27 de outubro de 2017 | Ano 4, Edição #38 | Texto: | Ilustração: Juliana Adlyn
Brincadeira de criança, como é bom
Brincadeira de criança ajuda a soltar a imaginação na infância

Casimiro de Abreu traduziu em versos a nostalgia da infância: “Oh! que saudades que tenho / Da aurora da minha vida, / Da minha infância querida / Que os anos não trazem mais!”. A partir daí, o poeta fala com o leitor de como as coisas eram em sua infância. E vamos parar para pensar: essa época da vida é, de fato, mágica.

Quer coisa mais mágica do que transformar uma panela num chapéu e o quintal de casa num grande lugar a ser desbravado? (qualquer semelhança com “O menino maluquinho”, de Ziraldo, não é mera coincidência) Isso é magia, querida leitora: conseguir transformar objetos ordinários em coisas especiais e cheias de histórias. Como já dissemos aqui, somos histórias, e as contamos desde bem pequenininhas!

Quem nunca quis pegar o Expresso de Hogwarts e viver em meio a feitiços, animais fantásticos e coisas assim? Pode acreditar: por um período da sua vida você viveu nesse lugar. Ok, você pode não lembrar bem, mas viveu exatamente ali, onde você escrevia a narrativa e podia ser o que quisesse. Para te ajudar a lembrar de como a infância é um período mágico (e quem sabe te deixar com vontade de brincar com as crianças ou ensiná-las coisas novas), a gente foi buscar na memória o que era mágico para nós.

Brincar com Boneca

E aí que você ganha uma Barbie ou uma Polly ou qualquer outra boneca. O próximo passo? Começar a imaginar tudo o que ela pode ser. É como se a gente se visse naquele brinquedo. Sonhamos em como vamos dominar o mundo, que ela está passeando com as amigas nos lugares que queremos ir… Através daquela boneca, realizamos tantos sonhos e somos levadas a sonhar tantas coisas! Fala sério, é ou não é uma ótima maneira que soltar a imaginação? A gente acha que SIM!

Pular Elástico

Ah, essa era uma das minhas brincadeiras favoritas. Adorava brincar disso na calçada de casa com os vizinhos. E quanto mais alto o elástico, mais descoordenada eu ficava, maior o desafio e mais legal era! Acredita que tem até tutorial na internet ensinando como brincar? Claro que tem, né?!

Queimada

Era uma das minhas brincadeiras favoritas na hora da Educação Física quando eu estava, sei lá, na terceira ou quarta série. Lembro até hoje de uma musiquinha (não tão legal) que a gente cantava quando alguém tentava agarrar a bola, mas acabava queimado: “É isso que dá ser metido e agarrar”. A zoeira nunca termina, amiga, e isso não é característica só da era da internet.

Lembra como jogar? O objetivo é “queimar” o maior número possível de pessoas do time adversário. Será vencedor o grupo que conseguir fazer isso com todos os integrantes do outro grupo. E o que é necessário? Muita gente querendo brincar, uma bola e um lugar para delimitar o campo.

Esconde-esconde

Essa é talvez uma das mais famosas brincadeiras de infância, né?! Brincava muito com os vizinhos também. Esconde-esconde ou pique-esconde só requer um grupo com imaginação para se esconder em lugares improváveis e disposição para correr. Enquanto alguém do grupo conta, o restante sai por aí procurando um lugar para ficar incógnito. O primeiro a ser descoberto e batido na parede é quem assume a função de procurar os amigos na rodada seguinte.

Desenhar

Colocar no papel nossas ideias torna nossos sonhos ainda mais reais. Uma pena que, muitas vezes, o desenho não é tão incentivado. Parece que só podemos embarcar na aventura de riscar e colorir o papel se formos seguir isso como carreira. Que mentira! Não vamos desencorajar as crianças falando que o desenho delas está feio ou que o de outra pessoa é melhor e ela precisa fazer daquele jeito. Encare isso como uma brincadeira, um passatempo, como uma diversão que vai ajudar na criatividade dela.

E isso não serve só para crianças, tá?! Você que nos lê e lembrou que gostava de desenhar, mas acabou deixando de lado por não ter incentivo ou por qualquer outro motivo: sua sorte vai mudar! Já escrevemos um guia para você começar (ou voltar) a desenhar. Não tem idade certa para fazer algo que a gente acha legal. Se joga, miga!

Pular corda

Sempre que leio “pular corda” ouço a voz da Xuxa na minha cabeça: “De todas as brincadeiras que eu gosto, a melhor é pular corda”. Então, deixo vocês com esse clássico da Rainha dos Baixinhos para você relembrar (a música e a brincadeira).

Dançar com as amigas

Chiquititas e É O Tchan eram os melhores para dançar por causa das coreografias. Eu e uma das minhas primas, que morava na casa de cima da minha casa, passávamos a tarde inteira ensaiando, aperfeiçoando passos… Parecia até que íamos fazer uma apresentação em público. A gente curtia tanto dançar (curto até hoje, diga-se de passagem) que inventava coreografia até para “Estoy aquí”, de Shakira. Como? Não faço ideia.

Cabra-cega

Eu tinha um pouco de agonia de ficar no escuro. #prontofalei Afinal, no jogo, um dos participantes, de olhos vendados, procura encontrar e agarrar os outros. Aquele que for agarrado passará a ficar com os olhos vendados.

Brincar de espiã

Sabe aquele desenho “Três Espiãs Demais”? Com a imaginação e a disposição, a gente consegue viver aquilo tudo, mesmo que no nosso mundo da fantasia. Quais eram as missões especiais para as quais vocês eram enviadas, migas?

Pique-bandeira

Vem com muita disposição e estratégia porque o pique-bandeira vai exigir isso. Cada equipe tem que capturar a bandeira do adversário e levá-la em segurança para seu campo. Aí é só gritar: vitória!

Patins

Adorava andar de patins, mas não tinha muito espaço para fazer isso. Vivia a vida perigosamente na infância descendo um lugar com uma levíssima inclinação e subindo e descendo uns degraus. Não sei onde meus patins foram parar, mas sei que estou querendo voltar a patinar!

Seu dia ficou mais mágico? O meu ficou. Já quero reunir as amigas e relembrar algumas (muitas) dessas brincadeiras. Quais eram suas brincadeiras favoritas, miga? Conte para a gente, mande foto de você brincando… Vamos adorar saber de você!

Aline Bonatto
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Oie! Eu nasci há alguns anos atrás (num dia de abril, em 1988), morei até os 19 anos em Colatina, um lugar quente no Norte do Espírito Santo, e vim para Niterói estudar Jornalismo. Saí da faculdade, mas não de Niterói e trabalho no Rio como repórter de TV. Gosto de escrever, ler, cozinhar, especialmente se eu não for comer sozinha, adoro ficar largada no sofá assistindo a séries/filmes/novelas acompanhada do namorado ou de amigos ou com todo mundo junto. Ah, e com um brigadeiro na colher!

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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