10 de julho de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Bolinho do mar (ou bolinho de bacalhau vegano)

Quando a gente começa a cozinhar descobre que é preciso prestar atenção em muitos detalhes e que existem muitos segredos que passam despercebidos. Tem segredinho pra quase tudo, tipo o barulhinho que o arroz faz quando tá pronto ou descobrir e temperatura ideal do óleo jogando um fósforo dentro e esperando acender.

Além disso, quando a gente vê a comida pronta pode não perceber tudo o que tem nela. E olha, tem muita coisa escondida na nossa comida! Desde que eu virei vegana peguei a mania de ler os rótulos de tudo, e tem muuuuita coisa que a gente nem imagina na comida industrializada. Mas não é só nela! Aposto que você já comeu um bolo de chocolate que tinha beterraba na massa mas nem percebeu!

E é seguindo essa lógica de comidas-que-não-são-o-que-parecem-ser que eu vou ensinar o meu (não mais secreto) bolinho do mar! Ele tem dois segredos principais: não tem medida certa e o gosto de mar não vem do bacalhau, e sim das algas!

Então, vamos os ingredientes:

– Uma porção de mandioca bem cozida (eu usei uma inteira grandona, acho que tinha uns 400g)
– Farinha até chegar num ponto que dê consistência na massa (pra essa receita, usei uma colher de sopa e meia)
– Alga nori, aquela do temaki
– Temperos (pode usar qualquer coisa – usei cebola, alho, salsinha, azeitona preta, sal marinho e chimichurri)
– Óleo pra fritar

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É só amassar bem a mandioca, com um garfo mesmo, e juntar todo o resto. Quando der pra fazer bolinhas sem grudar muito na mão, tá no ponto. Pode fazer qualquer formato com ele. Eu prefiro o tradicional mesmo, com pontinhas mais finas. Acabei fazendo de diferentes formatos, e rendeu uns 15 bolinhos.

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Fritar é fácil, né? Minha dica é deixar o óleo bem quente porque o bolinho fica crocante por fora, bem macio dentro e não fica muito tempo no óleo. Quando ficar douradinho, tá perfeito!

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Minha vó aprovou e disse que tá com gostinho de mar sim 😉

Bárbara Fernandes
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Ilustradora

Bárbara, 21 anos, vinte vividos na cidade de São Paulo até o dia da fuga pro sul numa tentativa falha de pertencer a algum lugar. Não sabe fazer decisões, medrosa além do normal, odeia usar sapato, sempre lê tudo o que está escrito nas embalagens, gosta de ficar conversando com os gatos e de tomar banho no escuro.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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