23 de setembro de 2016 | Colunas, Música | Texto: | Ilustração:
Músicas para celebrar a bissexualidade
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No dia 23 de setembro comemora-se o Dia da Visibilidade Bissexual, que é um frequentemente esquecido e discriminado dentro e fora do meio LGBT. A data foi criada para lembrar que existimos e que merecemos ter nossas pautas atendidas. Bissexuais são pessoas que sentem atração sexual e romântica por mais de um gênero ( podendo ser homens, mulheres e pessoas trans nb).  Os bissexuais são alvos de preconceito, o que chamamos de bifobia, e por isso são invisibilizados e marginalizados na sociedade. Esse ano, a campanha #FoiBifobiaQuando busca conscientizar todos da opressão que as pessoas bissexuais sofrem e como os estereótipos dados a nós, não são verdadeiros.

Nessa data não só discutimos preconceito e discriminação, mas celebramos a bissexualidade como uma orientação única e muito válida. Por isso, fiz essa pequena seleção de músicas de três artistas bissexuais que abordam a temática  para nos lembrarmos que nascemos desse jeito (born this way), é possível gostar de mais de um gênero e você pode amar quem quiser.

 

Cool for the summer – Demi Lovato

  I’m a little curious too 

 Na faixa, Demi canta sobre experiências com homens e mulheres. Demi fala sobre estar curiosa sobre sentir atração e experimentar com uma garota, e isso não tem nada de mais porque é algo normal.Durante uma entrevista na época de divulgação do hit, Demi admitiu que, assim como outras de suas composições, a escreveu com base em uma experiência pessoal. “Todas as minhas músicas são baseadas em experiências pessoais. Eu não penso que haja nada de errado em experimentar de tudo”, afirmou.

 

“Born This Way” – Lady Gaga

 I’m beautiful in my way

‘Cause God makes no mistakes

I’m on the right track, baby

I was born this way

 Considerada um hino da comunidade LGBT, a faixa fala sobre aceitação, direito a amar quem quiser e orgulho de ter nascido assim. Lady Gaga é uma cantora assumidamente bissexual e sempre traz conscientização na mídia a respeito do tema. Não é a toa que é considerada uma diva.

Não há nada de errado em amar quem você é
Ela dizia: Pois Ele te fez perfeita, querida
Então levante a sua cabeça, garota, e você irá longe
Me escute quando eu digo”

 

L.O.V.E – Jessie J

See love doesn’t choose a boy, or a girl, nope

Nessa música, Jessie J canta uma canção de amor e enquanto se declara para a pessoa que está apaixonada diz em uma parte da letra que “Veja, o amor não escolhe um menino ou uma menina” (See love doesn’t choose a boy, or a girl, nope). A cantora inglesa se assumiu publicamente no início da sua carreira como  bissexual, disse que namorava meninos e meninas e que não tinha nada de mais nisso.

“A coisa mais frustante é que se eu falar que estou namorando um cara, vão dizer que sou “hetero”. Se for uma garota, eu vou ser rotulada como gay.”, desabafou ela para a edição norte-americana da revista Glamourem 2012.  “Isso é o que me irrita na imprensa. Eu nunca tentei usar a minha sexualidade para estar em jornais ou revistas. A sexualidade não define você, ela deveria ser parte de quem você é”.

Vicky Régia
  • Coordenadora de Música
  • Colaboradora de Esportes
  • Colaboradora de Tech & Games

Vitória Régia tem 21 anos, estuda jornalismo e acredita no poder da comunicação para mudança social. É nordestina de nascimento, paulista de criação e carioca por opção. Adora conhecer diferentes culturas e é apaixonada pela arte de contar histórias. Dedica a vida a militância nos movimentos feminista, negro e LGBT e acorda todos os dias pensando em como mudar o mundo.

Sobre

A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.