7 de junho de 2015 | Estilo | Texto: and | Ilustração: Laura Viana
Entendendo a diferença entre pressão estética e gordofobia. Sim, ela existe!

Ser mulher nos dias de hoje pode ser bem complicado: se somos consideradas feias, não temos a atenção do ouvinte; se somos muito bonitas, só podemos ser burras e estar falando bobagem. Nossas capacidades são medidas por quão atraentes ou não somos, segundo o padrão de beleza vigente. É como se não importasse as coisas que fazemos ou quem somos, seremos sempre julgadas pela nossa aparência.

Toda mulher provavelmente tem alguma história para contar em relação a isso. Mas ainda que todas nós passemos por esse julgamento baseado unicamente na nossa aparência, mulheres diferentes passam por problemas diferentes dentro desse grande monstro que é o patriarcado – que não acredita no nosso potencial como mulheres e pessoas.

Meninas magras, mesmo que a magreza seja o padrão, também sofrem com essa vigilância eterna do corpo feminino. Isso nunca vamos negar. Ser magra não é ser imune a comentários alheios sobre aparência, mas mesmo que seja complicado para algumas meninas magras entenderem, ser magra é possuir diversos privilégios que as meninas gordas não têm.

Admitir que, por possuir certas características, algumas mulheres têm privilégios sobre as outras (como, por exemplo, mulheres cis têm privilégios que as mulheres trans não têm – elas não têm seu gênero questionado ou não são vistas com maus olhos ao usarem um banheiro feminino) não é compactuar com esses preconceitos. É, primeiramente, entender que existem outros tipos de vivências e que elas acarretam certas experiências, e é preciso aprender a ouvir e ser solidária.

É muito comum, quando se fala de gordofobia ou sobre mulheres gordas, meninas magras comentarem e dizerem que elas também sofrem por serem magras. Nós nunca vamos negar que pessoas magras também sofram – tanto que o texto é sobre mulheres gordas e começa justamente dizendo que entendemos que as mulheres magras também sofrem -, mas é desonesto querer comparar uma coisa com a outra.

Ainda hoje a palavra ‘gorda’ é vista como um xingamento, ou uma piada. Isso é tão naturalizado que a maioria das pessoas não consegue nem enxergar o quão silenciador e opressivo é falar “olha como estou gorda nessa foto, vou apagar”. É frustrante ser silenciada por “mas eu sempre fui magra e sempre zombaram de mim”. É uma pena que as mulheres tenham relacionamentos horríveis com seus corpos, não desejamos isso a ninguém, mas quando colocamos em pauta nossas vivências e problemas que sofremos queremos ser ouvidas.

Sim, você tem todo o direito de não se sentir bem em uma foto, mas quando uma menina gorda ouve alguém falar isso, imediatamente ela pensa: “Ser gorda é tão horrível que tem que ser deletada mesmo. Eu tenho que ser deletada.” Desassociar a palavra gorda de um xingamento é um dos pontos principais do empoderamento dessas meninas e, pelo menos pra mim, foi o mais difícil. Porque o tempo todo, à minha a volta, eu sou massacrada pelo contrário, o tempo todo eu estou ouvindo amigas falarem ”ai, comi tanto, que gordice” e, se me levanto e falo algo, sempre ouço “mas é uma brincadeira” e “ai, também é difícil pra mim. Eu também sofro com padrões de beleza”. Sim, eu sei que você sofre e é horrível, mas você não sofre o que eu sofro e preciso que você tenha empatia e veja a diferença, para caminharmos juntas.

Parece que falta entender quando é a hora de ouvir e quando é a hora de falar. É justo que eu, enquanto pessoa branca, entre no meio de uma discussão sobre racismo e fale da vez que riram das minhas pernas muito brancas? É tão difícil entender a diferença entra uma coisa e outra?

Ser magra não é fácil pelo fato de que ser mulher não é fácil. Temos nossos corpos monitorados o tempo todo, mas é preciso admitir que sim, existe um privilégio em ser magra. O mundo é feito para pessoas magras. O corpo magro é o corpo que se vê na mídia; os assentos dos ônibus e aviões são pequenos, assim como as catracas. Ser gorda é ter que ouvir de empresário que sua marca não quer esse tipo de roupa porque pessoas gordas não são legais o suficiente para usar suas roupas. O mundo não é feito para pessoas gordas. É importante lembrar também que nesse mundo, o tempo todo, é dito que no caminho para felicidade ser magra está em um dos requisitos básicos.

Quando uma menina gorda se aceita, se ama e é feliz com seu tamanho, ela está “furando a fila da felicidade”, não está seguindo o manual e para muitas outras pessoas isso é um problema, uma injustiça. Afinal, a pessoa está ali tentando se encaixar nos padrões impossíveis de beleza, se esforçando e se abalando diariamente com isso e vem uma fulana, obviamente fora dos padrões, e é feliz. Além de ela ainda querer reivindicar um mundo que aceite ela assim. Ah não! Vamos reclamar, vamos lembrar a ela que isso é um problema e isso não pode. Ela não pode existir desse tamanho, logo, os problemas dela, por ser gorda, também não existem. Vamos silenciá-la pra ela voltar a querer ser magra como todas nós.

Todo esse pensamento, toda essa gordofobia, não acontece conscientemente muitas vezes. Somos criadas em uma sociedade gordofóbica. Somos criadas para achar o corpo gordo feio e indesejável. Somos criadas para olhar uma gorda na capa de uma revista de moda e achar um absurdo, justamente porque somos criadas não vendo uma gorda sendo feliz e aplaudida pela mídia. Somos criadas para policiar a saúde de todas nós que ousamos não querer ser magras, porque é esse o argumento que é apontado o tempo inteiro. Porque é muito curioso uma magra ter glicose alta, mas para uma gorda é normal, é o esperado. Isso tudo está naturalizado dentro da gente e é preciso desconstruir, assim como uma série de outros preconceitos. É por isso que é tão importante ouvir, ter empatia e respeitar o lugar de fala.

Por mais que você se considere livre de preconceitos, não siga o padrão de beleza. Se você não deixa uma amiga gorda falar, se acha que ela está exagerando quando se sente ofendida, você precisa ouvir mais e se desconstruir. Vir dizer em um post onde quer se discutir gordofobia que sofre por ter 1,80m e 50 kg é silenciar todo um grupo. Existe discussão para todo tipo de problema, neste caso, sobre pressão estética.

Se admitir como magra e feliz com seu corpo é uma coisa, se admitir como gorda e feliz é outra. Se você não é capaz de entender isso, é bom revisar seus conceitos.

Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

Dani Feno
  • Coordenadora de Audiovisual
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Música

Dani Feno, 26 anos. Quando era criança foi ao cinema ver Rei Leão a primeira vez e se apaixonou por essa coisa de ver filmes. Mais velha viu um seriado chamado Clarissa e pronto, a paixão passou para seriados também. Foi tão forte que agora trabalha em uma finalizadora de filmes e programas de TV, mas o que gosta mesmo é de editar vídeos para Capitolina. Gorda e feminista desde criança também (apesar de só saber que é esse o nome há pouco tempo). Acha que a melhor banda do universo é Arcade Fire e pode ficar horas te convencendo disso. Em Hogwarts é 70% Corvinal e 30% Grifinória.

  • Tatiana Orli

    Miga seu texto esclareceu tanta coisa pra mim! Meus sinceros agradecimentos 🙂

  • Marina Isabelle

    Ótimo texto.

  • Thalita Portela

    Intenção do texto foi nuito bacana, porém gostaria de dar um toque: “pode ser complicado ser mulher atualmente”. PODE? Não existe esta possibilidade. Ser mulher É COMPLICADO. Até mais do que complicado. E “atualmente” dá ideia de que apenas hoje é assim e isso é ignorar o que mulheres já passaram e quantas foram torturadas e morreram pra que nós estivéssemos pbde estamos hoje. Então não “pode ser” e nem é “atualmente”.

  • Rafaella Coroa

    o texto faz comentários importantes sobre a realidade de ser gorda, porém acho q faltaram alguns sobre essa mesma realidade. eu sou gorda. já fui muito mais gorda. estou emagrecendo independentemente da pressão social de ser magra. Não tenho nenhum problema de saúde e sempre me incomodei quando alguem vinha com aquela pergunta “pq vc não faz a redução de estomago?” mas quando falamos de obesidade falamos de descontrole, falamos de muito mais esforço do q o seu corpo pode aguentar, falamos de pressões psicológicas que deveriam ser comparadas talvez a depressão. Conheço muita gente magra que tem uma relação muito pior com a comida que eu jamais tive e minha escolha de emagrecer veio da dores nas costas e nos joelhos, da falta de controle sobre os meus impulsos, eu sei que a sociedade é feita para magros mas tenho minhas duvidas se é feita por magros, uma coisa q eu sempre percebi é que o mais repressivo é aquele que não aceita o próprio corpo, especialmente outro gordo.
    Enfim,o texto é muito válido, mas tive uma impressão um pouco de que ser gordo é ok, que não faz mal, e que é tudo gordofobia e eu não acredito que isso seja verdade.

    • Gabriela Franciscon

      Mas aí vem a dúvida… Porque será que o gordo não aceita o próprio corpo? Porque será que o gordo muitas vezes está no papel do opressor? Rafa, ninguém nasce com parâmetro para se olhar no espelho e se achar bonito/feio. Considerando um ser humano que nasce, cresce e se desenvolve completamente isolado da sociedade, sem ter contato algum com pessoas, ele jamais vai se olhar no espelho e dizer “nossa, esse pneuzinho está horrível ein? tá na hora de cortar as frituras!”. Até o gordo ser opressor é culpa desse sistema, porque assim como o magro, o gordo também aprende diariamente que ser gordo é feio.
      Quanto a saúde, não, né… Você teve problemas no joelho, isso não quer dizer que toda pessoa gorda vá ter problemas no joelho. Se você comparar exames de pessoas gordas com de pessoas magras, não vai ser poucos os casos onde o gordo é mais saudável que você vai encontrar não.

  • Viviane Lemes

    Oi Natasha!
    Faço minhas as suas palavras, você disse TUDO.
    Sou magra e loira e as vezes em que fui privilegiada por isso são incontáveis (só teria tido mais “sucesso” se fosse um pouco mais fútil. Nada contra as fúteis, é que parece ser o conjunto desejável às vezes, me corrija se estiver errada).
    É escancarado o fato de que existem privilégios para mulheres na minha condição física, mesmo eu tendo psoríase pelo corpo todo e ter exibido dentes supertortos até entrar na faculdade: não importava tanto assim.
    Lembro de estar no Jardim B (aquela série que vem antes da 1ª) e ter uma única colega gorda. Somente eu era amiga dela, sério, é inacreditável como isso tudo começa cedo.
    Hoje não consigo mais encontrá-la nem no face, soube que está magra… e loira… e não a reconheço pelas fotos. Tomara que o emagrecimento tenha sido algo natural do crescimento e não uma imposição que a fez sofrer a adolescencia toda até chegar lá (insira aqui um coração apertado).
    Nunca poderei falar com propriedade do bullyng e nunca vou ousar abrir a boca para dizer que as gordas estão exagerando. Eu não sei oque vocês passaram na infância, eu não sei o que vocês passam agora. Já aconteceu várias vezes comigo de não ser ouvida nem levada a sério graças à minha aparência, mas isso jamais se compara.
    Sinto muito pelo que passam e com certeza vou me policiar ainda mais com pequenos detalhes importantes, como a clássica que vc citou e que jamais me toquei: “apaga essa foto que eu fiquei gorda”.
    Este texto é lindo, tomara que ajude a inspirar mais gente. <3

    http://www.vivendovivi.blogspot.com.br

    • Lanky Moura

      Nossa, eu me emocionei com o seu comentário, de verdade. Que diferente seria o mundo se todas as pessoas conseguissem ter a empatia que você tem. Infelizmente, no mundo em que a gente vive, são ainda poucos os que conseguem enxergar os próprios privilégios.
      Parabéns pela sua atitude, viu? <3

    • Lari

      Que Lindo, Vivi!

  • Kcal GorDiva

    Noooossa eu ameeeei taaaato o texto de vocês. Foi claro e preciso e didático.Amei ter aprendido mais sobre a diferença e vou compartilhar em td q é canto. Espero que não se importem mas isdo precisa ser ensinado e compartilhado pelo maior número de pessoas possível??????
    facebook.com/GorDivah
    facebook.com/GordinhasMaravilhosas
    youtube.com/user/gordivahnoar
    gordivah.blogspot.com

  • Layla

    Achei incrivel o texto, penso da mesma forma e compartilhei! Acho importante e sempre digo que as pessoas precisam parar de ver o fato de falar “gorda” como xingamento! Infelizmente isso é dificil ja que as pessoas enxergam um gordo como ‘sem vergonha’ e uma forma de ofender, mas acredito que textos assim consigam ajudar a abrir a cabeça de quem se propoe a melhorar esse pensamento! =)

  • Williane

    Gostei muito de uns raciocínios que você utilizou. E concordo que acabamos pensando do jeito que a sociedade quer que pensemos, como, por exemplo, se surpreender com uma mulher “gorda” numa capa de revista de moda. Isso não deveria ser criticado. Temos que saber observar a beleza de cada uma, independente do tipo do corpo, porque são as diferenças que nos tornam únicas e especiais. Falando assim, parece até ser muito ingênuo, mas é a verdade e as pessoas se esquecem disso e preocupam-se em acreditar e seguir estereótipos idealizados.
    É importante atentar também, como você citou, para as coisas que estão embutidas nas nossas falas e atitudes. Muitas vezes não percebemos, mas falamos coisas que, para nós, pode parecer normal (e muitas vezes até para as próprias pessoas gordas), mas que no fundo estão depreciando a pessoa que sofre com os quilos a mais. É preciso compreender a situação e não julgar como algo ruim, pois uma pessoa pode ser gorda e feliz normalmente, não é algo anormal. Para que as pessoas possam amar a seu corpo, é importante que nós façamos nossa parte, não criticando, mas sim evidenciando o quão atraentes e tão extraordinárias.

  • Marcelo Oliveira

    se aceitar como você é já seria um enorme passo para a felicidade. é isso que deveria ser massificado para as novas gerações…

  • Carol

    Eu só sinceramente me frustro pra caramba quando tem gente que ataca magras só pra defender gordas, falando coisas do tipo “mas eu gosto mesmo de ter onde pegar, não quero pegar uma magra que mais parece um saco de ossos”. E tem até tirinhas disso. Poxa, não da pra defender uma causa sem machucar o outro lado?

    • Silver Lady

      Boa pergunta!

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  • Carine b.

    Eu sou gorda e os caras as vezes falam “eu curto pq são mais quentes na cama”, e pensam que isso é um elogio. Claro, pq as gordas precisam se esforçar mais para serem desejadas, para quem sabe terem um segundo encontro. Isso é triste, tem nada de legal nisso.

  • http://www.drigocardoso.com.br Drigo Cardoso

    Excelente opinião, convida à reflexão. Apenas uma coisa me deixou instigado (fruto dessa reflexão), não é o primeiro texto que leio que relativiza o grau de um problema, é óbvio que alguns problemas, enquanto sociedade são maiores: não dá pra comparar o preconceito de que uma pessoa negra sofre com a que uma pessoa sofre por ser “branca demais”, assim como não dá pra comparar a agressão que uma pessoa gorda sofre com as ofensas que uma pessoa magra demais escuta. Mas é preciso encarar isso não só no contexto social mas no contexto pessoal, quando se leva em conta a capacidade de alguém a reagir a uma ofensa, a forma com ela pode lidar ou não com isso, precisamos considerar todo e qualquer tipo de preconceito a qualquer tipo de pessoa. No argumento já de cara se fala em entender isso, bacana! Mas na prática por aí qualquer “magrela branquela” que tentar desabafar com o mundo logo será sufocada por um enxurrada de “você não sabe o que é problema!” sem que levem em consideração a capacidade dessa pessoa em lidar com esse fardo.

    Bom, mas isso é só a opinião de um homem, cis, hétero, branco… mas que nunca quis roubar a protagonismo de ninguém.

    • Gabriela Franciscon

      @drigo_cardoso:disqus Entendi seu comentário, foi coerente e respeitoso. Mas é importante considerar algumas coisas, como por exemplo: a gorda apanhou a vida toda por ser gorda. Foi esculachada, zoada, agredida verbal e muitas vezes fisicamente. Aí vem uma pessoa claramente privilegiada contar para a gorda o quanto sofre. Temos um problema aí, né? Pensa só a casca que todas essas agressões não criaram na mulher gorda. Pensa o tanto de vezes que ela não foi ofendida diretamente por uma loira magrinha, aquela mesma loira magrinha que era idolatrada pelos homens. É complicado demais querer exigir paciência dela, sabe. É óbvio que até a mulher magra que está dentro dos padrões impostos sofre opressão, quanto a isso não restam dúvidas. Mas a intensidade afeta muito mais coisas do que podemos imaginar.

  • Capitu Nascimento

    ok.Fui magra,depois,falsa magra,portanto conheço “as portas abertas” para a juventude bem com o corpo”.Ter 90k aos 30 é uma coisa;aos 55,é outra bem diferente.Os homens engordam,encarecam,embarrigam,etc,tudo ok;mas quando a mulher engorda(e dependendo da genética é muito difícil emagrecer!)mais velha,aí surgem inúmeras questões.Vc já ficou invisível?Pois é,fica-se invisível,mesmo que vc não se sinta como tal,se arrumando,estudando,se atualizando,etc.Dias desses,resolvi entrar num desses sites bem cotados,considerados mais seletivos para relacionamentos.Enviei vários emails de amizade,AMIZADE,sem ser sedutora barata.Um começo de conversa.Dentre vários que não responderam,claro,um respondeu querendo alguma conversa – falando em deus e deus,tralálálá;outro, – que deve ser bem espertinho – daqui do RJ,tijucano,respondeu :”quando vc emagrecer a gente conversa.” .É isso.Dei azar?pode ser,mas a invisibilidade acontece.e vc passa a lidar com o fato de que numa sociedade que tem como protagonistas os jovens e os magros,porque são saudáveis(aos moldes de uma sociedade higienista e autoritária e controladora como já conhecemos na história da humanidade)ou vc emagrece a ferro e fogo(e aí a questão da classe social entra!)ou vc vai mudar radicalmente seu modo de viver para não ter de lidar com a invisibilidade para questões de relacionamentos e intimidade).As “amigas” também evitam vc mais gorda,nem se iluda.E nem comecei a falar da questão da obesidade como resultado de assédio moral que vivemos numa sociedade brasileira em que a cidadania é aviltada cotidianamente.Saudações.

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