11 de setembro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: , , and | Ilustração:
Comemorando conquistas com coxinhas (veganas)

 

Eis que lançamos um livro. Na Bienal. Com uma editora incrível que acredita na gente e no #poderdasgarotas. Para um projeto que tem pouco mais de um ano e é gerido inteiramente via internet, coletivamente, unindo jovens brasileiras de todos os cantos do país, acho que isso pode ser considerado uma baita de uma conquista. E eis que ficou decidido que nos encontraríamos em carne osso, aqui no Rio, para o lançamento do livro e as devidas comemorações.

Algumas de nós já nos conhecíamos “ao vivo”, mas muitas não. Nós do FVM, que nos falamos quase todos os dias, nunca havíamos tido a oportunidade de cozinhar juntas, por exemplo. E aí a Maísa lançou a ideia: precisamos fazer um almoço! E todas nós rapidamente embarcamos na ideia. Convidamos todas as capitolinas que estariam no Rio e começamos a pensar num menu. Como a Bárbara é vegana e muitas de nós tentamos pelo menos cozinhar coisas veganas na maior parte do tempo, resolvemos bolar um cardápio mais trash, em homenagem às eternas comilonas Gilmore Girls, só que vegano, pra provar pras capitôs com o paladar mais infantil (alôu beijos Georgia) que é possível experimentar coisas novas e diferentes e saudáveis.

Foi também um almoço-homenagem a algumas receitas que já postamos aqui. A Luiza fez a famosa melhor batata do mundo, nós usamos os brotos de lentilha germinados que a Maísa ensinou recentemente pra fazer uma salada divina e a Bárbara liderou a linha de produção fordista que foi a preparação das nossas coxinhas.

É possível que nós tenhamos pulado alguma etapa importantenas fotos, mas este não é um tutorial comum. Queríamos passar pra vocês um pouco da energia deliciosa e inesqueível que rolou nesse almoço, e que tem tudo a ver com o que a gente acredita: a cozinha une as minas. A gente aprende, a gente se diverte, a gente troca histórias e, acima de tudo, a gente é independente. Então se ficar um pouco confuso o passo a passo, comenta lá embaixo que a gente explica melhor.

Três vivas pra Capitolina e viva #opoderdasgarotas

Coxinhas Veganas

Massa

– 4 xícaras de farinha
– 4 xícaras de água
– meia xícara de óleo vegetal (soja, girassol, o que tiver aí)
– Temperinhos (usamos açafrão, páprica e sal)

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1. Daí primeiro você ferve a água, o óleo e os temperos.

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2. Depois vai despejando aos poucos a farinha nesse líquido e mexendo (com o fogo baixo).

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3. Misture até ficar bem homogêneo.

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4. Espere esfriar e sove até a massa estar bem maleável e não rachar muito.

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Recheio

Este recheio já vem com o bônus adicional de ensinar a base de todo e qualquer patê vegano, ou o que eu acredito ser o melhor recheio para tapioca que já houve: tofuqueijão.

É bem simples, e depois você pode misturar com qualquer outra coisa que der na telha. Essa é a proporção básica, mas nós fizemos ela X 3.
– 100g de tofu soft
– uma colher de sopa de azeite
– um punhado de manjericão
-sal a gosto
– uma colher de sopa de água

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Daí nós pegamos essa base, separamos em duas porções iguais e misturamos uma com uma lata de milho batida com um pouco d’água e alguns temperos, e a outra com cogumelos frescos refogados no azeite e no shoyo. Usamos algumas colheres de sopa de fécula de batata pra engrossar ambos os recheios. Aqui faltaram as fotos dos recheios antes de serem misturados com o tofuqueijão, mas em compensação temos esta linda foto da Babi e da Fabi engrossando eles no fogo <3

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Empanamos nossas coxinhas numa mistura de farinha de rosca e panko, temperada com um pouquinho de sal e pimenta do reino. Pra farinha poder grudar, geralmente as pessoas usam ovo, certo? Certo. Mas como as nossas coxinhas eram veganas, usamos uma mistura de água e farinha que fica tipo um mingau. Mais ou menos 4 colheres de sopa de farinha pra ¾ de xícara de água. E aí fritamos no óleo bem quente. Reparem que nem tods as coxinhas são coxinhas, por motivos de: falta de habilididade manual de umas e outras ?

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Importa mesmo é que foi tudo feito na base do riso e do amor, e eis que criamos memórias que vão durar pra sempre. Cozinha é um pouco isso.

Olha que lindo!

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Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Maísa Amarelo
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Ilustradora

21 anos, cursando o primeiro de design. Pras coisas que não gosta de fazer, inventa um monte de regras. Já as que gosta - como cozinhar - faz sem regra nenhuma. É muito ruim com palavras, ainda assim resolveu escrever sobre suas receitas que, em geral, não tem medida alguma.

Bárbara Fernandes
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Ilustradora

Bárbara, 21 anos, vinte vividos na cidade de São Paulo até o dia da fuga pro sul numa tentativa falha de pertencer a algum lugar. Não sabe fazer decisões, medrosa além do normal, odeia usar sapato, sempre lê tudo o que está escrito nas embalagens, gosta de ficar conversando com os gatos e de tomar banho no escuro.

Fabiana Pinto
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Fabiana Pinto, negra e carioca. Graduanda em Nutrição na Universidade Federal do Rio de Janeiro em tempo integral e, escritora de suas percepções e experimentações do mundo em seu tempo livre.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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