22 de março de 2015 | Estilo | Texto: | Ilustração:
Capitolina entrevista: Beyoncé

[Não entrevistamos a Beyoncé de verdade, então o conteúdo foi, em grande parte, baseado em entrevistas reais. As falas, porém, não podem ser atribuídas à ela. Sonhar é bom]

 

Cordel de apresentação da Beyoncé

Bom dia, boa tarde, boa noite,
minha gente.
Ela é de ouro e tungstênio
onipotente e onipresente.
É dos USA, é do mundo,
é uma diva permanente,
e hoje vai te contar
de que madeira é seu pente.

 

Tudo já foi dito sobre os icônicos looks de Beyoncé. Um reles guia de estilo seria reles. Queríamos ouvir o que Vossa Majestade tem a dizer sobre seu estilo, sua graça e seus collants. Fomos atrás e, depois de muitos telefonemas, voos e portas fechadas em nossa cara, conseguimos um horário no camarim da Queen Bey. Ela disse que nunca recebia a imprensa no backstage dessa maneira, mas abriu uma exceção porque é muito fã da Capitolina. Fofa! Leia na íntegra essa conversa reveladora:

 

Quando você era da girl band Destiny’s Child, seus figurinos eram os anos 90 elevados ao cubo. O que você sente quando olha as fotos dessa época?

Você esqueceu de dizer que eles eram coordenados! Olha, essa época era complicada [risos]. Sabe quando uma mãe veste as filhas gêmeas iguais e só muda um detalhe pra saber quem é quem? Essa era a sensação. Aliás, era a minha mãe mesmo que fazia os figurinos. Ela diz que às vezes dá de cara com um deles e tem um momento introspectivo filosófico, se pergunta onde ela tava com a cabeça, essas coisas. Até hoje ela ainda faz coisas pra mim ou pra minha banda. A diferença é que não estamos mais nos anos 90. Era divertido, mas ainda bem que passou.

 

 

Como é seu estilo longe dos holofotes?

Na real, eu nunca estou longe dos holofotes, sempre dão um jeito de me encontrar. Eu tô muito acostumada com superproduções, então não sou muito básica. Até na praia eu gosto de me montar, nisso eu acho que me pareço bastante com a capitolina Luiza. E hoje em dia eu ando mais hipster também, deve ser porque eu ando muito com a minha irmã Solange. Tem bastante foto desses meus looks de todo dia no meu site no Instagram, dá pra acompanhar tudo por lá.

 

 

Você se incomoda com as comparações com a Joelma?

De jeito nenhum! É difícil achar roupas confortáveis e chamativas para o palco, e nós duas sabemos que o collant com brilhos é perfeito pra isso. Trocaria fácil um pretinho básico por um collant com brilhos. Muito mais versátil.

 

Além do collant, o que é necessário para se montar para um show?

Baldes de coisas! Primeiro de tudo, minha mãe, que sempre adapta os figurinos pra deixar tudo confortável. E com “confortável” eu quero dizer “sem risco de collant entrando na bunda”. Depois vem a parte complicada: quatro meias calças. Eu sei que parece exagero, mas me deixa segura enquanto eu danço. No palco não uso muitos acessórios porque atrapalha um pouco, mas às vezes gosto de colocar um brinco grande porque odeio minhas orelhas. Ah, e também é importante uma maquiagem resistente ao suor, além da toalhinha pra secar o buço e dar pros fãs. E o ventilador! Melhor aquisição de todas. Refresca e o cabelo fica super leonino — apesar de eu ser do signo de virgem [risos].

 

 

Com tantas estrelas pop de cabelos mutantes e coloridos, você se manteve firme no louro. Dá pra dizer que você é mais tradicional com a sua beleza?

Acho que sim. Nos meus vídeos eu sou mais ousada, já usei peruca colorida, mas não é muito frequente mesmo. Meu cabelo gosto de variar mais nos penteados. Liso, ondulado, cacheado, crespo, com trancinhas… Pela primeira vez cortei mais curto e tenho gostado muito também. Quase sempre mantenho um tom entre o meu natural e o loiro. Eu diria um dourado-Grammy. Sobre maquiagem, geralmente gosto de maquiagem de bonita mesmo. Não discreta, mas do tipo que você acharia normal ver na balada, sabe?

 

 

Algum arrependimento fashion?

Não exatamente fashion porque eu achava bonito, mas quando eu era adolescente fiz cinco piercings em cada orelha, escondida da minha mãe porque eu sabia que ela ia me matar. Ela não viu, mas eu tirei dois dias depois porque não conseguia dormir de nenhum dos lados [risos]. Anta!

 

Pra fechar, alguma mensagem pras leitoras da Capitolina?

Hm… You are beautiful, no matter what they say. Opa, não, essa é da Christina, né? Então: you flawless!

Julia Oliveira
  • Coordenadora de Estilo
  • Ilustradora

Julia Oliveira, atende por Juia, tem 22 anos e se mete em muitas coisas, mas não faz nada direito — o que tudo bem, porque ela só faz por prazer mesmo. Foi uma criança muito bem-sucedida e espera o mesmo para sua vida adulta: lançou o hit “Quem sabe” e o conto “A ursa bailarina”, grande sucesso entre familiares. Seu lema é “quanto pior, melhor”, frase que até consideraria tatuar se não tivesse dermatite atópica. Brincadeira, ela nunca faria essa tatuagem. Instagram: @ursabailarina

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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