14 de maio de 2015 | Ano 2, Edição #14 | Texto: and | Ilustração: Bárbara Fernandes
“Eram os deuses astronautas?” e outras teorias bizarras desse mundão

Alguns dizem que não devemos dividir as pessoas e colocá-las em caixas, mas alguns assuntos vão sempre dividir opiniões, principalmente quando relacionados a teorias das conspirações e mistérios que o tempo e a ciência não conseguem explicar. Assim, temos, de um lado, os que acreditam que a história é um pouco diferente do que os livros dizem; e do outro lado, pessoas que não acham que as coisas são tão mirabolantes, mas bem mais simples.

Segundo a Wikipédia, a Barsa um pouco menos confiável da era moderna, teoria é todo o conjunto de hipóteses sobre alguma coisa. Muita coisa que muita gente dá por certa não deixa de ser apenas uma teoria. A teoria da evolução das espécies não é necessariamente o que talvez tenha acontecido mas, entre todas as hipóteses, é a mais aceita por aqueles que estudam como surgimos nesse planeta. Daqui a um tempo alguém pode vir com algum estudo que faça mais sentido e nós vamos ser lembrados como éramos pirados por acreditar na seleção natural.

Antigamente achavam que a Terra era plana, hoje ainda tem gente que acha que ela não é tão arredondada assim, ou que acredita que vendemos a Copa de 1998 contra a França. Mas são as teorias da conspiração que se destacam entre todas as teorias menos aceitas. Como o nome sugere, as teorias conspiratórias acham que a história e os eventos às vezes são manipulados para privilegiar algumas pessoas.

Acho que todo mundo já ficou se perguntando como que as pirâmides conseguiram ser erguidas, há tanto tempo, com materiais tão ultrapassados e com tão pouco conhecimento, em detrimento do que temos hoje, é claro. Diz-se também que não conseguiríamos repetir o feito de construí-las hoje, mesmo com todo o aparato que temos. O mesmo se diz sobre outras construções famosas pelo mundo. O Stonehenge na Inglaterra, as pirâmides incas, as Linhas de Nazca no Peru, os Moais na Ilha de Páscoa… Todos se apresentam como um mistério para os modelos de arquitetura e conhecimento da época. Será que algum conhecimento muito importante foi perdido ao longo do tempo? Ou será que aliens nos ajudaram em cada uma dessas coisas?

Alguns dizem também que as grandes descobertas da humanidade, assim como nossos gênios, foram frutos de experiências alienígenas aqui (pessoas que, segundo aprendemos no Arquivo X, chamamos de híbridos). O DNA alien foi introduzido no nosso para criar seres com grandes níveis de inteligência, aliens vivendo como um de nós para alavancar os humanos, ou até mesmo pessoas abduzidas que viveram uma época com nossos amigos universais, mas não lembram e mantêm o conhecimento adquirido com eles.

E se todos os deuses pelos quais rezamos por aí forem mesmo os ditos astronautas? Dá para corroborar com essa teoria percebendo como os povos antigos desenhavam e descreviam seus deuses chegando e atuando aqui na Terra. Porque, afinal, se eles tinham/têm mais conhecimento que nós, uma cura ou ato dito milagroso e mítico pode ser apenas um ato de uma população mais avançada que a humana. Até se você pensar dentro da nossa história, séculos atrás, dizer que uma pílula poderia curar você ou evitar gravidez poderia ser interpretado como milagre ou bruxaria. Sem contar que muitos povos que viviam em locais e épocas completamente diferentes fizeram registros e desenhos muito semelhantes e até hoje ninguém conseguiu explicar como isso foi possível.

Certa vez, meu tio, Almiro Baraúna, fotógrafo bastante faceiro, resolveu causar nos meios conspiracionistas do Brasil. Com uma simples linha e alguns outros elementos de fácil acesso, ele forjou a foto do primeiro OVNI brasileiro. Isso não quer dizer que ele não acreditava na parada e tal; eu particularmente acho que, ao forjar, ele talvez tenha criado sua própria interpretação. Eu quero apenas ressaltar o quão fácil é criar uma teoria muito louca e fazer com que várias pessoas sigam ela.

Acreditando ou não nessas teorias todas, ainda é muito legal ouvir as histórias, sejam elas pintadas de realidade ou de ficção. Por exemplo, O guia do mochileiro das galáxias, livro escrito pelo britânico Douglas Adams, mostra tantas outras espécies e como a Terra nada mais é que uma experiência de uma raça superior, que no caso são camundongos. Eles encomendaram a construção da Terra, como se fosse um prédio, para conduzir seus experimentos. Para poder apreciar todas essas teorias loucas precisamos, é claro, nos desvincular de muita coisa, deixar a emoção falar mais alto que a razão.

Talvez amanhã, às 14h57, por alguma razão imprevisível e desconhecida, nosso planeta exploda e acabe como toda a vida e toda a sociedade que conhecemos. Poderíamos apenas afirmar que muita coisa continua sem explicação, afinal, o mundo é cheio de incertezas. E se tem uma coisa que todas nós aprendemos vendo Arquivo X é:

"A verdade está lá fora"

“A verdade está lá fora”, “Não confie em ninguém”, “Toda mentira leva à verdade”, “Negue tudo”

Nathalia Valladares
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Ilustradora

Sol em gêmeos, ascendente em leão, marte em áries e a cabeça nas estrelas, Nathalia, 24, é uma estudante de Design que ainda nem sabe se tá no rumo certo da vida (afinal, quem sabe?). É um grande paradoxo entre o cult e o blockbuster. Devoradora de livros, apreciadora de arte, amante da moda, adepta do ecletismo, rainha da indecisão, escritora de inúmeros romances inacabados, odiadora da ponte Rio-Niterói, seu trânsito e do fato de ser um acidente geográfico que nasceu do outro lado da poça. Para iniciar uma boa relação, comece falando de Londres, super-heróis, séries, Disney ou chocolate. É 70% Lufa-Lufa, 20% Corvinal e 10% Grifinória.

Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

Arquivos