1 de janeiro de 2015 | Edição #10 | Texto: , e | Ilustração: Mazô
Carta das Editoras #10: Poder
Ilustração: Mazô.

Neste exato momento em que escrevemos é 31 de dezembro, 21:12, e estamos – Clara e Sofia – na casa da Verônica em companhia de capitolinas e outros amigos para passar a virada do ano. Enquanto isso, nossa outra editora geral está nos altos montanhenses de Teresópolis, e todas nós estamos vestindo calcinhas iguais – uma forma um pouco tosca, porém eficiente de nos sentirmos mais próximas nesta longa noite que está por vir.

No som, Blubell canta que vocês não entenderam nada pois diva não sou e diva nunca fui. Na sala, todos conversam, comem e morrem de calor. No quarto, estamos nós duas – Sofia e Clara – escrevendo esta carta para vocês. Em nossa frente, Darth Vader aponta para gente e diz que nosso império precisa de nós. E, aqui, tomamos a liberdade de interpretação de texto e consideramos “nós” todas as minas daoras que estão por aí prestes a fazer do mundo o próprio império.

Como vocês – as tais minas daoras em questão – devem saber, nossa missão na Capitolina é dar essa força pra que todas possam se descobrir, sonhar alto, amar a si próprias, sair pelo mundo, colorir a vida, enfrentar seus medos, encontrar a magia de tudo, se mexer, criar laços, derrubar e construir impérios. Não à toa, abrimos o ano de 2015 falando de PODER.

O poder toma diversas formas, que podem ser boas ou ruins: poder individual, poder coletivo, poder que temos sobre nós mesmas, poder que os outros têm sobre nós, poder que nós temos sobre os outros, poder de transformação, poder de sedução, poderes mágicos, poder físico, poder da mente, poder de resistência, poder político, poder de influência, poder de superação, poder de descoberta. O poder está em todas as instâncias, às vezes de forma visível, outras escondido para que não consigamos percebê-lo presente, mas lá ele está. Quando nos relacionamos com as pessoas, quando tomamos decisões, quando dizemos sim ou não, quando acreditamos em nós mesmas.

Por isso, nosso plano para janeiro na Capitolina é o #verãodopoder: usar o mês para se sentir maravilhosa, aprender coisas novas, se divertir, sair da sua zona de conforto, e dar um primeiro passo para a dominação mundial. E lembrar sempre que, juntas, podemos tudo.

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Sofia Soter
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Sofia tem 25 anos, mora no Rio de Janeiro e se formou em Relações Internacionais. É escritora, revisora e tradutora, construindo passo a passo seu próprio império editorial megalomaníaco. Está convencida de que é uma princesa, se inspira mais do que devia em Gossip Girl, e tem dificuldade para diferenciar ficção e realidade. Tem igual aversão a segredos, frustração, injustiça e injeções. É 50% Lufa-Lufa e 50% Sonserina.

Lorena Piñeiro
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Lorena tem 26 anos e mora no Rio, embora tenha crescido nos subúrbios da Internet. Trabalha com análise de roteiros televisivos, avalia manuscritos literários, traduz e revisa obras em inglês e escreve por aí. É igualmente fascinada pelo gracioso e pelo grotesco. Adora filmes de terror, livros de fantasia, arte surrealista e qualquer coisa que não carregue o mínimo semblante de realidade. Tem empatia até por objetos inanimados e queria ser um urso ?•?•?

Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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