26 de novembro de 2014 | Tech & Games | Texto: | Ilustração:
Game do Mês: Gustavinho e o Enigma da Esfinge
Imagem: reprodução. Gustavinho e o Enigma da Esfinge (1996)

Imagem: reprodução. Gustavinho e o Enigma da Esfinge (1996)

Era uma vez jogos de CD-ROM para computador que nunca iam parar nas embalagens de presentes direcionadas ao meu endereço. Até que um dia, em 2000 e pouquinho, eu ganhei do meu pai uma caixa relativamente grande e colorida que só tinha um CD sambando no seu interior oco. Era a história do Gustavinho e o enigma da esfinge.

Você controla o Gustavinho, um garoto que foi mandado para o passado por desrespeitar um homem mais velho, indo parar direto no antigo Egito, e é justamente aí que você entra em ação. O jogo é bem intuitivo e fácil de entender, mas exige que sua curiosidade esteja aguçada. Não são todas as pessoas que se dão bem com essa jogabilidade logo de cara: eu não fui uma delas, apanhei no começo do jogo para aprender como a banda iria tocar durante toda a história, mas nada mal considerando que foi meu primeiro game no estilo apontar-e-carregar (point-and-click).

Em meio a muitas confusões com esse guri da pesada você descobre a arte de explorar e de barganhar pela sua mobilidade e pela sua vida! Afinal de contas, você é uma criança que viajou no tempo e precisa dar um jeito de voltar para casa a tempo de estudar para sua prova de História. O enredo começa batido – e não muito carismático –,  mas com o decorrer da narrativa você fica muito engajada na missão de ajudar o guri de cabelo dourado a voltar para o presente.

Nesse ir e vir descobrimos que a Esfinge é uma máquina do tempo, e que, através dela ele poderá voltar para casa. Porém outras pessoas importantes na História também planejam usar a máquina do tempo, e elas não querem dividir a vez com o menino que diz vir do futuro – e nem com ninguém. Para conseguir voltar para casa você precisará conquistar a confiança da Cleópatra, interpretada pela Marisa Orth – que foi escolhida para contracenar com as animações como atriz-virtual (mas, com a qualidade gráfica da década de 1990).

As imagens são bonitinhas e convidativas tanto no jogo quanto nos puzzles, que são bem elaborados e também é possível jogá-los fora do modo completo da história sem que fique sem contexto ou entediante.

Gustavinho e o Enigma da Esfinge foi um dos jogos nacionais mais vendidos. Atualmente, foi totalmente remodelado e refeito especialmente para iPads! Pode-se comprar hoje em dia na iTunes.

Imagem: comparação entre as versões. Fonte: Uol Jogos.

Imagem: comparação entre as versões. Fonte: Uol Jogos.

Com produção inteiramente brasileira e produzido em 1996, a 44 Bico Largo – que é a primeira produtora brasileira a criar jogos – também produziu outros títulos na mesma categoria. Um deles, que já está na minha lista de jogos para as férias,  é Caxy Gambá encontra o Monstruário, que conta com a participação do José Mojica Marins, o Zé do Caixão. E você, que jogo point-and-click me indicaria?

Melhor: É um jogo curtinho com a história bem amarrada, então se você jogar com atenção zera em meia horinha.

Pior: A dublagem e os diálogos não são dos melhores.

  • Leonardo

    Gostaria de saber se o jogo “Caxy Gambá Encontra o Monstruário” ainda pode ser adquirido em algum lugar.Ao ler a postagem vários momentos deste jogo que marcaram minha infância passaram pela minha mente e gostaria de revivê-los…

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