9 de janeiro de 2016 | Ano 2, Edição #22 | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Crie gatos, não expectativas

Basta dizer a alguém “tenho uma coisa para falar com você amanhã” para que a expectativa seja implantada. Claro que qualquer novidade que esteja surgindo na sua vida, eventos próximos e resultados de alguma avaliação também ajudam a criá-las. Mas o que é esta tal expectativa? Aquele sentimento de que algo pode ser maior ou menor do que realmente é. Normalmente vem acompanhado de ansiedade, medo, ilusão e nervosismo. Será que é legal sentir isso?

Claro que não ter nenhuma expectativa faz com que a novidade não seja tão legal. Claro que precisamos fazer algum plano para que não sejamos pegas de surpresa. Imagina simplesmente deixar as coisas rolarem numa viagem sem pensar planejar roteiros, hospedagens, companhias que vai encontrar.  Expectativa é uma coisa normal, mas a questão é: até que ponto é saudável?

Eu, particularmente, costumava colocar muita expectativa em relacionamentos. Já ficava com o menino e imaginava a cara de nossos filhos e nosso casamento. Minha diversão era criar histórias na minha cabeça, às vezes em relação a pessoas que nem sabiam que eu existia. Normalmente acontecia tudo diferente do que eu esperava. Minhas ideias se esqueciam da realidade que eu estava vivendo.

O problema de criar muitas expectativas é que viver na ilusão acaba sendo confortável.  E a realidade nem sempre é algo bom. Os planos sempre são adequados a nossa mente. Pensa bem, nunca imaginamos uma situação tão ruim que não tenha como ser resolvida (com exceção, é claro, dos pessimistas, que não conseguem pensar em algo tão bom que possa ser realizado).  Então, o conselho que dou é viver a realidade e criar o mínimo de expectativa para que o pulo não seja tão alto que possa te machucar. Lembrem-se sempre, realidade é a melhor coisa!

Bia Quadros
  • Coordenadora de Música
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Ilustradora

Bia na verdade é Beatriz e tem 20etantos anos. É do RJ, nunca saiu de lá e é formada em Artes Visuais. Transita entre ilustrações, pinturas, textos, crianças e frustrações. Tudo que está ligado a arte faz, sem vergonha e limite. Já fez algumas exposições, já fez algumas vitrines, vive fazendo um monte de coisa. Uma Metamorfose Ambulante.

  • Isadora

    Seu texto dia muito sobre mim nesses últimos tempos. Algumas perdas que tive meses atrás e várias outras situações que vivi me fizeram, de certa forma, mais “fria”. Não que eu tenha perdido totalmente a fé nas outras pessoas, mas já não consigo montar cenários em que eu esteja acompanhada, já que para estar acompanhada é necessária a vontade de uma outra pessoa. Me sinto muito mais confortável assim, acredito que isso seja um sinal de amadurecimento. Parabéns pela matéria 🙂

  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Lindo <3

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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