9 de outubro de 2015 | Culinária & FVM | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Mãos à obra: um chapéu de bruxa para a sua fantasia

Oi, gente, estou eu aqui de novo! Desta vez, nada de bolo no forno. O desafio foi encaixar uma tesoura na mão e pensar num tutorial pra trazer pra vocês. Como dia 30 de outubro é o Dia das Bruxas, estou me antecipando um pouquinho e dando opções para quem vai/quer se fantasiar. Por isso, logo ali embaixo tem um pass-a-passo de um chapéu de bruxa bem fácil de fazer.

Mas é logo ali. Por enquanto, deixa eu falar com vocês sobre essa experiência linda que foi trocar colheres e dosadores por tesoura, cola e cartolina. Fazia um tempo que não trabalhava minha imaginação dessa maneira. E, confesso, foi como voltar à infância, às aulas de Artes da Tia Heloísa lá no Ensino Fundamental, ou quando eu e minha turma do segundo ano do Ensino Médio fizemos um mosaico enorme, que depois foi colocado na parede da escola. Mosaicamos o “Abaporu”, da Tarsila do Amaral. Nosso segredo foi assinar nas pequenas folhinhas que compuseram a imagem. Cada um dos cerca de 40 alunos da sala. Como era legal olhar para a tela e procurar nossos nomes ali.

Eu sei que a edição deste mês não é sobre infância, mas sobre Crescimento. E eu vou chegar lá. Crescer, para mim, implicou em deixar coisas para trás. Saí de casa aos 19 anos para fazer faculdade. Tudo o que eu conhecia ficou lá no interior do ES: pai, mãe, irmão, casa, amigos, escola. Era uma época em que eu acreditava que poderia fazer qualquer coisa, e as pessoas que estavam ao meu redor também me incentivavam a buscar o que eu quisesse.

É engraçado como, à medida que vamos envelhecendo, as coisas se tornam estáticas. Para uma pessoa que deseja a aprovação alheia, como é o meu caso, isso pode ser cruel. Você deposita seus sonhos nos outros, espera por um “ok” para tentar seguir sua vida como deseja. Mas nem sempre ele vem. “O que você vai fazer com uma aula de dança?”, “Mas e o salário?”, “Nossa, mas você já tem 27 anos. Vai mudar tudo agora?”, dizem alguns. E vou me prendendo a isso, agarrando-me aos outros e criando mais medos e mais obstáculos na minha cabeça para tentar alguma coisa nova: um curso de línguas, escrever num blog, fazer um diário, acordar cedo, malhar… Ixi, a lista é interminável.

Nessas horas, eu me pergunto: “em que parte do caminho eu me perdi de mim?”. Não consegui encontrar a resposta. Agora, estou empenhada em ter um reencontro comigo. Crescer é bom em muitos sentidos e faz você acumular experiências, o que é muito legal. O que a gente faz com essas experiências, com a maturidade, é que é a grande questão. Acho que, para mim, é hora de rever algumas coisas, e de lembrar de outras. É saber que se pode ser criança mesmo adulta. Na verdade, que se pode ser o que quiser.

Então, por hoje, decidi ser bruxa. Amanhã, quem sabe. Às vezes, a gente precisa de mais cor e mais alegria, precisa se fantasiar. Não é coisa de criança. É legal ser outra pessoa ou coisa de vez em quando. Uma amiga promoveu um baile à fantasia no seu aniversário porque queria colocar sua fantasia de arara. Achei muito legal isso! A gente pode criar mais oportunidades do que imagina, para fazer o que a gente quer. Não tem idade pra isso. Por que não colocar a fantasia e ser feliz?

Crescer dói um pouco. Mas, na maioria das vezes, é recompensador!

Especialmente quando você pode, com suas mãozinhas, fazer a própria fantasia! Não, não esqueci, gente. Mãos à obra. Para fazer um chapéu de bruxa lindjo você vai precisar de:

– 2 folhas de cartolina

– 1 tira de EVA preto com glitter

– 1 pedaço de papel dourado

– tesoura, cola branca, durex, caneta e pratos (hã? Sim, pratos)

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Depois de juntar o material, é hora de começar. Pegue uma folha de cartolina e enrole até formar um cone. Nada muito apertado, afinal, o chapéu tem que encaixar na sua cabeça. Então, o ideal é provar enquanto o faz. Com o cone em mãos, é só passar cola para fixar. Eu também coloquei durex, só pra ter certeza de que ia ficar bem firme.

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Agora é hora de fazer a aba, e aí entram os pratos! Como sou grandinha, usei um prato de sobremesa para o molde da boca do chapéu (mas testei também a boca com o molde de pires). O contorno da aba eu consegui com um prato raso. Depois de marcar o papel com a caneta (se a folha de cartolina não for dupla face, lembre-se que é melhor marcar na parte que não é colorida), é só pegar a tesoura e cortar.

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Cone pronto, aba pronta, é só encaixar por cima e, pronto, o chapéu já tem cara de chapéu. Agora, são os ajustes. Você vai reparar que vai ficar uma sobra de papel embaixo da aba. Vamos acabar com isso agora. Com a tesoura, recorte a cartolina até a beira da aba, formando vários quadradinhos. Tire a aba e, em seguida, dobre para fora. Alguns vão ser quadradões e você pode acertar para que fiquem menores.

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Tudo certo, é hora de usar a cola de novo: passe-a em casa um desses quadradinhos. Por fim, coloque de novo a aba e pressione para que ela grude nos quadradinhos. Isso vai dar sustentação a ela, que não ficará rodando na sua cabeça.

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Já estamos quase lá. Só falta o detalhe! Recorte uma tira do EVA da espessura que desejar. Depois, teste-a para ver se ela cabe em volta do chapéu. Coube, ficou lindo. Não, pera. Ainda está faltando a fivela dourada. Pegue o pedaço do papel dourado e desenhe, no verso, uma fivela. Depois, é só fazer a tesoura trabalhar de novo. Lembre-se de que a parte recortada precisa ser maior do que a espessura da tira de EVA, para ela não ficar apertada ali.

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Com tudo pronto, use a cola branca para formar o círculo com a tira preta, que já está linda com a fivela dourada. Encaixe no seu chapéu, que já está coladinho. Agora, é só ir se divertir.

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Quer um look mais completo? A Maísa ensinou uma saia de tule linda aqui já. Vem relembrar como faz clicando aqui! Assim, você vai ter saia e chapéu.

Ah, espero que você se empolgue tanto quanto eu, que fiz não um, mas dois chapéus lindos: um laranja e um roxo! <3

OBS1: as cores da cartolina você pode escolher. Eu queria preta, mas não tinha. Coloquei a cabeça pra pensar e escolhi nas cores laranja e roxo. Você pode fazer do que quiser!

OBS2: usei o EVA preto com gliter porque não tinha cartolina preta, minha primeira opção. Se você quiser, pode ser de cartolina SIM. Ou de qualquer outra coisa que você ache que vai dar certo. =)

 

Aline Bonatto
  • Colaboradora de FVM & Culinária

Oie! Eu nasci há alguns anos atrás (num dia de abril, em 1988), morei até os 19 anos em Colatina, um lugar quente no Norte do Espírito Santo, e vim para Niterói estudar Jornalismo. Saí da faculdade, mas não de Niterói e trabalho no Rio como repórter de TV. Gosto de escrever, ler, cozinhar, especialmente se eu não for comer sozinha, adoro ficar largada no sofá assistindo a séries/filmes/novelas acompanhada do namorado ou de amigos ou com todo mundo junto. Ah, e com um brigadeiro na colher!

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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