24 de julho de 2015 | Ano 2, Edição #16 | Texto: | Ilustração: Isadora M.
Mensagens subliminares, mensagens escondidas e todas essas teorias

Em uma época distante, quando ouvíamos música em CDs e LPs, muitas bandas e artistas brincavam com a imaginação dos fãs escondendo mensagens em suas músicas, letras e capas de disco. Isso pode ser feito de algumas maneiras, como no formato de hidden tracks, mensagens subliminares e na técnica backmasking.

As faixas escondidas (ou hidden tracks) eram mais comuns na época dos CDs e LPs. Elas são músicas que não estão na lista oficial do encarte, por isso são conhecidas como “faixas escondidas”. Elas podem aparecer em uma outra faixa ou dentro de outra música, depois de um silêncio de cinco minutos de uma faixa para outra. Por que as bandas fazem isso? Algumas brincam com isso como uma espécie de piada interna da banda, uma faixa que os músicos adoram e querem incluir de qualquer maneira no CD.

As mensagens subliminares na música estão basicamente em letras que não conseguimos entender sonoramente ou em códigos líricos, que são incompreensíveis e de pouca concepção. Dentro dessas teorias, existe a técnica chamada backmasking, que consiste em ouvir uma frase ou palavras formadas quando uma música é tocada ao contrário (nas vitrolas e tocadores de fitas era possível voltar a música vagarosamente o suficiente para ouvir ao contrário uma música inteira). Algumas bandas, como os Beatles e Pink Floyd, utilizaram essa técnica conscientemente; já outras canções tiveram suas faixas interpretadas por outras pessoas que acreditaram ouvir mensagens subliminares. Nas décadas de 1970 e 1980, alguns grupos religiosos pegaram as músicas de rock que mais faziam sucesso à época e, com essa técnica, encontraram mensagens satânicas em hits de bandas como Led Zeppelin, Black Sabbath e The Doors.

Hoje em dia não tem como ser feito isso tudo já que nosso som basicamente é virtual (poucos ainda compram CDs e LPs), mas existem artistas que conseguem esconder mensagens de outra maneira, seja nas suas letras ou em um conceito completo de um álbum. Aqui vai alguns exemplos clássicos e outros novos de como os músicos fazem isso (e nós, fãs, agradecemos).

Teoria binária do Radiohead
Os dois melhores CDs do Radiohead foram lançados com dez anos de diferença. In Rainbows foi lançado no dia 10/10/2007. Cada CD tem dez faixas, e há quem diga que cada faixa se completa. O nome de cada faixa tem dez letras, assim como o título de cada álbum. É muito dez, né?

Cada CD tem uma história
Como foi dito, o artista pode incluir sua mensagem secreta em uma história inteira de um CD. Há quem diga que em cada CD que a Taylor Swift lança tem uma história referente a algum amor da moçoila, com início, meio e fim estruturados de um relacionamento amoroso.

Mensagens escondidas em backmasking
Como foi dito, alguns artistas começaram a usar essa técnica nos anos 1970 para esconder frases em suas músicas. O caso mais famoso é a frase que aparece na música “Empty Spaces”, do Pink Floyd. A mensagem é uma espécie de diálogo:

— Olá, caçadores. Parabéns! Vocês descobriram a mensagem secreta. Por favor, envie sua resposta ao Old Pink, aos cuidados da Funny Farm, Chalfont.
— Roger! Carolyne está no telefone!
— Okay.

Aqui no Brasil já teve Capital Inicial, Xuxa e Balão Magico fazendo essa brincadeira com os fãs.

Eles não morreram e estão dizendo isso em suas músicas
Para os amantes de teoria da conspiração, há artistas que, na verdade, não morreram e estão dizendo isso em suas músicas, que são lançadas constantemente nas rádios. Uma das pessoas que morreu para a mídia, mas está vivinho da silva é o Michael Jackson, e ele diz tudo na música “This Is It”.

Eles querem dizer alguma coisa, tenho certeza
Muitos músicos colocaram frases estranhas que às vezes não têm significado nenhum, mas aqueles que amam achar coisas onde não tem acreditam que essas frases significam algo. Como “Ragatanga”, do Rouge, e “Ilariê”, da Xuxa. E os significados são os mais diversos, mas, na verdade, não querem dizer nada: são apenas fonemas juntos.

Bia Quadros
  • Coordenadora de Música
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Ilustradora

Bia na verdade é Beatriz e tem 20etantos anos. É do RJ, nunca saiu de lá e é formada em Artes Visuais. Transita entre ilustrações, pinturas, textos, crianças e frustrações. Tudo que está ligado a arte faz, sem vergonha e limite. Já fez algumas exposições, já fez algumas vitrines, vive fazendo um monte de coisa. Uma Metamorfose Ambulante.

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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