21 de julho de 2014 | Ano 1, Edição #4 | Texto: , and | Ilustração:
Intercâmbio: como fazer?
Ilustração: Isadora Maldonado.

Ilustração: Isadora Maldonado.

Texto de Beatriz Rodrigues, Nicole Ranieri e Rebecca Raia

Sair de casa para um ambiente estrangeiro é um pouco assustador. Fazer isso e ainda se adaptar a rotina escolar ou de trabalho, conviver com colegas, criar uma rotina social… uau, é uma aventura. Às vezes as coisas mais simples, como comprar um passe de ônibus, viram jornadas homéricas. Aqui estão alguns passos para facilitar a experiência em outro país:

1 – Se organizar: uma das coisas mais importantes para fazer quando chegar no destino de intercâmbio é se organizar – evitar perrengues. Do financeiro às coisas mais mundanas, como lavar roupa, que podem até parecer bobas, mas na hora do aperto causam um estresse danado. Se você for morar com roommates ou na casa de uma familia, não tenha medo de perguntar. Se os roommates forem nativos ou já morarem no lugar faz um tempinho, eles devem estar adaptados e quem sabe, dispostas a ajudarem você. As vezes parece bobo perguntar onde comprar um lençol novo ou qual trem pegar, mas não é: viver em um ambiente estrangeiro é intimidador e as duvidas surgirão.

2 – Novas Amizades: Depois que você estiver adaptada a rotina, vem a socialização. As vezes as pessoas nativas podem parecer antipáticas, mas nem sempre é o caso. Nossa cultura abraça novos amigos com facilidade, mas não é porque você não foi recebido com o esperado entusiasmo que será impossível fazer amigos. Talvez demore um pouco mais de tempo, talvez você acabe não fazendo amigos no país de intercâmbio. Mas com certeza vai ter alguém interessado em novas amizades – mesmo que esse alguém não seja do país que você está visitando.

Às vezes parece que o único jeito de não ficar sozinho é fazendo amizade com outros brasileiros. É sempre legal se unir com pessoas do nosso país. Existe familiaridade e conforto no idioma e costumes comuns. Mas já que você está em outro país, por que não fazer um esforço, mesmo que muito sacrificado, para conhecer pessoas de outros lugares?

3 – Força e coragem: e se bater saudades, vai comparar todas as coisas novas com as coisas de casa, vontade de comer a sopinha de abóbora com gengibre da mamãe. Mas pense uma, duas, três vezes antes de voltar para casa. Intercâmbio é muito legal, mesmo quando é barra. Encontrar uma rotina que te envolva na nova cultura e evitar ficar em casa chamando a família no Skype.

4- Conheça a cultura local: viajar para as cidades mais famosas do país/continente é legal. Mas uma das coisas mais legais de fazer um intercâmbio é voltar imersa na cultura local. Procure conhecer os hábitos dos nativos, frequentar os mesmo lugares que eles, entender o que faz da cidade que você está visitando ser legal (ok, talvez não seja tão legal assim, mas pelo menos você vai poder afirmar isso com razão!). Talvez ao invés de fazer viagens “bate e volta” para outros lugares, você pode optar por passar o final de semana curtindo as festas locais e quem sabe juntar uma grana para um mochilão no fim do intercambio? Um conselho que minha vó me deu: a cidade não vai sair do lugar. Viajar requer economia e tempo, mas não visite uma cidade pensando que vai ser tua ultima oportunidade de estar ali. Deguste a experiencia.

4 – Divirta-se: estar em um território novo pode desinibir. Usufrua disso! Se joga nas experiências novas, flertes e aventuras.

5 – E quando acaba? Tem gente que nunca sai do intercâmbio. Volta para casa mas só pensa no lugar que morava, como as coisas eram lá, o que estaria fazendo as 16:00 da tarde em uma quinta-feira caso o intercambio nunca tivesse acabado. De repente, o intercâmbio é uma prisão te impedindo de curtir o presente.

Por isso, é bom lembrar: claro que a vida durante o intercâmbio é diferente e às vezes mais divertida. Como dito lá em cima: estar em um território novo pode desinibir. Principalmente se tua rotina é mais leve, só envolve estudos e você mora pertinho da faculdade. Quando você voltar para casa, pegar busão por uma hora até o trabalho e depois ir morta de cansada para a aula, vai ser difícil não desejar voltar no tempo. Mas intercâmbio acaba e a vida segue em frente!

E, se mesmo depois de muito tempo a saudade bater, você pode juntar dinheiro e voltar ao mesmo lugar. Repetimos: a cidade não vai sair do lugar! Mais cedo ou mais tarde você poderá retornar, o que certamente será uma experiência maravilhosa.

6 – Como começar: Intercâmbios podem sair caros, mas isso não quer dizer que sempre o serão e que seja impossível encontrar algum mais acessível. Existem muitas organizações internacionais com sedes no mundo inteiro, como o Rotary e a Lions, e além de darem todo o suporte possível, possuem um preço mais em conta.

Você ainda pode cogitar os intercâmbios de voluntariado, se tiver mais de 18 anos. Pagando uma taxa de apenas 38 dólares, você pode trabalhar em fazendas, promovendo a agricultura sustentável e ecológica. Em troca, os voluntários recebem residência e alimentação, além de adquirir conhecimento e experiência para uma vida toda.

+ Outros links:

CCCI – PUC-Rio
World Wide Farmers
AIESEC
Rotary

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Rebecca Raia
  • Coordenadora de Artes
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Coordenadora Editorial

Rebecca Raia é uma das co-fundadoras da Revista Capitolina. Seu emprego dos sonhos seria viajar o mundo visitando todos museus possíveis e escrevendo a respeito. Ela gosta de séries de TV feita para adolescentes e de aconselhar desconhecidos sobre questões afetivas.

Beatriz Rodrigues
  • Colaboradora de Ciências
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Saúde

Bia Rodrigues ou só Bea tem 19 anos, é mineira, estudante de Farmácia e adora fatos inúteis. Se tivesse que comer só uma coisa pelo resto da vida, escolheria batata. Ainda não acredita que conheceu outras meninas da Capitolina. É 60% Corvinal e 40% Sonserina.

Nicole Ranieri
  • Colaboradora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Cinema & TV
  • Vlogger

Nicole é Paulista de 22 anos, mas mora em todos os lugares e pertence a lugar nenhum. Estuda administração com foco em exportação mas é gente boa, não gosta de tomate mas é uma pessoa do bem, curte uma coisinha mal feita e não recusa jamais uma xicara de chá verde. Se fosse uma pizza, Nicole seria meia espinafre, meia cogumelo.

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