17 de novembro de 2015 | Colunas, Educação, Estudo, Vestibular e Profissão | Texto: | Ilustração: Ana Maria Sena
O ensino eurocêntrico nas escolas
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Desde que me conheço por gente estudei em escola pública e, principalmente nas aulas de história, o sentimento de que faltava alguma coisa era gigantesco. O povo negro não tinha história, o povo negro não passava de um objeto de conquista dos europeus.

O fato era que a perspectiva da história do Brasil que me foi passada na escola era superficial, me afastou de toda história de luta e resistência negra. Essa falta de informação e apagamento me fizeram acreditar que eu não era descendente de um povo guerreiro e ainda dar graças por ter alguma influência europeia em nossa cultura, pois acreditar que assim, ela é “menos pior”. Sem contar que me fizeram crer que princesa Isabel era de fato uma heroína, não uma mulher cheia de interesses.

A educação que me foi dada suavizava e não denunciava a escravidão como o maior crime de todos os tempos, dizia apenas como os portugueses eram grandes conquistadores.

Dandara, mulher guerreira, que lutou bravamente pela libertação de negros e negras no período colonial, companheira de zumbi, mãe e mulher que todos deveriam conhecer é pouco citada nos livros didáticos e nas aulas de história.
Nesta semana da consciência negra devemos lembrar e nos atentar a como o ensino eurocêntrico passado nas escolas (públicas ou não) nos influencia fortemente em vários quesitos (e contribui com todo o racismo e bullying que ocorre dentro e fora delas).

Isis Naomí
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  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Estou louca para conhecer melhor a história da Dandara

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