2 de junho de 2017 | Ano 4, Edição #34 | Texto: e | Ilustração: Kimie Noda
Como escrever um texto narrativo? Soltando a imaginação para tirar seu universo particular da cabeça
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No princípio, era a ideia. E a ideia queria se tornar história, entretanto, por algum motivo, nunca se entendia com o papel e com a caneta. Logo, nunca virava história.

Se você também vive inventando mil mundos fantásticos na cabeça, quer muito, muito escrever sobre eles, mas sempre fica com aquele pezinho atrás na hora botar sua cria nesse mundão, não tema! Estamos aqui para ajudar. Pode parecer difícil no começo, mas é aquele ditado, né? Uma palavra de cada vez e uma hora surge uma história.

 

Leia sempre

Você já deve ter escutado isso em algum lugar, mas não custa refrescar a memória. Bons escritores são ávidos leitores e é lendo que se aprende a escrever. Por meio das suas leituras, é possível se familiarizar com diversos tipos de narrativa, se deixar influenciar por diferentes obras e encontrar também o seu estilo.

Ainda não é tão fã de ler por diversão? Dá uma olhadinha nesse texto aqui!

 

Prepare-se para entrar no seu mundo imaginário

Sua ideia precisa ser desenvolvida e, para isso, você deve conhecê-la bem. Pense no cenário, personagens e tramas e entenda o mundo que está criando. Um pouco de introspecção pode ser útil nesse momento. Tenha seu “cantinho da escrita”, separe um tempo para produzir e tente não se distrair com celular, televisão, computador ou mesmo o dia bonito que está fazendo lá fora. Este momento é entre você e seu universo particular.

 

Pense em uma frase-síntese

Você pode escrever uma crônica de duas páginas ou um livro de 200, mas sua ideia principal sempre cabe em uma frase, ainda que bem simples mesmo!

A frase-síntese deve ter: sujeito + verbo + complemento. Desenvolva sua história a partir disso.

 

Comece pelo básico

Você já sabe direitinho como sua história acaba e tem até algumas ideias para o miolo, mas como começar? Nesse caso, escrever uma primeira cena ou primeiro capítulo pode ser a parte mais difícil!

Uma sugestão é pensar em cenas introdutórias, que em poucos parágrafos respondam as questões mais importantes de qualquer história: quem são os personagens, onde eles vivem e qual o conflito entre eles.

 

Não tenha medo

Deixar que outras pessoas conheçam sua história pode ser a parte mais difícil. E isso é normal! Porém não seja vencida por essa angústia.

Use todas as ferramentas disponíveis a seu favor (blogs, clubes de escrita, aulas de redação, saraus) e jogue sua ideia no mundo. Receba as críticas de braços abertos — elas te ajudarão a melhorar cada vez mais — e aproveite os elogios!

 

Nem tudo precisa ser um best-seller

Seu primeiro rascunho ficou ruim? Você desistiu daquele primeiro projeto e resolveu mandá-lo para a gaveta? Tudo bem! Escrever não quer dizer produzir um best-seller por semana.

Escrever às vezes significa colocar no papel muitas coisas ruins antes de chegar em uma história realmente boa. Não se sinta mal por não terminar um texto ou por não gostar do resultado. Em vez disso, aprenda com ela!

 

Não deixe de exercitar sua escrita

Um ótimo jeito de aprimorar sua escrita é… isso mesmo: escrevendo! Assim como nossos músculos, a nossa comunicação se fortalece com a prática e por isso é importante exercitar essa habilidade.

Tente escrever um pouquinho todo dia e veja isso se transformar em um hábito prazeroso.

Larissa Siriani
  • Colaboradora de Audiovisual

Larissa Siriani é uma paulistana que nunca fez a menor ideia do que queria fazer da vida - até começar a escrever. Formada em Cinema, é autora de Amor Plus Size e outros livros e comanda um vlog literário que leva seu nome. Vive em São Paulo com os pais, dois irmãos mais velhos e três cachorros, e sonha em viajar o mundo, conhecer seu príncipe encantado e encabeçar a lista de bestsellers (não necessariamente nessa ordem).

Juliana Dias
  • Colaboradora de FVM e Culinária
  • Revisora

Do alto dos seus quase 25 anos, é mais uma garota latina-americana, sem dinheiro no bolso, andando pela vida e tentando achar um caminho manso e desafiador, em proporções equivalentes. Basicamente, um paradoxo ambulante. Ama gatos, mas tem um cachorro. Largou Engenharia para cursar Jornalismo e tem quase certeza que fez a escolha correta, mas gosta de manter o benefício da dúvida. Aceita convites para comer bolo e tomar café (sem açúcar, por favor).

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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