6 de dezembro de 2015 | Ano 2, Edição #21 | Texto: | Ilustração: Sarah Roque
Como se esquivar das energias negativas que as pessoas nos lançam

Somos energias. Positivas ou não, espalhamos energias de acordo com o que os nossos corações estão sentindo ou não. Sem querer, dependendo de como estamos, contaminamos as outras pessoas com o que estamos transbordando. Vocês já devem ter se sentido bem quando perto de uma pessoa que estava bem consigo mesma, certo? O contrário acontece quando uma criatura não está bem. Pois é, somos energias, positivas ou não.

Certa vez escrevi sobre termos empatia com quem está mal. Venho logo dizer que este texto não fala sobre o contrário: Não é para se afastar daquela pessoa com energia negativa, é para você se proteger. É para que essas energias negativas não te atinjam e te façam se sentir mal. O enfoque será naquela pessoa que sempre te critica, sempre fala mal de algo que você faz, que nunca está feliz com sua conquista. Isso tem a ver com energias negativas também.

Imagina a cena: após uma vitória pessoal, você conta a novidade para uma pessoa que imediatamente corta o seu barato. Faz uma cara feia, diz que não é nada demais e tem alguém que fez melhor que ti. A sua felicidade não é compartilhada, e por mais egoísta que pareça, sim, suas energias vão ficando baixas. Passamos por isso algumas vezes. Nossa felicidade é somada com as palavras cortantes e não ficamos tão felizes como poderíamos ter ficado.

Isso pode acontecer com um professor te dizendo que seu trabalho não é legal (ou em casos extremos, que você não dará certo mesmo), algo que fez com as mãos e alguém diga que não ficou legal (“tá mal feito, tá mal cortado, você pode melhorar”) ou até mesmo um bom dia com sorriso não correspondido. Esses detalhes estragam um sentimento bom vindo de você, e às vezes, o resto do dia. Mas como se esquivar disso?

Há alguns links da própria revista e no blog da Sofia que podem te ajudar a tirar essa energia de você. Algumas atitudes simples que estão ao alcance imediato (estar na rua e acender um incenso não é uma opção válida) podem te ajudar a recuperar a sua energia.

Mas saiba que talvez a energia ruim esteja com você. Não é à toa que, às vezes, uma palavra é ouvida errada e interpretada de acordo com o que estamos sentindo no momento. Precisamos saber se a energia ruim já está dentro de nós, como já foi falado aqui. Isso é um exercício de observação das nossas condições, que não é fácil, mas é necessário.

Bia Quadros
  • Coordenadora de Música
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Ilustradora

Bia na verdade é Beatriz e tem 20etantos anos. É do RJ, nunca saiu de lá e é formada em Artes Visuais. Transita entre ilustrações, pinturas, textos, crianças e frustrações. Tudo que está ligado a arte faz, sem vergonha e limite. Já fez algumas exposições, já fez algumas vitrines, vive fazendo um monte de coisa. Uma Metamorfose Ambulante.

  • Isadora Fernandes

    Sobre energias ruins
    Realmente acredito que as pessoas carregam e disseminam suas energias por onde passam, o que pode ser muito bom quando quem nos cerca levam consigo a positividade e amor, mas geralmente a situação é oposta. As energias que tendem a nos deixar cabisbaixo chegam com toda a força, batendo em nosso peito sem ao menos pedir licença, até porque muitas vezes seu transmissor já está afundado nessa situação sem reparar no que o cerca com empatia. Ignorar essas pessoas não é uma opção, e esse é o problema, pois o tal transmissor pode ser sua vizinha, seu amigo, ou pior ainda, seu pai, alguém que está tão inserido em sua rotina e tem poder sobre suas decisões, as quais sempre coloca toda sua carga ruim em cima. A sorte talvez seja que isso vire uma vacina contra toda a onde de críticas que a sociedade vá em mim depositar, porém, isso é apenas a melhor possibilidade, as outras me assustam ainda mais.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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