3 de outubro de 2015 | Literatura | Texto: | Ilustração: Bia Quadros
Conheça seu próximo livro: Americanah

A Chimamanda Adichie é incrível. Basta ver uma entrevista, um discurso, ou mesmo só uma foto dela sorrindo que você já quer ser miga e chamar para sair e tomar um milkshake. Já até falamos dela aqui na Capitolina!

Nigeriana feminista de 38 anos, ela escreveu vários livros, como Hibisco Roxo e Meio Sol Amarelo. O mais recente é Americanah, que já ganhou vários prêmios e foi considerado um dos melhores livros de 2013 pelo New York Times.

O livro conta a história de Ifemelu, uma moça que nasce na Nigéria na época da ditadura. Ifemelu é apaixonada por Obinze, aquela coisa intensa e misteriosa de amor de adolescência. Eles fazem mil planos e querem ficar juntos para sempre, mas a vida e a situação política da Nigéria ficam muito complicadas.

Ifemelu vai para os Estados Unidos para estudar, e Obinze acaba indo para Londres. É nessa mudança, para país distante e diferente, que ela vai viver o choque de culturas e se descobrir como mulher negra e como estrangeira. Mesmo no círculo de intelectuais tão cabeça aberta, sua cor de pele escura e seu cabelo negro marcam a diferença. Ifemelu cria um blog, registrando suas impressões, e começa a ficar famosa.

Obinze, por outro lado, também sofre e custa a se adaptar. A imagem da Europa que ele tinha não é tão bonita e poética na realidade e, ao contrário de Ifemelu, ele passa por várias privações – todo o seu conhecimento e status no seu país não evitam que ele seja só mais um nigeriano pobre em Londres.

É marcante para ambos a sensação de ser outsider, de não entender a sociedade que vivem e de ter dificuldade de se adaptar. Ifemelu passa por períodos de solidão, de confusão, até começar a achar o seu lugar naquele mundo. Ela alisa o cabelo pela primeira vez, num processo químico doloroso, e sente que perde a própria identidade no processo.

Ela (spoiler!) volta para a Nigéria e reencontra Obinze. Aqueles sentimentos intensos voltam aquelas lembranças dos momentos juntos, aquele gostar complicado que ainda não desapareceu, e eles tem que decidir o que vão fazer.

E o que acontece com eles? Eles se dão bem ao voltar para a Nigéria?

Ah, aí tem que ler o livro para saber.

Maíra Carvalho Branco Ribeiro
  • Coordenadora de Social Media
  • Colaboradora de Literatura

Maíra até agora não entendeu o binário de gênero. Feminista interseccional e queer, por favor. Sempre com um fone no ouvido e um livro aconchegado na mão. Sonserina da risada gigante e nordestina que nunca superou a saudade da praia, se diverte assistindo seu gato Borges correr atrás do próprio rabo.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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