23 de maio de 2014 | Ano 1, Edição #2 | Texto: | Ilustração:
“Eu tenho um sonho”: Martin Luther King Jr.
Ilustração: Isadora Maldonado.
Ilustração: Isadora Maldonado.

Ilustração: Isadora Maldonado.

Talvez você já tenha aprendido sobre o Martin Luther King Jr. (1929-1968), um dos mais notáveis lideres do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. O movimento, que aconteceu entre 1954 e 1968, foi a luta para acabar com a segregação e discriminação racial que ainda acontecia, principalmente no sul do país, onde leis conhecidas como Jim Crow separavam legalmente a convivência entre negros e brancos.

Martin Luther King Jr. ganhou notoriedade após a prisão de Rosa Parks, por se recusar a se levantar do assento de ônibus para dar lugar a um homem branco na cidade de Montgomery, Alabama – onde King era pastor em uma igreja e liderou um boicote aos ônibus da cidade. Isso aconteceu em 1954. O movimento dos direitos civis dos negros ganhou força nacional quase dez anos depois, em 1963, com a campanha de Birmingham, uma cidade violentamente racista.

Em Birmingham, Martin Luther King Jr. foi preso por desobedecer uma liminar contra um protesto. Depois de sua prisão, milhares de crianças e jovens estudantes marcharam pelas ruas de Birmingham. A Marcha das Crianças foi televisionada e a audiência ficou chocada ao observar a reação violenta da polícia contra os participantes – e assim, King ganhou público nacional.

A marcha
Foi esse o estopim da Marcha em Washington para Empregos e Liberdade que aconteceu no dia 28 de Agosto de 1963 com a presença de 200 mil pessoas que marcharam contra a discriminação e a segregação, e para chamar atenção do governo americano, então liderado por John Kennedy, para que o Ato dos Direitos Civis fosse aprovado. Esse ato tornaria a segregação e a discriminação contra raça, cor, religião, sexo ou nacionalidade contra a lei. O público se reuniu para cantar, celebrar e orar, e foi transmitido ao vivo na TV – graças à tecnologia de satélite –, o que ampliou o efeito político do discurso que definiu a história.

O discurso
“Enfim, livres. Enfim, livre. Graças ao Deus Poderoso: enfim, livres.” São com essas palavras que Martin Luther King Jr. termina o discurso “Eu tenho um sonho”.

O sonho que ele descreve é um sonho de liberdade, igualdade e respeito. Em 1963, Luther apelou: “agora é a hora de tornar o sonho da democracia em realidade” – democracia sobre a qual o seu país foi fundado. Ele descreve o sonho como um sonho para hoje, mas principalmente, como um sonho para o futuro. A luta pelos direitos civis é validada com o sonho otimista de um futuro sem racismo.

Impacto
O poderoso discurso de Martin Luther King Jr. não acabou com o racismo e a segregação. Um mês depois da Marcha em Washington, quatro meninas negras foram assassinadas em Birmingham. Mas o discurso impactou o mundo. Em 1964, King recebeu o prêmio Nobel da Paz. Em seguida, o Ato dos Direitos Civis foi aprovado.

Ainda vivemos em um mundo injusto. Racismo e discriminação ainda fazem parte do dia a dia de pessoas ao redor do mundo. Mas, assim como aquelas pessoas em Washington D.C. em 1963, nós sonhamos em ouvir o sino da liberdade, como Martin Luther King Jr.

Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo

Rebecca Raia tem 25 anos, é formada em Relações Internacionais e cursa pós-graduação em Museologia. O emprego dos sonhos da Rebecca seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis - mas ela não dispensa noites preguiçosas em casa assistindo a séries e filmes enquanto come panquecas no jantar. Ela também gosta de roupas floridas e aconselhar desconhecidos sobre relacionamentos afetivos.

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