. No começo, ela age de um jeito mais tradicional e com o passar dos anos e das temporadas vamos vendo aflorar a vontade de fazer algo por ela mesma. Ela aceita o amor que tem pelo Matthew, depois de muito tempo, se casa e tem seu filho George. Com a morte dele, ela se vê meio que desamparada, tendo que criar o filho sozinha, que então vira herdeiro de Downton. Para assegurar o futuro de seu filho, Mary junto com Tom, que quer assegurar o da pequena Sybil, começam a trabalhar juntos para levar a propriedade adiante, fazendo as mudanças necessárias para a nova ordem de negócios e afins que está se formando na Inglaterra. Ela se mostra uma mulher muito mais independente, conseguindo decidir por si mesma, entrando com cuidado nas novidades da sociedade britânica do pós-guerra. Ela age sempre de forma correta, se responsabilizando pelos seus erros, por piores que sejam. Mesmo perdendo seu marido de forma tão trágica, Mary ainda consegue (mesmo que com muita relutância no início) se apaixonar e casar de novo.

Lady Edith (Laura Carmichael)

Sabe aquele tipo de personagem que a princípio não chama muito a atenção, mas em determinado momento você se percebe completamente envolvida em sua história e torcendo para que as coisas deem certo para ela? Esse é o caso da Lady Edith Crawley. Filha do meio do Conde e da Condessa de Grantham, Edith é considerada a filha esquecida no início da história, pois não é considerada bonita como a irmã mais velha e também não tem a doçura da irmã mais nova. As coisas começam a mudar para Edith com as consequências da primeira guerra mundial. Sua atenção às regras do mundo aristocrático e à rivalidade com Mary diminui, na medida em que ela começa a trabalhar para ajudar soldados feridos e aprende a dirigir, o que era extremamente incomum para as mulheres da época. Passada a época da guerra, ela começa a escrever uma coluna para o jornal, mais um feito incomum e uma demonstração do potencial dessa personagem quando ela consegue se desprender do mundo no qual foi criada. Lá, conhece Michael Gregson, o editor por quem se apaixona. É importante dizer que Edith nunca teve muita sorte no campo amoroso e nesse momento da história já tinha inclusive sido abandonada no altar. Com Gregson não é diferente, já que ele é casado com uma mulher da qual, pelas leis inglesas, ele não pode se divorciar. Apesar disso, eles se entregam ao amor que sentem e passam a noite juntos antes de ele ir à Alemanha, onde conseguiria obter o divórcio. Depois de muito tempo sem ter notícias dele, descobrimos que Edith está grávida e que ele foi assassinado por nazistas. Vivendo em um mundo onde ser mãe sem ter se casado te garante, no mínimo, olhares maldosos e repreensões, Edith vai à Suíça com sua tia Rosamund com o pretexto de aprender francês e lá deixa sua filha para adoção, porém, não consegue ficar em paz com essa decisão e leva de volta a filha para a Inglaterra, para ser criada por um casal de agricultores que vive no terreno de sua família. Ainda assim, a aflição de, por força dos costumes, não poder ser mãe de sua própria filha, faz com que ela fuja com a menina. Convencida por sua mãe, que descobre a história toda, ela volta a viver na propriedade da família com a filha, que é tida como sua afilhada pelos que não sabem a verdade. Enquanto tudo isso acontece, ela ainda herda o jornal de Gregson e se torna cada vez mais ativa no trabalho jornalístico, finalmente assumindo a função de editora do jornal.

O que fica claro com a história de Edith é que obedecendo as regras de etiqueta do mundo em que foi criada – um mundo aristocrático no qual dinheiro, posição e imagem importam muito – ela nunca teve chance nenhuma de felicidade. Os melhores momentos da personagem são os que ela toma coragem de romper essas barreiras e se tornar uma pessoa da qual se orgulha. Em sua jornada para deixar de ser a irmã esquecida do meio que tem como maior preocupação garantir um bom casamento e passar a ser uma mulher pioneira, Lady Edith Crawley acaba conquistando o carinho e a torcida da audiência.

Sybil Crawley/Branson (Jessica Brown Findlay)

Talvez minha personagem favorita de todos os tempos, de todas as séries, da vida. Super feminista, luta pelo sufrágio feminino, choca a sociedade e a maioria dos seus familiares com suas ideias vanguardistas. Nunca vou me esquecer do episódio em que ela fica uns longos dias esperando uma roupa nova, todos da família aguardavam um vestido e ela chega em Downton com um estilo de macacão, numa época onde mulheres nem chegavam perto de calças ainda. Um dos primeiros sinais da bondade e diferença de atitude de Sybil para as irmãs vem na primeira temporada quando ela ajuda Gwen, uma das criadas, a aprender datilografia para largar a vida de servitude em uma casa tradicional. Durante a guerra, Sybil não quer ser só uma espectadora, esperando pelos homens que vão à frente da luta e são os responsáveis por fazer tudo. Ela sente que precisa fazer algo útil em sua vida. Ela se torna enfermeira e trabalha no hospital da cidade. Por ter essa veia mais politizada, Sybil acaba se apaixonando por Tom Branson, motorista da família, que tem pensamentos políticos bem alinhados ao dela. Mesmo sem a aprovação da família, eles se casam e mudam-se para a Irlanda. Depois, Sybil fica grávida e infelizmente vem a falecer horas depois de seu parto por conta de complicações.

Anna Smith/Bates (Joanne Froggatt)

Anna é provavelmente uma das personagens com a história mais dura durante a série. Ela começa como uma das empregadas da mansão e, muito por conta de sua relação próxima com a Lady Mary, vira sua criada pessoal e me atrevo a dizer que até uma amiga. No início da série, Anna é uma das únicas pessoas de Downton que recebe bem John Bates, um novo criado da casa que é manco, e acaba se casando com ele. Logo após seu casamento, Bates é preso, acusado de matar sua ex-esposa. A priori, ele é sentenciado a morte, mas depois modificam a sentença para prisão perpétua. Durante esse tempo, Anna faz de tudo para provar a inocência de seu marido, até que finalmente consegue um depoimento de que a ex se matou, livrando Bates da prisão. Quando achamos que tudo vai ficar bem, que os dois estão felizes vivendo juntos novamente, os roteiristas decidiram que não bastava de sofrimento e então Anna acaba sendo estuprada pelo criado de um visitante da casa. É impressionante a quantidade de vezes em que uma mulher é violentada em uma série com o simples propósito de enredo. Sinceramente, essa é uma das piores decisões de roteiro de toda a série para mim. Após o estupro, o criado é encontrado morto e Anna vira suspeita, é detida e fica esperando por um julgamento. Entretanto, como toda mulher forte e maravilhosa, Anna supera esse episódio difícil da vida dela, com a ajuda de outra mulher, Mrs. Hughes, e ainda consegue desvendar uma grande quantidade de mulheres que foram violentadas pelo mesmo indivíduo. Pelo final da série, Anna está grávida, após diversos abortos espontâneos, e ela e Bates estão mais felizes que nunca.

Daisy (Sophie McShera)

(“Nós somos o futuro, eles são o passado”)

Na hierarquia rígida de Downton Abbey, Daisy começa na posição mais baixa de todas, tendo inclusive que se preocupar em não ser vista pelos donos da casa, visto que o seu lugar é a cozinha. Porém, se engana quem pensa que estamos falando de uma personagem submissa. No início da série ela é muito nova e suas preocupações não vão muito além de fazer seu serviço e conseguir seguir as ordens de Mrs. Patmore, a cozinheira da casa. Ela atrai o interesse de um dos funcionários da casa, William Mason, por quem ela nutre amizade e carinho mas não se sente apaixonada. Apesar disso, vê-se em uma situação amorosa muito complicada quando este a propõe em casamento logo antes de embarcar como soldado na primeira guerra mundial. Ela aceita mais pela pressão da situação do que por sua própria vontade e os dois se casam quando ele volta ferido de guerra. O casamento dura só algumas horas, já que os ferimentos de William eram muito graves e rapidamente ela se torna viúva. Se por um lado o casamento apressado lhe trouxe a culpa de saber que não correspondia aos sentimentos de William, por outro ele lhe dá uma família e ela de fato desenvolve uma relação paterna com o seu sogro no decorrer a série. Mais segura e madura, Daisy começa a ter questionamentos sobre a sua posição na casa. Esses questionamentos começam com o pedido de uma promoção, mas vão além. A possibilidade de herdar a fazenda administrada pelo seu sogro faz com que ela perceba que é possível não passar a vida toda como servente de uma casa nobre. Ela considera outros empregos, mas continua na casa até o fim da série. Apesar disso, retoma os estudos que tinha largado muito cedo e sua dedicação inspira até os personagens mais conservadores. O reconhecimento de sua capacidade intelectual a torna mais forte e questionadora e, na última temporada, ela já não escuta o conselho dos funcionários mais velhos que recomendam obediência aos de classe social mais alta, inclusive seus patrões. Quando a propriedade administrada por seu sogro é ameaçada, ela percebe que o bem-estar dele é uma preocupação muito maior do que a obediência que supostamente ela deve e ela não deixa nenhum título de nobreza entrar em seu caminho para resolver a situação.

Mrs. Patmore (Lesley Nicol) e Mrs. Hughes (Phyllis Logan)

(“Você não vai ficar sozinha nem por um minuto se você não quiser ficar!”)

A amizade entre Mrs. Patmore, a cozinheira-chefe da casa, e Mrs. Hughes, a governanta, é uma das melhores da série. Ambas passaram a maior parte da vida como serventes e por vezes se perguntam como seria a vida se tivessem ido por outros caminhos. Essa pergunta se fez mais presente quando um antigo amor da vida de Mrs. Hughes volta a pedi-la em casamento, depois de anos. Ela chega a ficar abalada com a possibilidade mas no final das contas decide permanecer na casa. Mrs. Patmore, por sua vez, é cortejada por um dos fornecedores de alimentos da casa, mas é alertada pela amiga que os interesses dele não são sinceros e sente-se aliviada, afinal não queria mesmo casar-se. Seja quando Mrs. Patmore se sente triste com o sobrinho que foi fuzilado por ser um desertor durante a guerra ou quando Mrs. Hughes descobre um tumor e tem medo que seja câncer, essas duas estão sempre cuidando uma da outra e também das outras serventes para quem são, por vezes, figuras maternas, como Daisy. Mas de todas essas situações, nenhuma é melhor do que quando Mrs. Hughes, após ter casado com o mordomo da casa, Mr. Carson, começa a ficar insatisfeita com as expectativas que este tem em relação à esposa, exigindo que ela saiba cozinhar bons pratos, por exemplo. Percebendo o incômodo da amiga, Mrs. Patmore elabora um plano para que, sem que Carson perceba, ele acabe responsável pelo jantar do casal e descubra que os afazeres domésticos não são tão simples assim.

Sarah O’Brien (Siobhan Finneran)

Manipuladora e sempre com comentários ácidos em relação aos outros serventes e aos patrões, O’Brien é a criada pessoal de Cora nas primeiras temporadas da série. Seu único amigo na casa é Thomas Barrow e, embora, à primeira vista eles possam parecer simplesmente a dupla de vilões, as motivações deles são muito mais complexas. A insatisfação generalizada de O’Brien parece vir da noção de que vive em um mundo desigual e hierarquizado, no qual ela nunca estará no topo. Em vez de ser uma criada contente com o destino que foi, de certa forma, imposto a ela, O’Brien tenta, com seus esquemas, conseguir um pouco mais de controle sobre sua própria vida. Suas atitudes são por vezes questionáveis e, após ter sido secretamente responsável pela perda da gravidez de Cora, jura lealdade à patroa.

Phyllis Baxter (Raquel Cassidy)

A principal história envolvendo Baxter diz respeito a seu passado. Ela chega para trabalhar cono criada pessoal de Cora Crawley por recomendação de Thomas Barrow, um dos criados da casa, mas desde o início o vemos chantageá-la a participar de seus esquemas. Com a ajuda de Mr. Mosley, outro criado com quem desenvolve uma relação bastante afetuosa, ela toma coragem de colocar seu passado às claras, para que ele não possa ser usado contra ela. Conta a sua patroa que já esteve presa por roubar joias na casa em que trabalhava anteriormente. Cora fica em dúvida se a demite, pois gosta muito dela, mas não sabe o quanto pode confiar seus pertences a ela. Quando finalmente Baxter explica que o seu roubo foi influenciado por um outro funcionário da casa, por quem se apaixonou, e que a deixou sozinha para levar a culpa, ganha a confiança e a segunda chance de Cora. Posteriormente a polícia acaba encontrando este tal funcionário e revela que ele tinha a prática de fazer isso com diversas criadas, manipulando-as. Depois de certa resistência, ela aceita o pedido da polícia para testemunhar contra ele.

Uma outra parte importante dessa personagem é sua amizade com Thomas Barrow. Apesar de já ter sido chantageada por ele, ela é uma das pessoas mais abertas para entender os conflitos internos dele e acaba, inclusive, salvando-o de uma tentativa de suicídio.

Gwen (Rose Leslie)

Podemos dizer que, dentre os funcionários da casa, Gwen é a que conseguiu escapar. Embora tivesse uma boa relação tanto com os patrões quanto com os outros funcionários, ela tinha o sonho de fazer algo diferente. Começa a fazer um curso de digitação por correspondência e depois, com a ajuda de Lady Sybil, vai em busca de empregos, conseguindo, ao fim da primeira temporada, o cargo de secretária de um homem que instalava telefones (tecnologia nova para a época). Nos encontramos novamente com essa personagem em um único episódio na última temporada. Na ocasião, ela e o marido vão visitar a casa e a família não a reconhece. Ela almoça na parte superior da casa na qual costumava servir e seu passado vem à tona. A família se sente mal de perceber o quanto os funcionários que passam a vida servindo-os podem ser invisíveis para eles, mas as lembranças carinhosas de Lady Sybil trazem alegria para todos à mesa. Apesar de a participação dessa personagem ser relativamente pequena na série como um todo, ela é importante pois mostra o caminho alternativo ao dos funcionários da casa, que tantas vezes se questionam sobre onde estariam se não estivessem servindo aos patrões.

Ethel Parks (Amy Nuttall)

Ethel chega para trabalhar como criada em Downton durante a época que a casa serve de enfermaria para feridos de guerra e, desde o início, não esconde sua insatisfação com a profissão. Quando é descoberta na cama com um Major que estava em tratamento, é demitida. Volta mais tarde para pedir ajuda, porque está grávida e desamparada. Mrs. Hughes a ajuda secretamente. Elas planejam pedir ajuda aos avós da criança, depois que o próprio pai não o assumiu e foi morto na Guerra, porém as coisas não vão como elas gostariam. A princípio eles não acreditam na história de Ethel, mas depois, convencidos que aquele menino é mesmo o neto deles, aceitam criá-lo desde que Ethel abra mão de fazer parte da vida deles. Ela não aceita a proposta e, sem ter como sustentar o filho, torna-se prostituta. Isobel Crawley a descobre e resolve ajudá-la, porém Ethel fica relutante por um tempo. Por fim, ela acaba aceitando que o filho vá morar com os avós pois acredita que assim ele terá uma vida melhor do que ela pode dar e larga a prostituição para trabalhar na casa de Isobel. Muitas pessoas a tratam mal por saber do seu passado, mas ela conta com a ajuda de pessoas como Mrs. Hughes, Mrs. Patmore e Isobel. Finalmente, ela consegue um emprego longe dali, onde pode recomeçar sem que ninguém saiba a sua história.

Violet (Maggie Smith) e Isobel Crawley (Penelope Wilton)

(“Como você odeia estar errada!”)

(“Eu não saberia. Não sou familiarizada com sensação”)

Melhor rixa de todos os tempos é composta pelas duas mãezonas da série. De um lado, Violet, viúva condessa de Gratham, mãe de Robert, defensora do modo de vida britânico da nobreza, com muitos criados, ostentação, grandes mansões e afins. Do outro, Isobel, mãe de Matthew, defensora dos rumos futuros do país, em direção a melhores condições para todos, igualdade de gênero e de classes, oportunidades iguais. Apesar das diferenças de pensamento entre as duas, o mais legal de se ver é o quanto elas duas têm em comum. Ambas são mulheres fortes, que fazem o que querem, têm um amor incrível pela sua família e não deixam nada nem ninguém ficar no meio do caminho do que desejam. Ainda melhor do que vê-las discutindo, com alfinetadas sensacionais e ótimas argumentações, é vê-las se unindo em prol de um bem maior.

Rose MacClare/Aldridge (Lily James)

A mais jovem das personagens de Downton, Rose é uma das primas das irmãs Crawley. Ela é apresentada como uma garota que anda causando problemas para a família, mas na realidade ela é apenas uma garota muito divertida, que faz o que quer e não o que é esperado dela, e se mete em muitas confusões durante a trama. Se envolve com moços em bailes, flerta bastante, e tem convicção de que não quer casar só porque os pais querem e tenta ao máximo fugir disso. Um dos momentos mais importantes de Rose é o fato de ela ter se interessado por um músico negro numa época onde meninas de origem nobre não podiam nem cogitar falar com negros. Ela não se importava com a cor ou origem de Jack Ross, e sim com quem ele era. Rose acaba se apaixonando por Atticus Aldridge e se casando com ele por amor e não porque seus pais a obrigaram. Inclusive por Atticus ser judeu e Rose ser anglicana, as duas famílias não ficam felizes com o casamento. Mas com o passar do tempo os dois conseguem superar isso e se mudam para os Estados Unidos quando Atticus recebe uma proposta de emprego lá.

Bárbara Camirim
  • Colaboradora de Cinema & TV

Bárbara Camirim tem 25 anos, mora no Rio de Janeiro e acabou de se formar em Comunicação Social. Está aos poucos descobrindo o que quer fazer da vida. Gosta de cinema, séries, literatura e, na verdade, qualquer coisa que envolva ficção.

Nathalia Valladares
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Ilustradora

Sol em gêmeos, ascendente em leão, marte em áries e a cabeça nas estrelas, Nathalia, 24, é uma estudante de Design que ainda nem sabe se tá no rumo certo da vida (afinal, quem sabe?). É um grande paradoxo entre o cult e o blockbuster. Devoradora de livros, apreciadora de arte, amante da moda, adepta do ecletismo, rainha da indecisão, escritora de inúmeros romances inacabados, odiadora da ponte Rio-Niterói, seu trânsito e do fato de ser um acidente geográfico que nasceu do outro lado da poça. Para iniciar uma boa relação, comece falando de Londres, super-heróis, séries, Disney ou chocolate. É 70% Lufa-Lufa, 20% Corvinal e 10% Grifinória.

  • Gabrielle Alves

    Simplesmente AMO essa série, e amei o post!

  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Downton Abbey é uma das melhores séries que existe!

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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