13 de novembro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Fazendo mixtapes para pessoas queridas: um guia

Oi! Meu nome é Letícia e sou a nova colaboradora de Culinária & FVM. Como o tema do mês é Som, decidi falar de música – gosto muito do jeito único que ela tem de conectar as pessoas. Se você assistiu As Vantagens de Ser Invisível, deve ter visto que Charlie (Logan Lerman) conhece a música “Asleep”, dos Smiths, através de uma mixtape – música essa que se torna um item chave para o relacionamento que ele desenvolve com seus novos amigos. E é aqui que nosso guia de hoje começa!

Mixtapes são um ótimo presente e uma das maneiras mais bonitas de se demonstrar afeto – é construir uma história entre você e o destinatário usando canções. Então vamos lá?

Primeiro você precisa conhecer o tipo de música que a pessoa gosta. Não precisa colocar necessariamente só os gêneros/bandas que seu presenteado de fato curta, mas é bom evitar o que você sabe que ele/ela detesta.

Também é legal pensar nas situações que vocês viveram juntos e usá-las para criar uma narrativa com as canções. O que tocava no rádio quando você e seus amigos estavam indo à praia? Qual foi o destaque na playlist da última festa que vocês foram juntos? E aquele último festival de música? Finja que você é responsável pela trilha sonora de um filme, sempre tentando estabelece uma sequência lógica entre as músicas. Você pode escolher um tema, ou uma palavra que se repita em todas as músicas. Preste bastante atenção nas faixas que abrem e fecham a mixtape, já que elas vão dar o tom inicial e o final.

Só tenha um pouco de cuidado para não ficar longa demais. Por mais que a seleção de músicas esteja muito boa, a mixtape fica cansativa quando se estica além da conta. Uma boa duração varia de 40 minutos a uma hora e meia, mais ou menos.

Outra parte importante é cuidar da apresentação, usando uma imagem que capte o tom da sua obra. Faça uma capa bonita. É verdade que hoje ninguém mais grava nada em fitas de verdade – elas têm espaço para fazer um desenho, colagem manual, etc., mas isso não é empecilho para criar um projeto visual legal que acompanhe as músicas – se for gravar em CD, você pode colar adesivos; se for fazer upload em algum site como o 8tracks (nosso preferido aqui na Capitô!), por exemplo, pode usar uma foto bacana ou alguma colagem digital feita por você.

Finalmente, mas não menos importante, tem a questão do título. O que dá unidade à sua mixtape? O que você quis transmitir com ela? Você pode usar um trecho de uma das músicas, ou algo como “Músicas para fulano ouvir nas férias”. Uma ideia muito legal, que a Luiza aqui da editoria mencionou, é juntar o título da primeira música com o da última (você vai ter que encontrar músicas que façam sentido juntas, mas vale a pena). Ela ganhou de um namorado uma mixtape que chamava “Speak to me, wish you were here”. Lindo, né?

Falando nisso, você já escolheu por onde vai transmitir? Já gravei algumas mixtapes em CDs, mas dá trabalho e é pouco prático. Sites como o 8tracks são bem legais para isso, apesar de algumas limitações (não poder ter mais de duas músicas de uma mesma banda, por exemplo). A parte boa é que se a pessoa querida em questão tiver o app do site no celular, ela pode ouvir onde quiser.

Se você estiver precisando de inspiração, basta navegar pelas nossas playlists mensais!

Letícia Pimentel
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Letícia, 17 anos, é estudante e mora em Vitória. Gosta de sorvete de manga, de andar de bicicleta e de sol de fim de tarde.

  • Viih

    Amei <3

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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