28 de julho de 2015 | Estudo, Vestibular e Profissão | Texto: | Ilustração: Lila Cruz
Bate papo: inventar o hábito OU socorro, como escrevo um livro???
Ilustração: Aline Cruz

Por algum acaso, você, assim como eu, sempre teve essa urgência de escrever? Escrever uma história inteira? Um livro? E mandar para editoras? E ser publicada? E ver seu livro nas livrarias? E ser lida por várias pessoas? E por mais várias pessoas ainda? Milhões? Bilhões? Entrar nas listas e nas prateleiras dos mais vendidos? Fazer tanto sucesso que fariam um filme do seu livro com atores xóvens e gatinhos? E ia ser sucesso de bilheteria? E ELES IAM GANHAR O OSCAR?

Parece um bom plano, mas pra tudo isso uma coisa precisa acontecer antes: você, assim como eu, precisa sentar e escrever o livro inteiro. E essa é uma das grandes dificuldades. Antes de conseguir ser publicada, antes de fazer sucesso, antes de tudo vem a questão mais imprescindível: escrever a história inteira. E, migas, isso não é fácil.

E exatamente por não ser fácil que fui conversar com a Luisa Geisler, que conseguiu escrever não um, mas vários livros inteiros! E, não bastando, conseguiu publicar e ainda ganhou prêmios porque, afinal de contas, ela é não apenas uma pessoa daora, mas uma escritora 10/10. Assim conversamos sobre essa vida difícil e como escrever um livro no meio disso. Nessa conversa, você vai encontrar histórias, desabafos, críticas e dicas sobre como é o processo de escrever um livro. Te desejamos boa sorte e ansiamos por ler todos os seus capítulos!!

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Clara: Amiga, dado que você já conseguiu isso três vezes, pfvr, conta pra gente o segredo: como cê consegue terminar um livro?

Luisa: Amiga, eu ‘tava pensando esses tempos. A verdade é que não sei. Eu sempre me baseio muito em prazo, em planos. Eu dificilmente escrevo porque tive inspiração. Eu escrevo porque se eu não escrever, vou atrasar. Então eu geralmente preciso dizer pra uma pessoa que: vou terminar na data x. E mesmo que ela não cobre, eu tô tipo: hmmm mas ela vai lembrar.

Clara: Sim, sim. Isso, na real, é uma coisa que vejo muitos autores falando, mas acho muito doido. Porque, sério, como você consegue disciplina pra isso? Particularmente, sou 0 disciplinada, chega a dar vontade de me colocar no colo. E aí fico me perguntando COMO RAIOS VOCÊS CONSEGUEM????

Luisa: Eu projeto figura de autoridades nos outros, tem nada a ver comigo. Eu acho que os outros vão pensar mal de mim. Nesse sentido a neurose ajuda muito, hahaha!

Clara: Hahaha! Mas no seu primeiro livro também foi assim? Porque, sei lá, consigo entender isso tendo uma editora e meio que um plano pra conseguir lançar um livro. Mas não tendo absolutamente nada disso, como fica? Digo, como você fez? Porque cada um faz do seu jeito, né.

Luisa: Mas eu tenho privilégio de já ter entrado no meio literário, não sei se teria continuado se não fosse “o meio”. Quando eu era de fora ele era mais inacessível, logo eu tinha menos incentivo.

Clara: Então, mas por isso mesmo que pergunto: como foi no caso do seu primeiro livro? Você viu a data do prêmio e falou “é isso, vãbora”? Ou mandou seus amigos te obrigarem a escrever, sei lá?

Luisa: Não. Aí, foi meu mesmo. Tinha que terminar, tinha. Mas eu não entreguei os livros ideais. Se tivesse 2 meses surpresa, teriam sido melhores. O bom do prazo é que ele bota o ponto final no livro. Porque muita gente nem começa, mas muitas nunca param.

Clara: É, então, meu problema maior (e o que eu vejo amigas e amigos meus sofrendo também) é que é muito fácil largar a mão. Tipo, chega um ponto complicado da história, você não sabe bem como resolver e aí mia. Ou então a escola/ faculdade/ trabalho começa a te exigir muito e você simplesmente deixa pra lá. Tipo, a única história que terminei na minha vida foi uma fanfic que eu postava numa comunidade do Orkut (HAHAHAHA), porque a galera lá me cobrava muito pra eu continuar!

Luisa: Mas aí entra o ponto do planejamento. Tem que ter alguma noção pra onde tá indo o trem. Não tudo, mas geral. Eu procrastino muito pra fazer essa organização. Às vezes até pulo partes pra seguir escrevendo – as coisas se completam.

Clara: Dessa história de pular partes, eu lembro que li em algum lugar que um escritor famoso desses (que eu obviamente não vou lembrar o nome) escrevia os livros em pedaços de guardanapo no bar ou onde quer que ele estivesse. Aí, ele tinha três caixas: a de começos, de meios e de fins. E, quando ele tinha muita coisa, ele tirava tudo e via o que dava pra juntar. Depois dessa história, me achei super organizada.

Luisa: UIA! QUE MALUCO!

Clara: POIS É!! MAGINA QUE TRABALHEIRA?!?!?!

Luisa: Nem pensar! É que cada um tem seu processo, e às vezes a gente tenta se moldar no que funciona pra pessoa x ou y e nunca pensa na gente.

Clara: Sim, com certeza!

Luisa: Eu até tenho medo de falar isso e dar uma ideia errada. Porque eu lido bem com ideias soltas que depois eu trabalho com calma. Eu mais reviso do que escrevo.

Clara: Nesse sentido, acho muito legal aquela ideia de que falamos outro dia de juntar umas amigas e fazer um clube em que as próprias amigas cobram de você seus escritos. Tipo, é uma coisa que vejo que funciona pra mim, porque eu preciso dessa cobrança externa. Aliás, admiro muito quem consegue sentar e fazer as coisas!!

Luisa: Isso funcionou muito comigo quando fiz oficina de criação literária. A maioria dos meus colegas até hoje gostaria de escrever, mas o gasto energético parece grande demais.

Clara: Ai, como é isso de oficina de criação literária? Porque admito que tenho muito preconceito com isso HAHAHAH

Luisa: Eu gostei da que eu fiz. É uma das mais antigas do país, com Luiz Antonio de Assis Brasil etc.

Clara: Na real, meu maior medo com essas oficinas é minha turma ser um bando de gente que eu acho meio tosca e acabar julgando todo mundo e, aí, não conseguir fazer minhas coisas direito. HAhahaha

Luisa: Amiga, sempre é assim. Sério. Tem que focar em criar e ter um grupo de pessoas junto, lendo. Eu gostei por isso. Antes da oficina, era um ato muito solitário; cê nunca pensa no leitor, em facilitar, em dar mais espaço.

Clara: O que acho legal desses grupos é que tem um cara que tem um olhar mais ~treinado~ pra isso, de certa maneira. Tipo, não são só seus migos dizendo uauuu, migaaa cê ahazaaaa!! Rolam críticas e discussões e tals. Claro que dá pra fazer isso com amigas, mas me parece um pouco mais difícil dependendo das amigas, da sua relação com elas, de como você aceita críticas etc.

Luisa: Sim! Eu tenho hoje poucos leitores de teste. São 3 pessoas que tão envolvidas em tudo. Porque às vezes mandar pra mil pessoas cê fica cobrando: ow fulano, cê leu meu livro? Ow beltrano!

E o gosto parecido é importante. Às vezes a pessoa lê muita fantasia, várias referências e tal, e você quer escrever meio Clarice Lispector. Aí, a pessoa talvez ache um porre. E a sinceridade importa muito. Então, compartilhar um texto é algo muito íntimo, porque a pessoa pode dizer que não gostou e aí cê é amiga dela e aí…

Clara: Sim! O que eu tento sempre fazer quando amigos vêm me mostrar as coisas deles (que também é o que eu espero quando mostro coisas pros meus amigos) é entender o pensamento da pessoa e o que a levou a escrever aquilo. Tipo, não necessariamente eu vou gostar, mas entendendo a lógica da pessoa, fica mais fácil de analisar se aquilo tá legal ou não. Você meio que se distancia de si pra sacar a obra. Não sei se isso fez sentido. Hahaha

Luisa: SIM! A LÓGICA! O PROJETO! Isso é importante! Mas, amiga, mais até do que saber como os escrevem, importa escrever. Porque muitas desculpas pra não escrever são a mesma de porque você não estuda alemão, porque você não vai na academia… Que estão certas até certo ponto. Meio Nike: Just do it (apenas faça). Escreve mal, escreve errado. Escreve algo que vai tirar depois.

Clara: Ah, sim! Até porque, depois de escrever o livro, você vai ter que achar uma editora e um monte de coisa vai mudar. Vejo muito isso no trabalho da minha mãe. Ela fica um tempão trabalhando no texto e nas ilustrações, aí ela manda pra editora, aí muda tudo. Digo, não tudo, mas muita coisa.

Luisa: Sim! E edita e vai e volta… Tudo literário é assim.

Clara: Eu acho isso muito legal, porque quebra com essa história de que escrever é um ato solitário. Tipo, claro que quando você está lá, criando sua história no seu quarto ou sei lá onde, você está sozinha. Mas até ficar tudo pronto e lindo, tem muita gente envolvida, muito trabalho em grupo.

Luisa: Uhum.

Clara: Me incomoda autores nunca falarem disso, na real.

Luisa: O próprio ato de publicar é tornar público, né.

Clara: Outra pergunta! Voltando um pouco pra questão do hábito de escrever, independentemente da inspiração. Entendo ter que escrever mesmo sem estar inspirada, mas se você se inspira em um momento fora do seu cronograma? Você larga tudo e vai escrever? Você acha que a pessoa deve fazer isso? (Particularmente, eu tendo a ficar muito inspirada em horários esdrúxulos, tipo duas da manhã de uma terça-feira. Aí, eu vou e decido escrever, mas acabo com qualquer organização de sono e produtividade que tinha)

Luisa: Pessoalmente não. Porque gosto muito de dormir. Eu anoto e retomo; anoto o suficiente pra seguir com a ideia. Se eu não tô fazendo nada, até escrevo, mas não vou embora mais cedo de aula e principalmente não fico sem dormir.

Clara: Hm, saquei. Mas suas inspirações são no formato ideias legais? Porque as minhas vêm com voz de personagem, não é necessariamente uma ideia geral. Aí, acho daora pensar em estilos de inspirações!

Luisa: Vem como qualquer coisa. Eu às vezes anoto algo sobre… sei lá, se os nossos cachorros têm nomes pra nós como nós temos pra eles, e ou ponho um personagem falando ou ponho num contexto. “Eu me perguntava sobre ela como quem se pergunta…”. Eu acredito no poder de rascunhar e de reescrever. Por ver muito o livro publicado, as pessoas acham que tem que ser tudo pronto daquele jeito, quando poucos livros são bons de primeira na verdade.

Clara: Mas também tem que tomar cuidado em querer reescrever pra sempre, né?

Luisa: Sim, tem um limite. Por isso os prazos!

Clara: Você é mais da prosa, mas vou ignorar solenemente isso pra te fazer uma pergunta completamente pessoal.

Luisa: Ok, vá.

Clara: Eu curto e escrevo muita poesia. Mas muitos dos poemas que escrevo são mais treino do que realmente algo a ser publicado. Aí, acontece que eu fico com uma porrada de poemas, mas não consigo encontrar uma linha de raciocínio neles pra fazer um livro razoável. Porque poesia, diferente da prosa, precisa de bem mais quantidade pra rechear um livro.

Na real, acho que não é uma pergunta, mas um desabafo. Hahaha! Porque fico muito em crise com isso e queria muito publicar umas coisas, mas não tem o suficiente pra fazer um livro e socorro???

Luisa: Hum… Mas quanto de material tu tem hoje?

Clara: Cara, muita coisa. Mas nada que eu consiga juntar num livro só. Porque ou a forma fica muito desfalcada ou o conteúdo. Mas acho que isso vou perguntar pra alguma poeta! Hahaha!

Luisa: Mas, amiga, antes um livro que demore a se formar que seja bom do que um tosco a bangu publicado.

Clara Browne: Sim, com certeza! Mas é que é meio frustrante ter tanto material e não conseguir achar uma junção legal pra isso, sabe? É mais nesse sentido.

Luisa: Olha, eu tinha muito isso com textos de oficina meus e volta e meia acho fins pra eles. Quando é de graça, quando pedem contribuição, pra concurso e preciso encher linguiça etc. Então talvez tu não use agora, mas talvez tua Clara do futuro agradeça. Então, não julga tua gaveta.

Clara: Sim, sim. Acho que aí entra aquela urgência de querer fazer as coisas e expor que, de uma forma geral, nós temos.

Luisa: Isso! Mas tu vai ser que sem pressa, porque o tempo pra publicação ajuda o texto a maturar. Tipo um vinho, que x anos é show, mas depois vira vinagre. Precisa de x pra maturar, mas tempo demais também não dá. E cada uva/safra funciona de um jeito particular. Mas escrever e imediatamente publicar é um processo novo e internético.

Clara: Particularmente, gosto muito de mostrar minhas coisas pras pessoas porque sinto que estou compartilhando com elas uma parte de mim – e eu gosto muito desse sentimento. Como é pra você, com livros publicados, atingindo mais que seus migos e pessoas das interwebs?

Luisa: É legal, mas é uma sensação estranha, porque o texto deixa de ser seu.

Clara: Como você lida com essa possível urgência de mostrar as coisas? Cê manda para aquelas pessoas que tinha comentado anteriormente?

Luisa: Isso, mas eu demoro um pouco porque tem um aspecto de timidez. E mandar pra alguém é um pouco comprometedor, porque daí vão perguntar kd texto???

Clara: Nossa, sim!!! No meu ano de vestibular, comecei a escrever um livro e fiz esse esquema de mandar para algumas pessoas. Só que, cara, ano de vestibular. Pior ideia a minha. As pessoas ficaram me cobrando e eu tinha que estudar física e química e coisas que deviam ter números, mas são só letras gregas.

Luisa: ISSO! É um ato comprometedorzinho. Acho que quando a gente compartilha o texto, a gente começa a permitir que uma pessoa julgue. Antes disso, a gente tá na nossa cabeça e antes de disso, a gente pode deletar o arquivo. Pronto quando uma pessoa lê, ela além de não gostar, ela pode também… gostar.

Clara: Esse lance de julgamento é uma coisa complicada, né? Digo, medo do julgamento do outro. Porque ao mesmo tempo que um texto é muito pessoal, ele é um pedacinho de você, ele também não é você. E quando você o torna público, ele se desvincula do autor (menos no caso da JK, porque ela não para de dar opinião sobre Harry Potter nunca e quer colocar representatividade em um livro com 0 representatividade, mas ok). E aí também me pergunto como conseguir separar isso de alguma maneira.

Luisa: Não tem muito como separar. É difícil aceitar que quando o texto acaba de fato, ele não é mais teu. Na maior parte das vezes, tu tem vontade de editar, de voltar atrás. Até de esconder mesmo.

Clara: E como encorajar uma mina tímida e/ ou apegada de fazer isso?

Luisa: Não tem outro jeito, miga. Eu elogio muito o prêmio SESC de literatura, porque você manda livro com pseudônimo.

Clara: Mas você não necessariamente tem uma resposta positiva de um prêmio, né? Digo, a não ser que você ganhe, hahahaha!

Minha questão é mais como uma garota poderia deixar a timidez de lado pra mostrar as coisas que escreve. Porque, particularmente, só consigo pensar numa forma muito prática, mas não necessariamente tão útil: um dia que tá inspirada, vai e manda sem pensar. Cara de pau. Arrasa. (Pelo menos é assim que eu levo minha vida)

Luisa: Mas é isso que tem que fazer, tem que mandar sempre. Pra tudo. Porque é ouvindo não que ouvir não fica mais fácil. Mandar pra todo o canto e tratar na terapia (brinks) (mais ou menos brinks, na real). Mandar pra todo canto, sério. Edital, prêmio, tudo. Conhece uma pessoa que pode publicar, manda.

Clara: Isso me lembrou que muito edital pede pra que o livro seja totalmente inédito. O que entendo, mas é complicado em caso de poesia ou conto, por exemplo, porque é muito fácil postar em blog ou sei lá. Aí, fico me perguntando o que vale a pena também. Porque, tipo, acho blog ótimo pra aprender a lidar com a leitura dos outros, mas dificulta mandar pra edital.

Aí lembrei do caso da Aline Valek, que começou com esse esquema de disponibilizar as histórias dela na internet e é isso aí. Mas é uma história em inúmeras.

Luisa: É que cada caso é um caso. Eu acho que blog pode ser muito bom porque tu já tá se divertindo, já tá se divulgando, no caso. Mas ao mesmo tempo, leitores de internet podem ser cruéis, tipo troll dos comentários. Uma publicação mezzo séria filtra um pouco disso. Revisa etc. Tem quem se dá bem com blog e quem se dá bem com livro. Eu prefiro livro porque ele sugere uma leitura mais cuidadosa.

Clara: Acho que são coisas diferentes, né? Tipo, dá pra escrever os dois. São diferentes formatos e tudo mais. Mas estava mais pensando numa questão de perder a timidez e conseguir mostrar sua produção do que de, de fato, levar o blog como o grande lance da sua vida.

Luisa: Sim, por esse lado. Mas penso no sentido dessa “dualidade do inédito”. Eu priorizaria o livro, menos o blog, mas não é impossível.

Clara: E, miga, pra terminar, vamos fazer aquele estilo clássico brega inspiracional que sempre cola?

Luisa: Sobre o meio literário?

Clara: Impossível, fala sério. Hahaha

Luisa: Dá pra fazer. Eu acho que o meio literário pode parecer assustador e imenso e difícil. Mas é só começar.

Clara: Tinha pensado em algo pra dar força pras leitoras (e pra mim, oi hehe) escreverem o próprio livro, irem em frente com isso.

Luisa: Sobre começar a escrever, eu recomendaria parar de tentar saber como escrever e escrever. Porque cada pessoa tem um método muito próprio e a gente se compara. Just do it. Inventa o hábito.

Clara: Essa coisa de se comparar sempre sempre sempre me lembra um post que eu li no Tumblr que simplesmente uso pra tudo na vida: a presença de qualidades em uma pessoa não significa a ausência de qualidades em você. Nesse caso: não é porque outra pessoa escreve bem que você também não escreve bem!

Luisa: SIM! E acontece que é um pouco pesado a gente procurar uma técnica na internet, porque tem que escrever. Escreva, escreva, escreva. E faz errado e faz de novo.

Clara: Até o prazo final, aí entrega!

Luisa: Isso! Eu entendo isso. Entendo “quero escrever e não sei como”. E aí revirar a internet e ler mil textos, mas não escrever nada. Não tem dieta mágica. É que nem emagrecer, passar no vestibular etc. As pessoas muitas vezes querem uma solução que elas imaginam “wow nunca tinha pensado nisso”, mas a verdade é que tem que fazer o que a gente sabe o que tem que fazer.

*Nesse momento, as pessoas que estavam no auditório com a gente cansaram de tanta conversa e começaram a aplaudir, para que parássemos de falar. Foram muitos os aplausos. Nós entendemos que tinha dado o tempo e paramos assim mesmo, como está. Então, fomos para as nossas camas dormir, porque já era tarde da noite, apesar de a internet estar acima do espaço-tempo*

Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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