29 de outubro de 2014 | Ano 1, Edição #7 | Texto: | Ilustração:
A magia da física: Teoria das cordas
Ilustração: Isadora Maldonado.

Ilustração: Isadora Maldonado.

A gente aprende na escola que o átomo se divide em prótons, neutrons e elétrons. Essa ideia é pra simplificar os estudos, mas o cientistas já descobriram tem tempo que existem partículas ainda menores. É daí que sai a física quântica, que tenta descrever a interação desse monte de partículas minúsculas, que forma tudo o que a gente conhece. Nos anos sessenta, no entanto, começou a evoluir uma outra ideia na física teórica, chamada Teoria das Cordas.

Tem várias coisas no mundo que a ciência não consegue explicar de forma simples. Essa teoria das cordas é uma delas. Ela pretende conseguir juntar a teoria quântica e a teoria da relatividade e mostrar como funciona o universo, e é o que alguns chamam de “teoria de tudo”, que propõe juntar todos os fenômenos físicos dentro da mesma ideia. Essa ideia seria baseada na matemática, ou seja, em fórmulas.

A teoria básica é que as menores partículas possíveis são formadas de energia, que pode ser representada por cordas, de uma dimensão só. Aí, dependendo de como essa corda vibra, dependendo da frequência, ela pode ser percebida em uma dimensão ou outra, e haveriam até 11 dessas dimensões. Dependendo de como ela é percebida em cada dimensão dessas, se apresenta como luz, matéria ou gravidade. Uma partícula, nessa teoria, seria “como uma nota tocada numa corda”, seguindo essa ideia de que a vibração da corda determina em que dimensão a gente vai percebê-la.

A teoria das cordas não é uma teoria fechada – ela ainda está sendo desenvolvida, e tem várias vertentes. Na verdade, ela começou com o que hoje chamamos de “Teoria Bosônica das Cordas”, e por ela seriam 26 dimensões! Mas aí, a partir de uma ideia chamada “supersimetria”, se chegaria a 11 dimensões. A teoria original se desdobrou em várias outras, seguindo esse princípio da energia que vibra em frequências diferentes.

Existem cálculos e formas pra explicar isso tudo. Mas aqui, infelizmente, não vai ser onde você vai poder aprender essa parte. O importante desses cálculos é que, por eles, várias ideias que os cientistas não conseguiam comprovar fizeram sentido. Por esses cálculos é que se desenvolvem algumas das ramificações da teoria, mas, recentemente, os cientistas começaram a perceber que talvez algumas vertentes só estejam vendo o mesmo problema por outro ângulo (essa ideia faz algum sentido quando a gente lembra que tá falando de coisas vibrando em várias dimensões).

Quem tiver interesse em se aprofundar mais, vale a pena pesquisar para entender melhor, tem bastante material na internet. As informações são bem teóricas, mas dá pra entender pelo menos do que se trata. O site superstringtheory.com é bem explicativo, mas infelizmente só tem em inglês. O artigo da wikipedia em português sobre a teoria também é bem completo, e pra ser sincera eu nem entendi tudo o que tão falando nele. Mas dá pra aprender um monte, mesmo sem pegar cada detalhezinho, e faz a gente pensar em como o mundo às vezes parece super estático, mas na verdade tem movimento por todo lado, o tempo todo.

Verônica Montezuma
  • Colaboradora de Tech & Games
  • Audiovisual

Verônica, 24 anos, estuda cinema no Rio de Janeiro. Gosta de fazer bolos, biscoitos e doces, e é um unicórnio nas horas vagas.

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