29 de outubro de 2015 | Artes, Colunas | Texto: | Ilustração:
Até a próxima, Inktober!

Algumas de vocês podem ter visto por aí, durante o mês de outubro, uma certa comoção por parte de amigos e conhecidos que desenham. Era desenho pra lá, desenho pra cá, e tudo que eles tinham em comum era uma pequena palavrinha: Inktober.

Todo mundo parecia bem empolgado em participar, mas tinha uma coisa que ninguém explicava direito: AFINAL, o que diabos é isso?

Alguns chamam de movimento, outros de desafio, iniciativa artística… É bem livre, mas os fatos são: o nascimento do Inktober se deu em 2009, quando um ilustrador americano chamado Jake Parker, pensando em uma forma de criar hábitos de desenho saudáveis e tentando melhorar suas habilidades com tinta, teve a ideia de fazer um desenho por dia no período de um mês e postar os resultados em suas redes sociais com a hashtag #inktober, para que as pessoas pudessem acompanhar o progresso. Hoje o desafio acontece anualmente em outubro (por isso o nome) e qualquer um pode participar. Ele explica no seu website que mesmo que a ideia original seja fazer os desenhos diariamente, o importante é que a essência do Inktober se mantenha: criar o hábito de desenhar regularmente para obter melhoras no traço. Dessa forma, a iniciativa se adapta de acordo com quem decide participar dela, podendo a pessoa fazer um desenho a cada dois dias ou um por semana, contanto que se mantenha consistente e que use tinta no processo.

Nos EUA, o termo “ink” se refere a um tipo mais específico de tinta (como nanquim), mas à medida que o Inktober se tornou mais conhecido mundialmente, as regras foram se adaptando à realidade de cada participante e abrindo espaço para quem prefere trabalhar com mais liberdade de material. Eu, que gosto muito de aquarela, decidi que ia tornar meu desafio pessoal melhorar especificamente no uso dela – mas como só fui saber da existência do desafio no último dia de setembro, não tive tempo pra comprar um papel adequado e acabei tendo que me adaptar. No final das contas, descobri que tenho uma aptidão que até eu desconhecia pra desenhar retratos! 😀

Outras Capitolinas também participaram e o resultado foi, como esperado, muita arte linda! Dá uma olhada (tem algumas minhas aí no meio também :B):

Laura Athayde

Laura Athayde

Laura Athayde

Laura Athayde

Gabriela Sakata

Gabriela Sakata

Gabriela Sakata

Gabriela Sakata

Dora Leroy

Dora Leroy

Bia Quadros

Bia Quadros

Bia Quadros 2

Bia Quadros

Bia Quadros

Bia Quadros

Luciana Rodrigues 3

Luciana Rodrigues

Luciana Rodrigues 1

Luciana Rodrigues

 

O Inktober desse ano, com o fim de outubro, também já está prestes a terminar. Mas partindo pra uma visão mais abrangente, se seu negócio for mais fotografia, escrita, talvez dança (ou qualquer outra arte de sua preferência, até mesmo o desenho), é quase certeza de que a prática constante pode te ajudar a descobrir habilidades que talvez estivessem meio “adormecidas”. Então aqui vai uma proposta: por que não se inspirar na ideia e criar um desafio próprio? Compartilhem com a gente suas ideias e os resultados finais! <3

Luciana Rodrigues
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Colaboradora de Artes

Luciana tem 20 anos e é de Macapá, no Amapá, no extremo norte do Brasil. Cursa Letras na universidade federal do seu estado e é apaixonada por artes em geral, sendo a dança, o desenho e a pintura suas favoritas. Sonha em mudar o mundo com a ajuda dos seus gatos e tem certeza de que nasceu, além de índia, sereia de água doce.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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