17 de junho de 2015 | Tech & Games | Texto: | Ilustração:
De onde vem a vida?

Há cerca de 4 bilhões de anos a Terra estava se formando. Por um bom tempo, tudo que aconteceu nela foram explosões vulcânicas, gases e lava, enquanto a crosta do planeta esfriava e se consolidava. Durante esse período, também estávamos apanhando feio de meteoros. Na época, os três elementos principais na nossa atmosfera já eram carbono, hidrogênio e oxigênio.

É neste ponto que a gente tem que mudar um pouquinho de assunto. Já parou para pensar no que exatamente você considera uma vida? Confuso, né? Pois é. Os cientistas também acham. “Vida” é um conceito que ainda é muito debatido pela ciência. Desde pelo menos a Grécia Antiga tentamos definir os limites e a origem da vida, ainda sem termos chegado a um consenso.

A teoria mais aceita hoje em dia para como a vida surge é a da abiogênese. Esse conceito existe há muito tempo, mas foi mudando um pouco de significado. Hoje em dia, tem a ver com processos químicos loucos que organizam as moléculas e os elementos de tal forma, em tais condições, que resultam em vida.

Dentre uma série de características que são levadas em consideração para dizer que algo é vivo, estão, por exemplo, a capacidade de se reproduzir. Pode ser sexuada ou assexuadamente, tanto faz. Mas a reprodução é um elemento muito importante para definir se algo é vivo ou não. Se a coisa cresce, se movimenta e evolui, por exemplo, são outras questões que são levadas em conta na situação.

Mas, então, voltemos à formação da Terra. Até por volta de 1 bilhão de anos atrás, a vida no nosso planeta era somente microscópica. Sabemos disso por uma razão simples: fósseis. Os mais antigos que conhecemos são de estruturas unicelulares microscópicas, que foram encontrados numa região da Austrália e datam de 3,8 bilhões de anos atrás. Essas criaturinhas começaram a se desenvolver na água, ainda morna com o resfriamento do planeta. A “sopa” foi se movimentando e reproduzindo, e, consequentemente, evoluindo. Aos poucos foram surgindo os primeiros seres multicelulares.

Uma das consequências do aumento da quantidade desses organismos foi uma maior concentração de oxigênio na atmosfera: as criaturas obtinham energia através de fotossíntese, que tem o O2 como subproduto. Isso foi fundamental para o planeta seguir na direção em que estamos hoje.

A gente sabe que a vida como conhecemos é  possível sob uma série de condições, mas ao mesmo tempo, 99% do que já existiu na Terra é considerado extinto hoje em dia. Nós estamos em constante evolução e mudanças no ambiente fazem parte disso.

Não se sabe com certeza como a vida, de fato, começou na Terra. Qual foi o elemento X que impulsionou aquilo? Será que ele existiu realmente, ou foi só uma série de fatores acontecendo no lugar certo, na hora certa?

A teoria mais aceita hoje em dia é a de que, naquele período inicial da Terra, os montes de meteoros que atingiram o planeta eram compostos das mais diversas coisas, e essas coisas foram ficando por aqui e resfriando junto com o planeta, que por causa da nossa distância para o Sol, dentre outros tantos fatores, foi se estabilizando para a forma em que está agora.

É sempre bom conhecer essas informações sobre nosso planeta, sobre a nossa história, para perceber que tudo está sempre sendo descoberto e repensado. Nada é fixo, tudo tem um ponto de vista, uma teoria. O fato puro sempre vai passar por uma interferência cultural, é inevitável.

A Terra, como nós, como tudo, está sempre se transformando e mostrando novos segredos e cicatrizes. É importante termos um mínimo de conhecimento sobre o que é considerado verdade e o que ainda está sendo buscado. A ciência é entendida como muito mais exata do que ela é na realidade. A especulação e a capacidade de abstração também são parte importantíssima dessa área.

Verônica Montezuma
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Audiovisual

Verônica, 24 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro. Gosta de fazer bolos, biscoitos e doces, e é um unicórnio nas horas vagas.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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