9 de setembro de 2014 | Estudo, Vestibular e Profissão | Texto: | Ilustração:
Como organizar seus estudos

 

OrganizarEstudos-IsadoraM

Ilustração Isadora Marília

A volta às aulas para mim sempre foi uma mistura de excitação e tristeza – pelo fim das férias… Uma das coisas que adorava era ver os livros novos (e encapá-los com papel-adesivo), comprar novos cadernos (de preferência os que vinham com colantes) e montar meu estojo repleto de canetas coloridas. Digamos que toda essa diversão terminava na primeira semana de aula, em que todas as professoras e professores já vinham com trabalhos, deveres de casa e datas de provas. E, claro, junto com isso vem ansiedade, tensão e nos perguntamos “Será que vou dar conta de tudo?”

E é para isso que a Capitolina está aqui! Para te responder: claro! Sem sombra de dúvida! Estudar não é o fim do mundo, principalmente porque não tem uma forma certa de fazê-lo, é importante pensar uma maneira que funcione para você e não se encaixar em modelos prontos que alguém, como a escola, por exemplo, dite. Colocamos aqui algumas ideias, que talvez possam te ajudar a buscar seu próprio caminho.

 

Divida seu tempo

Saber gerir o tempo é algo que tão difícil, que acredito que nem administradoras mais experts conseguem. Todavia, fazê-lo é tão importante quanto o próprio estudo em si, pois nos ajuda a pensar sobre prioridades e prazos. Sobre a primeira, fica uma ideia principalmente se você está em ano de vestibular. As universidades costumam dividir as disciplinas em específicas ou não; por exemplo, alguém que tente o vestibular para Engenharia terá como matérias específicas Matemática, Física e Química; alguém que se direcione para cursar Relações Internacionais terá como específicas História, Geografia e Inglês. A primeira pessoa, portanto, não poderá dedicar tanto tempo de estudo para História, assim como a segunda não dedicará tanto tempo para Matemática. Busque, por exemplo, montar uma tabela de horário com tempos fixos de estudo para cada matéria, priorizando as que exigem mais aprofundamento ou mais dedicação, para as disciplinas que tiver mais dificuldade.

Quanto aos prazos, você pode usar algumas ferramentas para te ajudar a se organizar. Qualquer agenda pode ser um super adianto, caso tenha o hábito de olhar todo dia e acompanhar se a data da próxima prova ou entrega de trabalho está próxima.  Se você não curte muito papel, se joga nas versões digitais! A agenda disponibilizada pelo Googletm – o Google Calendartm – tem vários recursos interessantes. Primeiro, você pode gerir mais de um tipo de tarefa no calendário, por exemplo, crie um calendário de provas, outro só para trabalhos, outro para o cursinho de inglês, se você faz. Cada um desses “calendários” terá uma cor diferente, então fica ótimo para visualizar e não se perder. Outro aspecto é a possibilidade de programar alarmes para seus eventos. Imagine que tem um mini-teste numa quinta-feira. Você pode programar um alarme para segunda-feira lembrando-se de estudar (ou mesmo para quarta-feira à noite, se você é das que estuda de véspera, rs rs). Manter tudo em dia pode ser complicado, mas se organizando, fica bem mais fácil.

Entenda como você funciona

Em geral, há três tipos de alunos: os visuais, os auditivos e os sinestésicos. Os primeiros são aqueles que têm mais facilidade aprendendo por meio de imagens, cores, e elementos do ambiente. Duas ideias podem ser o uso de uma cor para cada matéria, treinando o seu cérebro a associar conhecimentos com cores e outra o uso de mapas conceituais, gráficos e fluxogramas para fazer resumos – em vez de formatá-los como listas. Assim, a matéria fica visualmente acessível em apenas uma página. Use cores também para distinguir níveis de importância.de

Já os alunos auditivos, utilizam sons e música para a aprendizagem. Esses alunos, por exemplo, aprendem bastante apenas prestando atenção nas aulas, uma vez que registram as informações conforme professores falam. Para esses, falar para si mesmo a matéria em voz alta pode ser uma boa ideia, além de tentar responder perguntas de tipo “como?”, “porquê?”, “onde?”, também em voz alta. Conversar com amigos sobre a matéria também é útil.

Por fim, os alunos sinestésicos apreendem melhor o conhecimento por meio de movimentos, atividades, construção. Esse aluno pode se mover ou criar gestos durante o estudo. Além disso, desenvolver experiências e práticas tem bons resultados: o uso de laboratórios, por exemplo, faz com que esse aluno realmente mexa, desenvolva e construa o conhecimento.

 

Não fique ansiosa com o ano de vestibular – ou com qualquer outro ano na escola. Procure se descobrir e entender suas necessidades de aprendizagem e peça ajuda. Compartilhe ideias com amigos e teste o que melhor funciona para você.

Debora Albu
  • Colaboradora de Escola, Vestibular & Profissão

Debora é mestra em Estudos de Gênero e é formada em Relações Internacionais. É carioca, apesar de ter passado uma temporada da vida em Paris e todo mundo a chamar de "francesinha" - por vezes acredita ser verdade. Faz parte da gestão da Agora Juntas, um rede de coletivos feministas no Rio de Janeiro. É ciberativista e feminista antes mesmo de entender o que essas palavras significam.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos