1 de agosto de 2016 | Ano 3, Edição #29 | Texto: and | Ilustração: Natália Schiavon
Carta das editoras #29: Curiosidade

Costumamos associar curiosidade com algo ruim, invasivo –”a curiosidade matou o gato,” dizemos sem nenhuma pena do coitado do gatinho. Afinal, se foi curioso, merecia, não? Er, não é bem assim. Por mais que existam situações em que realmente nos metemos onde não somos chamadas e não devíamos ter feito isso (temos que admitir), na maioria das vezes não é assim que a banda toca.

Querendo ou não, a curiosidade faz parte da identidade humana. Mesmo nas histórias mais antigas, a curiosidade sempre esteve presente. Desde o conto de Adão e Eva, a curiosidade é o que nos faz caminhar nesse mundão e descobrir milhões de coisas novas. Nós descobrimos leis da física, reações químicas e fenômenos da natureza porque um dia alguém foi curioso o suficiente pra investigar isso tudo. E essa pessoa instigou mais várias outras e foi assim que descobrimos absolutamente tudo das ciências.

É quando somos curiosas que descobrimos a maioria das coisas. E isso não vale só pra descobertas científicas, não – caso você já esteja revirando os olhinhos e achando um saco esse papo de leis da física. Porque é por causa da curiosidade que entramos em contato com coisas que estão fora da nossa zona de conforto, em qualquer etapa da nossa vida. Pode ser quando experimentamos sensações diferentes, quando experimentamos nos colocar em situações diferentes, quando conhecemos nosso próprio corpo ou mesmo quando descobrimos se algo é ou não é “para nós.”. Nós criamos os nossos gostos e desgostos, moldamos muitas das nossas ideias e aumentamos o nosso arsenal de histórias muitas vezes porque fomos curiosas.

Assim, pensando na curiosidade como força motivadora para novas descobertas ou como uma guia para nos conhecermos melhor, convidamos vocês nesse mês de agosto a dar uma chance para sua própria curiosidade e olhar com a gente pelos buracos das fechaduras.

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Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

Duds Saldanha Rosa
  • Coordenadora de Esportes
  • Ilustradora

Duds Saldanha Rosa, 22 anos, bitch with wi-fi, so indie rock is almost an art. Não sou parente nem do Samuel Rosa, nem do Noel Rosa, nem do Carlos Saldanha, mas gostaria de ser. Sou paulista-paraibana, designer, ilustradora e seriadora avídua. Faço yôga para aquecer minha mente e escrevo no Indiretas do Bem para aquecer meu coração. Doutora em ciências ocultas, filosofia dogmática, alquimia charlatônica, biologia dogmática e astrologia eletrônica. Cuidado: femininja e aquário com ascendente em virgem. Você foi avisado.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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