29 de julho de 2015 | Tech & Games | Texto: | Ilustração:
Game do Mês: Dust – An Elysian Tail

Confesso que sou dessas que escolhe um livro pela capa. Entro na livraria, olho estante após estante, leio algumas sinopses e decido o que levar. Não é estranho, então, revelar que com videogames não seria diferente. Não sou muito de ficar lendo reviews (apesar de fazer reviews pra Capitolina, olha a ironia rs). Quando começou a liquidação de verão do Steam, fucei um monte de game até não aguentar mais, utilizando os mesmos princípios que utilizo com livros. Por fim, decidi por um jogo famoso até, chamado Dust: An Elysian Tail, desenvolvido por um designer independente, Dean Dodrill, e publicado pela Microsoft.

Como foi o visual do jogo que me cativou, falemos dele primeiro. Durante grande parte da minha adolescência, eu desenhei bastante. O desenho digital me levou até uma comunidade de artistas online, o tal do Deviantart. Quem um dia já passou pelo Deviantart, vai se familiarizar totalmente com a estética de Dust. Os personagens do jogo lembram a onda dos furries (animais antropomorfizados, que agem e possuem personalidades humanas) que inundou a internet tempos atrás. Há quem diga que a estética dos furries é tosca; eu, porém, tenho um espacinho guardado para eles no meu coração.

O jogo começa no meio de uma história mal contada; Dust, o personagem principal, uma mistura de raposa azul com um humano ninja, não lembra de absolutamente nada que aconteceu com ele. Por sorte, uma espada mágica misteriosa, e o seu guardião, Fidget, uma raposinha alada, o encontra e lhe conta um pouquinho sobre si mesmo. E, assim, Dust parte numa missão: tentar relembrar o seu passado.

Não estou muito acostumada a jogar esse tipo de game; ele requer certa habilidade de luta que eu, pessoalmente, não possuo. Ao ir atrás de sua missão, Dust precisa lutar contra milhões de monstros horríveis e confesso que em algumas partes eu dei aquela travada e não conseguia seguir em frente. O bom e o ruim de jogar games é exatamente isso: eles te desafiam. Mas te desafiam tanto que, às vezes, dependendo da sua capacidade como jogador, te impossibilita de seguir adiante (tão parecido com a vida, não é mesmo?). Quando acontece isso, eu acabo pedindo ajuda aos universitários; ainda bem que possuo amigos capazes de tal façanha.

Apesar de achar difícil, Dust é um jogo que entretém bastante. De maneira alguma ele é monótono; ao contrário, é repleto de ação atrás de ação e monstros horríveis e ataques intensos e combos que chegam a 200 hits. Ao adentrar na história, o personagem principal e seu escudeiro vão recebendo power-ups e subindo de nível, tornando a aventura mais emocionante. Além de possuir milhões de side-quests, algumas necessárias para continuar nas histórias, outras que podem ser realizadas apenas por capricho do jogador.

O jogo foi inicialmente lançado para XBox e chegou para o Steam quase um ano depois.

O Pior: Sinceramente, para mim, foi a dificuldade. Não costumo ficar frustrada em um jogo, mas, poxa, esse me deixou realmente com raiva quando eu não conseguia passar de fase.

O Melhor: Pra quem não está acostumado a jogar games de luta e muita ação, Dust é um ótimo jogo pra começar! E tem furries.

Dora Leroy
  • Coordenadora de Quadrinhos
  • Ilustradora

Dora Leroy tem 21 anos e acredita que o universo é grande demais para não existir outras formas de vida inteligente por aí. E, enquanto espera uma invasão alienígena acontecer, gosta de ler livros que se passam em universos mágicos e zerar séries do Netflix.

  • Fábio Galdino

    Tenho esse jogo na minha biblioteca e nunca parei pra jogar. Acho que chegou a hora 😀

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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