7 de janeiro de 2019 | Edição #45 | Texto: | Ilustração: Juliana Adlyn
Carta das Editoras#45: Esperança

Vivemos em tempos sombrios. Sabemos que ano passado foi um ano difícil para a sociedade brasileira; com a execução da Marielle, a ascensão das notícias falsas, toda a violência política e o avanço do conservadorismo.  E os primeiros dias deste ano já mostraram que 2019 também não será nada fácil. Por isso, é normal se sentir desanimado e meio perdido. Sabemos que parece que toda vez que a gente tenta se informar ou abre as redes sociais para se distrair é tanta coisa ruim acontecendo, que bate um desespero. Mas em momentos como esse não podemos esquecer de uma coisa, NADA dura para sempre e temos que manter a esperança.

A esperança é o que nos dá a perspectiva de continuar lutando e acreditando em uma sociedade melhor. O ditado “A esperança é a última que morre”, existe por um motivo. Esperança é o que nos impulsiona, nos motiva. E por mais que a situação pareça difícil, ela pode ser uma aliada para ajudar a ser resistência a tudo isso e construir a  sociedade que queremos ter depois que esses tempos sombrios passarem (e vão passar!)

Por isso, aqui na Capitolina, esse foi o tema escolhido para o nosso retorno e para este começo de ano. Vamos falar de como ter esperanças em meio a um cenário tão sombrio,  como curar feridas emocionais e energéticas, além de como não deixar de acreditar no amor. Tudo isso como vocês já conhecem, com muita reflexão, texto, quadrinhos, playlists e ilustração.

Não se esqueçam: A luta e resistência continua aí. Precisamos nutrir a esperança de que nossa sociedade pode ser transformada.  Lembra daquela frase que fez sucesso depois das eleições, “Ninguém larga a mão de ninguém”? Sabemos que por muito tempo temos soltado  as mãos das pessoas, mas esse é o momento de colocarmos essa frase em prática juntos, não nos calarmos e nem permitir dar nenhum passo atrás.

Vicky Régia
  • Conselho Editorial
  • Coordenadora de Se Liga
  • Coordenadora de Esportes
  • Colaboradora de Artes
  • Colaboradora de Sociedade
  • Colaboradora de Educação

Vitória Régia tem 23 anos, é formada em jornalismo e acredita no poder da comunicação para mudança social. É nordestina de nascimento, paulista de criação e carioca por opção. É apaixonada pela arte de contar histórias e dedica a vida a militância nos movimentos feminista, negro e LGBT.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos