1 de maio de 2014 | Artes, Literatura | Texto: | Ilustração:
Dora, a negra e feminista, pede passagem
detalhes de "Dora, a negra e feminista"

detalhes de “Dora, a negra e feminista”

A literatura de cordel é parte da cultura popular nordestina. O feminismo é a luta das mulheres por igualdade. O movimento negro é a luta das negras e dos negros contra o racismo e a segregação. São assuntos muito diferentes? Pode parecer que sim, mas na verdade eles têm tudo a ver.

Para começo de conversa, todos eles são pontos esquecidos, deixados de canto, seja pelas escolas, seja pelas mídias, seja pela sociedade no geral. Porém, todos tem um valor de luta muito forte, e é importantíssimo aprendermos sobre isso tudo – e mais um pouco. Ainda temos muito a discutir, aprender, ensinar, conversar, criar e coletivizar. Mas não sou eu que vou falar sobre isso não. Chamei para uma conversa a Jarid Arraes, militante feminista negra, autora dos cordéis “Dora, a negra e feminista” e “A luta da mulher contra o lobisomem”. Ela me contou muita coisa sobre como colocou o feminismo e o antirracismo dentro do formato dos cordéis, que vêm da sua tradição cultural e inclusive tradição familiar.

Reproduzo nossa conversa aqui embaixo e também nesse link.

jarid arraes

Helena Zelic
  • Coordenadora de Literatura
  • Ilustradora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Helena tem 20 anos e mora em São Paulo. É estudante de Letras, comunicadora, ilustradora, escritora e militante feminista. Na Capitolina, coordena a coluna de Literatura. Gosta de ver caixas de fotografias antigas e de fazer bolos de aniversário fora de época. Não gosta de chuva, nem de balada e nem do Michel Temer (ugh).

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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