27 de novembro de 2015 | Saúde | Texto: | Ilustração: Lila Cruz
Estratégia de Saúde da Família

Aqui na nossa coluna de saúde nós estamos discutindo vários aspectos do SUS. Porque o SUS é muito importante quando se discute saúde no nosso país. Por ser um sistema nacional, que tenta – apesar das dificuldades – chegar a todas e todos os brasileiros, com os mais diversos problemas de saúde é um sistema super complexo, com diversas iniciativas diferentes. Existem as mais conhecidas; as UPAS, as emergências, os postos de saúde e cada um tem sua função e seu funcionamento específico. Saber como funcionam cada uma delas é essencial porque permite que a gente tenha um acesso melhor aos serviços de saúde porque vamos saber reivindicar nossos direitos. Por exemplo, não adianta nada chegar em uma UPA com uma emergência ou então tentar marcar um exame na emergência 24h. Por isso a gente tá tentando discutir as diversas formas de acesso ao SUS, pra facilitar.

 

Hoje vamos falar de estratégias de saúde da família. A grande parada da “Estratégia de Saúde da Família”, implementada em 1994, é justamente fugir do modelo emergencial. A ideia é que se a unidade familiar for o foco e houver prevenção e outros serviços de saúde, diminui-se a necessidade de atendimentos de emergência. Ou seja, parte do entendimento que o atendimento em saúde precisa ser integral.

 

A estratégia de saúde da família vem se transformando no principal ponto da atenção primária no Brasil. Mas peraí, o que é atenção primária? Em poucas palavras é a porta de entrada no sistema, é o local onde as pessoas vão para marcar consultas, exames e para cuidar da saúde em geral – não apenas no momento da doença. Por exemplo, é o local para discutir métodos contraceptivos e prevenção de DSTs. Quando necessário os profissionais encaminham o paciente para atendimento especializado.

 

As estratégias funcionam mais ou menos assim: existe uma equipe de profissionais composta por um(a) médico/a, um(a) enfermeiro/a, um(a) técnico/a de enfermagem e seis agentes comunitários que vão acompanhar um grupo populacional de 2400 a 4000 pessoas em regiões delimitadas priorizando as necessidades daquelas pessoas.

 

Lógico que ainda existe um caminho longo a ser trilhado e podemos fazer algumas críticas a esse modelo. Por exemplo, esta equipe ainda não existe em todos os lugares. No Rio de Janeiro, só metade da população tem sua equipe. Além disso, é difícil uma equipe dar conta de todas as necessidades de saúde de tanta gente e seria interessante se as pessoas pudessem escolher o médica/o ou enfermeira/o da equipe. Mesmo assim, é um passo importantíssimo pra que a saúde no Brasil realmente seja um direito de todos.

Brena O'Dwyer
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Brena é uma jovem carioca de 22 anos que cada dia tem um pouco menos de certeza. Muda de opinião o tempo toda e falha miseravelmente na sua tentativa de dar sentido a si mesma e ao mundo em que vive. Gosta de ir ao cinema sozinha as quintas a noite e de ler vários livros ao mesmo tempo. Quase todas as segundas de sol pensa que preferia estar indo a praia, mas nunca vai aos domingos.

  • http://equantoapepsi.blogspot.com.br Juliana

    Acho tão importantes/necessários esses posts sobre como funciona o SUS

  • Kassandhra

    Texto compartilhado! Precisamos urgentemente orientar a população quanto ao funcionamento do SUS!

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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