16 de janeiro de 2016 | Artes, Colunas, Literatura | Texto: | Ilustração: Helena Zelic
Lendo bem e barato

Quando pensamos em livros para ler, normalmente nos vêm à mente belas e novas edições impressas: uma capa bonita, o cheiro de papel e a obra em formato físico em nossas mãos. Mas às vezes ler acaba sendo um gasto, porque nem sempre livros são itens baratos. Neste post, vamos pensar em alternativas baratas e práticas para ler.

Bibliotecas

Quase todas as cidades e escolas possuem bibliotecas públicas, onde qualquer cidadão pode se cadastrar e pegar livros emprestados, além de programas e outras iniciativas que possuem sua própria biblioteca. Você já viu as obras que a biblioteca mais perto de ti tem a oferecer?

Domínio público e acervos digitais

Uma boa maneira de ler livros clássicos e realmente antigos são os acervos digitais. Como muitos livros já estão em domínio público, é relativamente fácil ter acesso a eles com uma simples pesquisa na internet. Claro, isso é pra quem não ter problema em ler em uma tela de computador, no celular ou no tablet. No site da Biblioteca Nacional Digital, podemos acessar obras de autores brasileiros como Machado de Assis e José de Alencar (o que pode ser bem útil naquelas leituras obrigatórias da escola). Alice no País das Maravilhas é outro livro em domínio público e uma versão do texto completo e com as ilustrações originais é tranquilo de achar. Além disso, os sites da Amazon Brasil, das livrarias Cultura e Saraiva disponibilizam diversos E-Books de graça.

Pegar emprestado

Ter uma estante cheia de livros é legal, mas mais importante que acumular livros físicos é ler histórias, certo? Pegar livros emprestados é uma ótima maneira de aumentar nossa lista de leituras sem ter gastos e nem ocupar espaço em casa. De conhecidos que tem o mesmo gosto que a gente até amigos que curtem coisas diferentes. Vale a pena comprar aquele livro que todo mundo tá comprando ou dá pra esperar alguém ler e pegar emprestado depois? Nem sempre nossas condições financeiras acompanham nossa vontade de consumir livros.

Sebos

Essa lista lida bastante com desapegos físicos e agora com o preconceito de comprar uma coisa usada. Sebos são lugares ótimos para descobrir obras que você não conhecia e também para comprar livros com preços mais em conta. Se o livro é antigo e relativamente famoso, é quase certo que tu consegue encontrar ele num sebo por um preço menor. Às vezes, as páginas são amareladas, as capas desgastadas, mas se está em condições de ser lido, pode ser comprado. Nem todos os livros disponíveis em sebos são realmente velhos ou mal cuidados. No geral, podemos encontrar muitas coisas em sebos, até mesmo aqueles livros recém lançados e que são um sucesso. A Estante Virtual, por exemplo, é um site que reúne centenas de sebos cadastrados com seus acervos e tu pode comprar esses livros por lá mesmo ou ver o endereço e ir direto na loja física.

Não se apegue às edições

São diversas as razões pelas quais uma editora pode lançar uma edição nova de uma obra: aniversário da primeira publicação, morte do autor, texto revisado e com modificações, lançamento de um filme baseado no livro… Cada edição vai ter alguma coisa diferente e algumas delas são realmente bem legais. Mas se imagine na seguinte situação: o livro que você quer ler muito está muito caro para você, mas existe uma edição do livro mais humilde e com um preço melhor. Vale a pena pensar se tu quer aquele livro naquela edição ou o importante é ler o livro, sendo a escolha da edição menos importante.

Peçam livros de presente

Já que em certas ocasiões as pessoas se sentem na obrigação de te dar presentes, por que não pedir aquele livro?

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Essas são apenas algumas dicas de maneiras alternativas para encontrar livros. Cada pessoa prefere ler de um jeito, mas é interessante pensar em jeitos mais acessíveis de consumir livros que não seja nsa grandes livrarias e que se adequem ao seu bolso.

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Domínio público: sem entrar em muitos detalhes e polêmicas (agora), muitas obras entram no chamado domínio público depois de determinado tempo da morte de seus autores, de acordo com a legislação do país e a internacional, e podem ser acessadas e reproduzidas sem direitos autorais.

Natasha Ferla
  • Coordenadora de Cinema & TV
  • Colaboradora de Estilo
  • Audiovisual

Natasha Ferla tem 25 anos e se formou em cinema e trabalha principalmente com produção. Gosta de cachorro, comprar livros e de roupas cinza. Gosta também de escrever, de falar sobre o que escreve porque escreve melhor assim. Apesar de amar a Scully de Arquivo X sabe que no fundo é o Mulder.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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