Festa lá em casa!

Hoje, dia 8 de abril de 2015, a Capitolina completa um ano de vida e, inspiradas com o aniversário da revista, juntamos algumas das nossas colaboradoras mais festeiras para criarmos um guia básico de como organizar uma festa de aniversário.

Quando somos convidadas para festas, tudo parece muito simples, mas quando somos nós as anfitriãs, a coisa pega mais. Tanto que muitas vezes, na hora de comemorar o próprio aniversário, pode bater aquela preguiça de fazer alguma coisa mais elaborada, e a gente acaba fazendo “alguma coisinha em casa mesmo”. Mas se engana quem acha que não dá um pouco de trabalho organizar uma festa no apê, então elaboramos aqui um checklist pra você arrasar da próxima vez que resolver chamar as migas pra assoprar velinhas com você:

Sua casa não precisa ser a sua casa. Sim, claro. Você pode pedir a casa de alguém emprestado, desde que combine com a pessoa direitinho todos os termos da coisa: que horas começa, que horas termina, quantos convidados (acho simpático deixar a dona da casa chamar uns amigos só dela também), como vai acontecer a limpeza depois etc.

Antecedência. Regra básica dos convites: se você mandar muito antes, todo mundo vai esquecer; se mandar muito em cima, ninguém vai poder (com o perdão da rima). Como que resolve isso então? Faz as duas coisas. Crie o evento no facebook com duas ou três semanas de antecedência (e lembre de mandar e-mail ou ligar pros colegas que não têm ou não entram no feice), e aí na semana da festa vá postando piadinhas e lembretes no mural do evento. Dá trabalho, mas faz uma bela diferença na quantidade de gente que realmente aparece.

Não precisa ficar pobre. Só precisa deixar as coisas claras. Se você não tem grana pra “oferecer” a festa, combine direitinho com os amigos quem vai levar o quê. Você pode se encarregar das comidinhas e pedir pras pessoas levarem bebida. Sanduíche de metro é bem fácil de fazer, por exemplo, e sai a um custo bem baixo se você escolher os ingredientes com carinho. Eu sempre faço um de pesto pros vegetarianos e variações de queijo/peito de peru/presunto/salaminho com alface, rúcula, tomate e afins. Cachorro quente também é uma boa opção, e você pode usar salsicha vegetariana para quem não come carne. Ou você compra a bebida e pede pra geral levar petiscos. Enfim, o que for mais fácil pra você. Mas é sempre bom lembrar que, mesmo que a galera vá dividir a conta toda com você, é simpático que já tenha alguma coisinha no início da festa pros primeiros convidados, principalmente bebidas geladas. O que me lembra:

Gelo e música, os mais importantes. Uma festa pode sobreviver sem muitas coisas, mas sem coca cola gelada e Spice Girls ninguém vai a lugar nenhum. Tem que programar esse lance do gelo. Na maioria das cidades você pode pedir pra entregar em casa, é só dar uma pesquisada na internet. Se você não tiver uma tina ou um isopor, faz no tanque mesmo: tampa o ralo com sacolas de plástico, enche o bicho de gelo e coloca tudo lá. Lembrando que salpicar sal grosso em cima do gelo ajuda a retardar o derretimento do mesmo. E música. Se não tiver um som legal na sua casa, combine de alguém levar, mas faça testes antes, pra não sofrer na hora. E faça playlists. Acho legal pedir pros amigos fazerem playlists também, assim fica pra todos os gostos. Mas tem que cobrar os coleguinhas, como sempre.

Arrasto as cadeiras ou coloco mais uma? Para que sua fantasia de festa ideal seja um sucesso, é importante pensar bem a disposição dos móveis no ambiente. Pode parecer besteira, mas é isso que vai determinar como a banda toca. Quer um jantar mais de boa? Prepare uma mesa que não deixe nenhum convidado de fora. Quer descer até o chão? Arraste o sofá para o canto da sala. Com sutileza, é claro, nada de obrigar alguém a fazer o que não quer. E, caso as coisas saiam do planejado, não se estresse: desde que todos estejam curtindo, está tudo sob controle.

Decoração. É secundário, mas todo mundo ama, e pra mim é uma das partes mais legais. No centro de toda a cidade sempre tem atacadões que vendem decorações mais baratas. Tem o Saara no Rio, a 25 de março em Sampa, enfim. Programe uma visitinha a um desses lugares,  estabeleça um teto para seu orçamento e compre umas coisinhas. Depois você sempre reaproveita em outras festas. A minha dica pra quem tá com muito pouca grana é investir nuns três ou quatro balões de hélio metalizados. Eles chamam atenção e sozinhos já compõem um ambiente. Outra coisa é criar uma iluminação diferente. Luzes de natal e papel celofane na luz fria (atenção para a luz fria! Se não, faz caquinha) são ótimos para isso!

Se você ou seus amigos forem das artes, também vale a pena pensar com carinho em um espaço para expor e enfeitar o ambiente – um varal, por exemplo. Além de prestigiar os trabalhos, dá um toque pessoal pra sua decoração.

Festa que não é festa. Nem toda comemoração precisa ter formato de festa: bolo, bebidas, bexigas.  Chamar os amigos para verem uns filmes e comer besteira já é uma comemoração.  Uma festa do pijama pode ser uma noite de guloseimas e filmes, sem se preocupar com roupa ou o que fazer para divertir teus amigos. Você pode escolher uma temática para os filmes ou assistir vários episódios de uma série – a intenção é que fique todo mundo junto, não é mesmo?

Festas temáticas. Tem como não amar? Não precisa ser à fantasia, o tema pode estar presente nas comidas, bebidas e decoração. Aí vão algumas ideias: uma festa temática de culturas (em que, em vez de fantasias, pode ter comidinhas de vários países ou das regiões do Brasil – só cuidado com a apropriação cultural!), uma festa dos anos 90 (tô procurando uma desculpa pra me vestir de Britney Spears com 16 anos, gente, me convidem!), ou anos 40, 50, 60…, festa do Oscar (daí você pode estender um pano vermelho na entrada!), festa hippie, festa de musicais (se alguém fizer sobre Jesus Cristo Superstar, chamem a Clara, ela vai chorar de emoção), carnaval fora de época, festa junina fora de época, qualquer comemoração que você curta fora de época (pode ser até natal!), festa cassino (não recomendamos que apostem dinheiro de fato, mas gire a roleta!), festa com jogos de tabuleiros… Existem milhões de temas que você pode dar pra sua festa! Dos mais clássicos até aquele jogo Assassino que foi tema de uma aniversário do Nate, em Gossip Girl.

O bolo. Pessoalmente, não há nada que me deixe mais frustrada que aniversário sem doce. A verdade é que quando somos convidadas para um aniversário, sempre rola aquela expectativa da hora do bolo. Tem até gente que diz, quando vai fazer uma comemoração pequena, só pra não deixar a data passar em branco: “só vou fazer um bolinho”. É quase automático: pensou niver, pensou bolo. Dá pra encomendar, mas geralmente sai bem caro. Faça você mesmo ou peça para um amigo habilidoso te dar de presente de aniversário. Uns cupcakes ou um rocambole da padoca com uma velinha: pronto, já tá maravilhoso. Não precisa rolar um “parabéns” propriamente dito, se você não se sentir confortável, mas ofereça pelo menos um docinho simbólico – mesmo que você não goste de doce.

Com que roupa? É crucial que no seu aniversário você se sinta confortável. Como é uma data especial, extravagâncias deixam de ser interpretadas como extravagâncias. Quer usar suas amadas botas de verniz até a coxa pra ficar em casa? Manda bala. Sua roupa preferida é um pijama? Por que não usá-lo? Você é a rainha do dia. Se quiser, encoraje os convidados a te acompanhar. O importante é que você se sinta linda e confortável. É o seu dia, afinal de contas!

 

Lembre-se que o mais importante é que, independentemente de como você escolha comemorar o seu dia, você se sinta feliz, com fogos de artifício explodindo de amor e animação dentro de você!

Para entrar no ritmo de aniversário, criamos também uma playlist de festa especial:

Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Beatriz Trevisan
  • Cofundadora
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Colaboradora de Música

Bia, 23 anos (mas todo mundo acha que ela tem 13), feminista interseccional e estudante do último ano de direito. Talvez queira seguir na área, mas seu sonho de verdade é ser cantora e escritora. Se bem que, se fosse possível, largava tudo isso e se tornava Mestre Pokémon pra ontem.

Clara Browne
  • Cofundadora
  • Ex-editora Geral

Clara nasceu em 1994 no Rio de Janeiro, mas se mudou para São Paulo ainda pequena. Estuda Letras e sempre gostou mais de poesia do que de prosa. Ama arte moderna, suéteres e o musical Jesus Cristo Superstar. Aprendeu a fazer piadas com seu nome e sobrenome por sobrevivência. Em setembro de 2013, teve a ideia da Capitolina, a qual co-editou até setembro de 2016. Hoje em dia, ela escreve pra um montão de lugares. É 50% Corvinal e 50% Lufa-Lufa.

Julia Oliveira
  • Coordenadora de Estilo
  • Ilustradora

Julia Oliveira, atende por Juia, tem 22 anos e se mete em muitas coisas, mas não faz nada direito — o que tudo bem, porque ela só faz por prazer mesmo. Foi uma criança muito bem-sucedida e espera o mesmo para sua vida adulta: lançou o hit “Quem sabe” e o conto “A ursa bailarina”, grande sucesso entre familiares. Seu lema é “quanto pior, melhor”, frase que até consideraria tatuar se não tivesse dermatite atópica. Brincadeira, ela nunca faria essa tatuagem. Instagram: @ursabailarina

Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Coordenadora Editorial

Rebecca Raia é uma das co-fundadoras da Revista Capitolina. Seu emprego dos sonhos seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis e escrevendo a respeito. Ela gosta de séries de TV feita para adolescentes e de aconselhar desconhecidos sobre questões afetivas.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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