17 de setembro de 2014 | Tech & Games | Texto: | Ilustração:
Game do Mês: Offspring Fling!
Ilustração: Dora Leroy

Ilustração: Dora Leroy

O objetivo principal é salvar seus próprios filhotes e levá-los de volta para casa. Isso não quer dizer que você não possa jogá-los de um lado para o outro, empurrá-los de grandes alturas ou tacá-los em botões distantes que abrem portas. O objetivo é apenas salvar, não importa o quão brutal e violenta essa missão pode ser. Ficou curioso? O nome do jogo do mês é Offspring Fling!. Nele você se transforma em uma mamãe monstra (eu chamaria de coelha, algumas pessoas acham que é um pintinho, outras podem até arriscar e chamá-la logo de Pokémon) desesperada procurando os seus filhotes que se dispersaram após o ataque de um dinossauro. Porém, o caminho de volta para casa não é simples. E seus filhotes com certeza se enfiaram nos piores lugares possíveis.

O jogo possui aquela carinha retrô. É feito num modelo básico de jogo de plataforma, possui controles simples e gráficos feitos de pixels. Não é de se estranhar que o trailer engraçadinho o faça parecer da geração Super Nintendo. Doce ilusão, esse não é um game realmente antigo. Porém, apesar de ser tão minimalista na maneira de jogar e nos seus gráficos, os desafios propostos são incrivelmente difíceis e desafiadores, o que o torna absurdamente viciante.

É isso. Offspring Fling! não é um jogo muito complexo e não inova, mas cada nível (e são mais de 100!) traz um desafio diferente, um puzzle diferente… Ao passar de level, o que você mais vai querer é seguir para o próximo e depois e depois e depois.

Cada fase é curtinha, o trajeto a ser feito pela mamãe não ocupa mais do que um quadrado de tela. Para quem nunca jogou videogame, eu arrisco dizer que a sensação é próxima daquela de quando jogamos sudoku. Você olha o quadrado, dá aquela observada geral, vê onde estão os seus principais problemas e, depois, parte para a ação. Vai testando cada caminho até que um eventualmente dê certo. Ou não. Às vezes os níveis ficam muito difíceis, às vezes uma olhadinha na resposta não vai matar ninguém. Como muitos jogos, ele começa bem calmo e sem grandes desafios, mas não seja enganado: Offspring Fling! é um jogo surpreendentemente difícil. Conforme as fases vão passando, mais coisas vão sendo incrementadas, mais inimigos aparecerão, mais vezes você terá que jogar os seus queridos filhotes para cumprir os desafios.

Imagem: reprodução

Imagem: reprodução

Se você é que nem eu e não possui uma plataforma de videogame daquelas grandes e joga muito gratuitamente na internet, com certeza vai estar familiarizado com esse tipo de game. Afinal, no auge dos seus 10 anos de idade, quando a internet ainda era discada, você com certeza já acessou algum site de games gratuitos e jogou algo como o Aqua Energizer ou o Crypt Raider. Bom, a ideia de Offspring Fling! é basicamente a mesma. Então, para mim, além de divertido, ele é incrivelmente nostálgico. Por ser tão simples, Offspring Fling! realmente não possui nenhum mistério. O jeito é comprar (é bem baratinho!) e jogar!

E não para por aí: o jogo também disponibiliza ferramentas para você poder criar as suas próprias fases e compartilhá-las em um fórum! Assim, além de jogador, dá para bancar o desenvolvedor.

Offspring Fling! está disponível para Mac, Windows e Linux. Ele foi criado totalmente sozinho por Kyle Pulver e a divertidíssima trilha sonora é composta por Alec Holowka.

O PIOR: Quem quer games que inovam pode passar longe. Offspring Fling! é um jogo totalmente basicão e retrô.

O MELHOR: Pode divertir desde pessoas que nunca jogaram videogame antes, até aquelas que jogam sempre.

 

Dora Leroy
  • Coordenadora de Quadrinhos
  • Ilustradora

Dora Leroy tem 21 anos e acredita que o universo é grande demais para não existir outras formas de vida inteligente por aí. E, enquanto espera uma invasão alienígena acontecer, gosta de ler livros que se passam em universos mágicos e zerar séries do Netflix.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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