23 de agosto de 2014 | Ano 1, Edição #5 | Texto: | Ilustração:
A bandeira mais colorida
Ilustração: Dora Leroy.
Ilustração: Dora Leroy.

Ilustração: Dora Leroy.

A bandeira arco-íris é o símbolo do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros). Assim como outras bandeiras, ela mostra o orgulho de fazer parte de uma comunidade; entretanto, esta não está presa a um estado nacional, mas é segurada por todo o mundo. A bandeira, e outros símbolos, são uma forma de mostrar que fazemos parte de algo (seja um país, um movimento social ou até um time de futebol) e também pode ser uma forma de reconhecer pessoas que dividem aquilo com você. Vale então saber um pouco da história da bandeira arco-íris.

Nos anos 70, florescia um movimento de homens gays em São Francisco. Até aquele momento, gays eram simbolizados por um triângulo rosa – símbolo pelo qual eram marcados nos campos de concentração nazistas –, mas queriam um novo símbolo, um que falasse de tempos mais otimistas. Consequentemente, com influência da estética hippie, que utiliza o arco-íris em abundância, o artista plástico Gilbert Baker desenhou a bandeira.

Desde então, o movimento gay cresceu e abriu espaço para lésbicas, bissexuais, simpatizantes, travestis, transgêneros e muitos outros. Isto pode ser exemplificado nas mudanças de sigla do movimento: inicialmente, a sigla utilizada era GLS (gays, lésbicas e simpatizantes); depois, mudou para GLBS (incluindo, assim, os bissexuais) e para GLBTS (incluindo os transgêneros). A sigla LGBT com o L na frente é uma forma de dar maior visibilidade às mulheres lésbicas. Existem siglas ainda mais completas, como a LGBTTISQ (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transgêneros, intersexuais, simpatizantes e queers). O movimento ainda precisa trabalhar para dar voz igual a todos e todas os/as participantes, porque, muitas vezes, as reinvindicações acabam priorizando os homens homossexuais, mas a transformação da sigla ajuda a mostrar um pouco dessa história de inclusão e dos próprios debates internos do movimento por representação igualitária.

Da mesma forma que a sigla, a bandeira também sofreu modificações. A primeira versão tinha oito cores e, atualmente, tem seis: roxo, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho. O rosa e o turquesa foram removidos para facilitar a produção, já que eram cores mais difíceis de se achar.

Bandeira antiga, com o rosa e o turquesa.

Bandeira antiga, com o rosa e o turquesa. Fonte.

O roxo significa o espírito; o azul, a harmonia; o verde, a natureza; o amarelo, o sol; o laranja, a saúde; e o vermelho, a vida. As cores retiradas também têm significados! O rosa significava sexualidade e o turquesa, a arte.

Bandeira antiga, com o rosa e o turquesa. Fonte.

Bandeira atual. Fonte.

A bandeira arco-íris pode ainda significar outras coisas. Muitas vezes, ela é utilizada para pedir paz. Além disso, existem outras bandeiras com o arco-íris nelas. A Whipala é uma bandeira muito conhecida em alguns lugares da América Latina, como a Bolívia e o Peru. Ela é utilizada como símbolo da luta de povos andinos, como os Quishwa-Aymaras e os Guaranis, sendo que aqui as cores têm outros sentidos.

Bandeira Whipala. Fonte.

Bandeira Whipala. Fonte.

Além da bandeira do movimento LGBT, pessoas bissexuais e transgêneras têm suas próprias bandeiras que, assim como a bandeira principal, falam de orgulho, diversidade, solidariedade e ainda por cima são lindas! Vale conhecer:

Bandeira bissexual.

Bandeira bissexual. Fonte.

Bandeira transexual.

Bandeira transgênero. Fonte.

+ referências:
http://www.lgbt.pt/cores-bandeira-lgbt/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bandeira_arco-%C3%ADris
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lgbt
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wiphala

Brena O'Dwyer
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Brena é uma jovem carioca de 22 anos que cada dia tem um pouco menos de certeza. Muda de opinião o tempo toda e falha miseravelmente na sua tentativa de dar sentido a si mesma e ao mundo em que vive. Gosta de ir ao cinema sozinha as quintas a noite e de ler vários livros ao mesmo tempo. Quase todas as segundas de sol pensa que preferia estar indo a praia, mas nunca vai aos domingos.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos