2 de junho de 2016 | Ano 3, Edição #27, Sem categoria | Texto: | Ilustração: Clara Browne
Carta das editoras #27: Amor

O mês de junho significa diversas coisas. Fim do semestre da escola, muitas festas juninas, aniversário de milhões de geminianos, frio mais pro sul e uma temperatura mais amena mãos pro norte, muitas provas e estresse, mas sempre muitos assuntos também. Pro comércio, no entanto, o mês de junho é quase que todo voltado para o tal ~dia dos namorados~. Assim, seria um pouco óbvio e bobo da nossa parte usar isso para falar do tema mais batido de todos os tempos: o amor.

Acontece que, aqui na Capitolina, não somos óbvias nem bobas e, assim, decidimos depois de um belo debate que, sim, está na hora de tirar o amor do fundo da cena e colocá-lo bem na frente como tema da nossa mais nova edição. Mas antes de você revirar os olhos e dizer “aff, que toscas”, deixa a gente explicar um pouquinho melhor por que raios fomos falar de amor logo no mês mais meloso para o comércio.

Um tempinho atrás, fizemos uma pesquisa com vocês, leitoras, sobre o que anda acontecendo na tal Conjuntura Política Atual™. Perguntamos o que estão achando de tudo o que está acontecendo e se estão entendendo os encaminhamentos das coisas, exatamente pra tentar ajuda-las um pouco mais nessa confusão que está sendo viver no Brasil nos últimos tempos. Recebemos milhões de respostas, das mais variadas. Mas uma coisa nos chamou atenção: quando perguntamos se vocês sentiam um clima de ódio no país, 100% disse que sim.

Ficamos com isso na cabeça. E, nesse meio tempo, milhões de outras coisas horríveis foram notícias de jornal, o que nos deixou mais e mais preocupadas. Foi em meio a toda essa negatividade que decidimos o tema do mês de junho. Foi por causa de toda essa negatividade que decidimos recuperar um dos melhores sentimentos, uma fagulha de positividade no meio do caos de tristezas.

Assim, decidimos colocar o amor no centro desse mês.

A gente sabe do clichê que é o tal ~poder do amor~. Todos os filmes, livros e músicas já criados nesse mundão falam sobre isso, sobre o amor vencendo fronteiras, quebrando barreiras, vencendo todo e qualquer mal. O amor é a magia mais forte que existe – a magia que nem mesmo Voldemort conseguiu vencer! – e isso é bem brega e clichê, mas clichês nunca surgem do nada, e talvez recuperar o começo de tudo nesse momento não seja má ideia.

É claro, não somos óbvias nem bobas, sabemos que junto com o amor pode vir um montão de cilada. Vamos falar disso também. Vamos falar, como sempre, de milhões de coisas. Mas, pra começo de conversa, o que vocês devem saber é que o amor, quando bem construído sempre nos une – seja aos outros, seja a nós mesmas. Isso, vocês já sabem e nós não cansamos de repetir, é essencial.

Em tempos difíceis, o amor é sim revolucionário.

 

E, pra deixar vocês ainda mais no clima, deixamos aqui uma citação de Harry Potter e a pedra filosofal, é claro:

Há coisas que não se pode fazer junto sem acabar gostando um do outro,e derrubar um trasgo montanhês de quase quatro metros de altura é uma dessas coisas.

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Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

  • larissa

    Vez ou outra vejo referências de HP e toda vez que vejo parece que jogaram um orchideous no meu quarto, vejo flores e borboletas do meu lado, passarinhos cantando……………<33333333

  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Admito meu clichê, amor é uma das coisas que mais amo ler, falar, escrever, e ver filmes (BONS) sobre

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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