31 de maio de 2015 | Estilo | Texto: | Ilustração:
Capitolina na Kraft

Nesse fim de semana, nos dias 29 e 30, aconteceu a Feira Kraft aqui em São Paulo. O evento foi organizado por um grupo de estudantes do Instituto de Artes da UNESP, que fica lá na Barra Funda, como forma de reunir um pessoal que produz arte de todo o tipo — mas com um carinho especial pelas zines — de maneira independente, em um só evento onde todo mundo pudesse vender, trocar e discutir a própria produção. Além das barraquinhas da galera que cria essas coisas incríveis, a Kraft também contou com palestras sobre publicações independentes — com a Bia Bittencourt, da Feira Plana, e o pessoal da Lote 42 — e quadrinhos — com a galera da Antílope —, e uma oficina adorável de como fazer seu próprio caderno dada pelo coletivo Laranja Azul.

Interessadas que somos nesse papo todo de publicações independentes — afinal, dã, somos uma —, a Capitolina enviou suas representantes (e até algumas capitolindas expositoras infiltradas) para dar uma olhada no que as meninas andaram criando pra feira (spoiler: só coisa incrível), e trouxemos várias fotos do que aconteceu pra que vocês compartilhassem um pouco da sensação superlegal de ver, em um só lugar, tanta gente talentosa, criativa e daora produzindo coisas com o que tem à mão.

 

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A Kika Veiga fez a Guerrilla, uma zine superlegal que foi criada, inicialmente, pra ser um presente pra Vitória, que aparece aí pra baixo, e monta uma espécie de guerrilha só de mulheres. Mas como as imagens são todas formadas por colagem, até aparece um cara ou outro, mas a Kika deu um jeitinho de subverter a masculinidade da coisa tacando-lhes batom na cara.

 

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A Vitória Teivelis — ou Vacilona — anda se divertindo bastante com tipografia, e levou um monte de suas novas descobertas pra vender na Kraft. Além disso, a Vit também tira umas fotos bem bacanas, e algumas delas podem ser vistas no fotolivro Jussara, que ficou tão bonito que acabou logo no primeiro dia.

 

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A Roberta criou a Gemada com outras duas amigas durante o ensino médio e a ideia é produzir um veículo de comunicação alternativo com uma carinha feminista (yay, somos irmãs de revista!) com textos e desenhos que discutem política e gênero de um jeitinho poético, feitos de forma individual ou coletiva entre elas.

 

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A Mariana Pougy estava lá representando o Complexo Sentido, que tem o Vitor Sório como outra metade e levou o resultado das misturas das experimentações em foto e texto dos dois, e  A Viela, um coletivo de mulheres que produzem zines superlegais, como uma que leva o nome do coletivo e reúne textos e fotos de todas as integrantes, e a Homens de roer as unhas, que lista, bem, homens de roer as unhas. E fica ainda mais daora, porque elas aceitam colaborações — quem terminou de ler pode mandar seus próprios causos para o email que fica no finzinho da zine.

 

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A Anike Laurita levou suas colagens incríveis, produzidas com imagens de revistas antigas, reunidas em livretinhos, cada um com uma capa diferente — e era quase impossível escolher a mais legal.

 

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E a Mariana Araújo se aconchegou num cantinho da mesa da amiga Anike com suas peças feitas em cerâmica. Ela levou seus colares com pingentes em formato de pepecas que foram um dos must have feministas da feira. O Horripilante do nome? É que, segundo a Mari, são feitos pra mulheres que colocam medo na galera.

 

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A Amanda Paschoal, a capitolina Natália Schiavon e a Isadora Fernandes também levaram a banquinha do Ka-Ching, um coletivo que, segundo elas, ainda não é bem um coletivo, mas tá se formando.

 

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A Rosana Ferreira cria quadrinhos a partir de histórias do cotidiano, e levou alguns para a Kraft também.

 

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A Dora, que vocês já conhecem bem, apareceu por lá com seus adesivos pura fofura.

 

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A Gabi — que já até ensinou a fazer um zine por aqui — e a Heleni também já são velhas conhecidas de vocês, apareceram por lá com suas criações e ficaram rykas — quer estímulo melhor pra você também resolver produzir coisas tão legais quanto todas elas?

Laura Viana
  • Colaboradora de Estilo
  • Ilustradora
  • Audiovisual

Aos 21 anos, todos vividos na cidade de São Paulo, Laura está, de forma totalmente acidental, chegando ao fim da faculdade de Artes Visuais. Sua vida costuma seguir como uma série de acontecimentos pouco planejados, um pouco porque é assim com a maior parte das vidas, muito por gostar daquela conhecida fala da literatura brasileira, “Ai, que preguiça!”. Gosta também de fotos do José Serra levando susto, mapas, doces muito doces e de momentos "caramba, nunca tinha pensado nisso!". Escreve sobre #modas por aqui, mas jura por todas as deusas que nunca usará expressões como "trendy", "bapho" e "tem-que-ter".

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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