19 de agosto de 2016 | Ano 3, Edição #29, Edicoes | Texto: | Ilustração: Isadora Carangi
Como ser uma criança curiosa me ajudou a descobrir vários mundos
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Quando eu penso em grandes feitos realizados ao longo da história, eu só consigo pensar que a pessoa que o realizou deveria ser, além de outras coisas, muito curiosa. Por exemplo, Marie Curie. De que outra maneira ela não teria se envolvido com a pesquisa sobre radioatividade, que a rendeu o primeiro prêmio Nobel entregue à uma mulher, senão pela curiosidade de saber o que aconteceria? A curiosidade estimula as pessoas a se envolverem com o objeto de sua curiosidade, uma vez que elas nunca param de se perguntar sobre e, consequentemente, não perdem o interesse.

Um dos meus filmes favoritos quando criança era “A Pequena Espiã”. Eu me via nele, sabe? Uma garota muito observadora e que guardava (em um diário) os segredos de todo mundo que conhecia, até mesmo os que pudessem machucar as pessoas em sua volta. Eu, assim como Harriet, sempre fui uma criança curiosa. Eu sempre queria saber o porquê das coisas serem daquele jeito, sempre desmontava brinquedos na esperança de entender como eles funcionavam, além de diversas outras coisas que uma curiosa faz. Mas, acima de tudo, fazer isso e ser curiosa à esse ponto me levou a ser uma menina observadora e com uma memória surreal de boa.

Ser curiosa também me fez querer descobrir novos mundos, me atraindo para a literatura. Mergulhei em diversas séries de livros, de Harry Potter à Desventuras em Série; desbravei aqueles mundos como se eles fossem meus, conheci cada personagem e aprendi a ler nas entrelinhas para ver o que o autor realmente queria dizer por trás daquela frase.

Aliás, quando você é uma pessoa curiosa, qualquer forma de entrar em novos mundos parece atraente e, apesar do livro ser a mais comum, isso pode vir em diferentes formatos: televisão, desenhos, filmes, videogames, jogos, música. Quando eu comecei a entrar na adolescência, novas bandas e um gosto musical próprio começaram a surgir; graças a minha curiosidade, eu podia passar horas pesquisando sobre o que aquelas letras significavam, o porquê delas terem sido escritas, e até mais sobre a vida desses novos artistas que começaram a fazer parte do meu cotidiano.

Poder conhecer novas maneiras, muitas vezes não-tradicionais, de ver o mundo e de percebê-lo com certeza faz com que uma pessoa curiosa se sinta cada vez mais observadora, criativa e ativa. Algumas pessoas veem a curiosidade como algo ruim, mas eu não. A curiosidade é como se fosse aquela chama acesa dentro de você, sempre fazendo com que você possa mais, com que você tenha vontade de continuar a fazer algo ou de começar outra coisa completamente diferente, só para ver onde vai dar.

Marina Monaco
  • Colaboradora de Música
  • Social Media
  • Audiovisual

Marina tem 25 anos, mora em São Paulo, é formada em Audiovisual e cursa Produção Cultural. É apaixonada pela cor amarela, por girassóis e pela Disney. Ouve música o dia inteiro, passa mais tempo do que deveria vendo séries e é viciada em Harry Potter (sua casa é Corvinal, mas reconhece que tem uma parte Lufa-Lufa).

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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