20 de março de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Combinações estranhas e a melhor batata frita (assada) do mundo

Atire a primeira quem não tem uma preferência gastronômica meio esquisita. Ketchup no arroz, na lasanha – ketchup na comida toda. Nutella no pão, queijo minas dentro do café, batata frita do Mc Donald’s com casquinha de baunilha. Péra, quê? Você nunca pensou em passar aquela batatinha deliciosamente crocante naquela casquinha deliciosamente derretida, como um molhinho?

Não me lembro quem foi que me ensinou essa loucura, e também não lembro por que eu aceitei experimentar, uma vez que, como já disse em outras oportunidades, eu era fresca pra caramba com comida, e não entendia nem mais ou menos esse lance do doce + salgado. Sei que provei e que foi bom, e que tudo isso não passa de uma desculpa para que eu ensine a vocês a melhor batata frita do mundo, que no caso é assada. Cheguei a essa receita cruzando algumas que eu puxei do pinterest, e o objetivo era recriar em casa aquelas batatas fritas rústicas que comemos em alguns restaurantes.

Spoiler: fica melhor que no restaurante. E de quebra ainda vou ensinar a sobremesa mais fácil, barata e fofa da história, que eu levava sempre pras festinhas americanas do meu colégio, e fazia o maior sucesso: biscoito maisena com manteiga e açúcar.

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Vamos aos ingredientes:

Para a batata

  • Quantas batatas inglesas bastem (eu prefiro sempre essas menorzinhas, acho mais gostosas)
  • Ervas finas ou quaisquer outros temperinhos que vocês curtam (alecrim fica ótimo)
  • Azeite e óleo (e manteiga, se você gosta)
  • Sal e pimenta do reino a gosto
  • Biscoito

 Para o biscoito

  • Biscoito maisena
  • Manteiga
  • Açúcar

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Ao trabalho!

1. Ligue o forno numa temperatura alta e coloque bastante água pra ferver, com um punhado generoso de sal. Lave e corte as batatas. Essa parte é importante, porque o corte certo pra essa receita é aquele da meia lua, em que você parte a batata em oito pedaços. No meio, depois cada metade no meio de novo, e mais uma vez. Assim ó:

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2. Jogue as batatas cortadas num recipiente grande e, quando a água tiver fervido, despeje por cima das batatas e cubra com um pano. Elas vão descansar aí por 20 minutos.

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3. Enquanto isso você prepara a sobremesa. Tenho até vergonha de ensinar: passa uma camada de manteiga no biscoito, depois afoga ele no açúcar. Aí arruma bonitinho num prato.

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4. Passados os 20 minutos de descanso, escorra as batatas e seque-as bem num paninho de prato. Precisa secar pra elas ficarem crocantes, ok?

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5. Então você faz uma misturinha, no mesmo recipiente em que elas estavam antes, de uma parte azeite, uma parte óleo, temperinhos, sal e pimenta. Joga as batatinhas lá dentro e sacode, pra elas ficarem bem lambuzadas.

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6. Agora você vai arrumar elas bem direitinho num tabuleiro coberto de papel alumínio. Tem que se certificar de que todas estão tocando o fundo do tabuleiro… não pode amontoar uma em cima da outra.

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7. Agora cobre com papel alumínio e deixa assar por mais 15 minutos. Depois tira o alumínio e deixa até dourar, o que deve levar mais uns 15-20 minutos. Olha que lindas e douradas!

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Entrando no forno

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Depois de 15 minutos cobertas

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Depois de mais uns 15 minutos descobertas

Dá trabalho? Um pouco. Vale a pena? Demais. E agora é hora de montarmos nosso lanche bizarro. Pegue duas bolinhas do seu sorvete de creme/baunilha preferido (acho que precisamos de um tutorial de sorvete, heim?) e molhe as suas melhores batatas do mundo nele. Coragem, eu garanto!

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 A melhor parte é que nesse caso a sobremesa pode fazer parte do jantar, e quando acabarem as batatas você molha os biscoitos no sorvete também! Nham 😉

Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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