9 de janeiro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração:
Manual de empoderamento para ir à praia + tutorial de body chain de miçanga
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Então. Ir à praia deveria ser um momento de lazer e diversão irrestritos. Tudo na praia é um convite ao relaxamento e à despreocupação, ao nosso ímpeto de voltar a ser criança. Só que aí a sociedade resolveu se meter com os nossos corpos, ditar como eles deve ser e como devem estar vestidos, e aí a experiência da praia virou um pesadelo para praticamente todo mundo.

Muito cedo, tipo cedo demais, eu já tinha vergonha de usar biquíni, e só ia à praia e à piscina de maiô. Outro dia fui comprar roupas de praia com a minha mãe, que é linda e jovem, e ela disse que “não tem mais graça” porque nada fica bom. Ou seja, da infância à maturidade, o drama do biquíni permanece.

Impossível ignorar o fato de que uma peça de roupa tão pequena faz aflorar as nossas maiores inseguranças, mas acho importante mentalizar como um mantra que o importante é a sua diversão. Deixar de fazer algo por insegurança ou medo do que os outros vão achar do seu corpo não está valendo no nosso #verãodopoder, e mesmo a gente sabendo o quanto é difícil e o quanto a sociedade dificulta pro nosso lado, vou sugerir aqui duas estratégias pra lidar com esse problema.

1- Encontre o seu modelo favorito. É fato que uma roupa que cai bem aumenta a nossa confiança uns 200%, e aí não tem jeito, dá um pouco de trabalho, mas é preciso ir à luta. De uns anos pra cá as opções de modelos aumentaram muito, e eu tenho visto cintura alta e modelagens diferentes até em lojas mais baratas, tipo a C&A e a Renner (principalmente naquelas coleções com estilistas famosos). A cintura alta resolveu os meus problemas com biquíni, além dos maiôs, claro. Também já vi por aí modelos mais confortáveis na Salinas, na A Chapéu, na Rush e na American Apparel, que entrega no Brasil.  Quem souber de outras marcas que fogem um pouco do lacinho pode por favor dar as dicas nos comments? A gente agradece! Também vale lembrar que quem manda no seu guarda roupa é você, então se você realmente não curte nenhum modelo, dá pra ir pra praia de shortinho de lycra e camiseta (as europeias fazem muito isso), ou com um camisetão por cima do biquíni. Enfim, do jeito que você quiser. Se ficarem te encarando manda um beijo, é o que eu faço.

2- Monte-se! Aham, pra ir pra praia. Eu descobri que o único jeito de enfrentar esses locais que me envergonham, tipo praia e academia, é exagerar pra mais. Se a coisa te envergonha, envergonhe a coisa. É meio maluco, mas funciona. Se essa vestimenta comum de praia não faz seu estilo, leve seu estilo pra praia. Não tem nada melhor que brechó na minha opinião. Eu vou pra praia de calça de linho e lenço na cabeça, camisas masculinas usadas como saída de praia, lenços como vestidos, camisetas de banda gigantes ou amarradinhas, os óculos mais bizarros, MUITOS ACESSÓRIOS. Enfim, carnvalizem a praia, eu juro que funciona. Porque aí você transforma uma coisa chata e desconfortável num evento. Fica ainda melhor se você fizer isso em bando com as suas amigas.

Aí chegamos ao body chain, ou colar/corrente de corpo. O legal dos acessórios é que eles vão mudando a cara do biquíni, e como geralmente nós não temos muitos, eles podem fazer toda a diferença. A primeira vez que eu vi um body chain foi na mais que poderosa Rihanna, e desde então sempre quis fazer o meu, só que com um toque de brasilidade. Essa edição #PODER me pareceu bem apropriada, então aí está. Se joguem na internet pra buscar mais inspirações de modelos. Esse é bem básico, inspirado no modelo abaixo, que eu vi no pinterest. Fiquei muito feliz com o resultado.

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Riri maravilhosa

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 Você vai precisar de:

– Fio de Nylon
– Tesoura
– Miçangas variadas, de dois tamanhos (ou não).
– Fecho

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Como fazer:

1. Meça o tamanho do fio dando a volta no pescoço, unindo as duas pontas na altura do diafragma e dando a volta na cintura. Em mim isso deu tipo 1,80m, aí eu arredondei pra 2m porque se sobrar no final é só cortar.

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2. Você vai começar com a cor que vai ficar em volta do pescoço. Eu escolhi esse coral/laranja. Vamos trabalhar com as pontas abertas, porque são elas que vão dar a volta na cintura depois de unir no meio, então muito cuidado pras miçangas não escaparem pelo outro lado. Vale botar um peso na ponta pra não perder de vista.

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3. Quando você achar que já está ficando do tamanho certo, segure as miçangas no lugar e meça em volta do pescoço. Essa parte deve acabar bem abaixo do diafragma, um pouco antes da parte mais fina da cintura, porque a segunda parte vai abaixar ele mais um pouquinho. Eu parei aí:

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4. Daí você vai começar a fazer o “miolo” da corrente, em que as duas pontas se unem pra depois se separarem de novo. Você pega uma miçanga maior, tipo essa estrelinha, e passa um fio da direita pra esquerda, e o outro da esquerda pra direita, pelo mesmo buraco. Eles vão se cruzar. Aí você puxa as pontas.

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5. Aí você vai colocar 15 miçanguinhas em cada fio, como na foto, e repetir o cruzamento. Vão se formando esses círculos. Você pode fazer quantos quiser, eu achei que com 3 ficou bom.

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6. Aí é só correr pro abraço. Você troca de cor de novo e enche os dois fios até ser suficiente para fechar atrás da sua cintura. É só ir medindo. Daí coloca o fecho (eu comprei esse bem fácil, é só dar mil nózinhos e depois queimar a pontinha).

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7. Por fim, monte-se! Nas fotos abaixo eu estou com uma camisa masculina de brechó, que foi tipo 5 reais, lenço na cabeça vintage também, biquíni de cintura alta da American Apparel  e óculos baratex de camelô.

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Vem pro #verãodopoder, gente <3

Luiza S. Vilela
  • Coordenadora de Culinária & FVM
  • Colaboradora de Estilo
  • Colaboradora de Esportes
  • Revisora

Luiza S. Vilela tem 28 anos e mora no Rio, mas antes disso nasceu em São Paulo, foi criada em Vitória e viveu uma história de amor com Leeds, na Inglaterra, e outra com Providence, no Estados Unidos. Fez graduação em Letras na PUC-Rio e mestrado em Literatura e Contemporaneidade na mesma instituição. É escritora, tradutora, produtora editorial e acredita no poder da literatura acima de todas as coisas.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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