3 de novembro de 2015 | Edição #20 | Texto: | Ilustração: Sarah Roque
Músicas que inspiram

No começo do mês passado, a Bia falou sobre músicas que nos fazem lembrar de momentos bons e ruins. Esse negócio de relacionar músicas a memórias marcantes da nossa vida pode dar um trabalhão quando a gente só tá a fim de escutar aquela cantora que sempre foi tão legal, mas que agora dá vontade de chorar… Mas é inevitável, a gente não escolhe o que vai lembrar.

Mesmo assim, vez ou outra a gente se depara com algumas músicas que em vez de nos remeterem a coisas passadas (boas ou não), nos deixam com aquele quentinho no fundo do peito pelo significado que escolhemos atribuir a elas. Por exemplo: teve uma época, durante um término de namoro bem sofrido, em que eu prestei atenção naquela música da Beyoncé, “Best Thing I Never Had”. Eu sempre gostei da Beyoncé, mas até aquele momento, nunca tinha reparado na mensagem que a letra passava – e se você for dar uma lida, vai ver que fala sobre superar algo que nem era tão bom assim (e fazia bem mal, na verdade).

Não se enganem: na época em que eu me afeiçoei pela música da Beyoncé, eu tava BEM longe de chegar nesse ponto de superação e autoconfiança da personagem, mas eu quis tanto chegar lá que decidi que ia ouvir aquela música até que a mensagem dela se tornasse verdadeira pra mim. Eu atribuí a ela o significado que queria e dessa forma, ela se tornou importante.


(Valeu, Beyoncé!)

Mais recentemente e numa situação mais cotidiana, rolou de eu sempre colocar a mesma música no celular pra ir ouvindo no fone de ouvido quando queria me animar a caminho da faculdade. Ou quando acordo meio pra baixo e quero me sentir poderosa: “Run the World” (eu sei, já tá manjada, mas funciona mesmo!).

Seja pela letra da música, pela batida ou pela voz de quem canta, acho que todo mundo pode concordar que música tem um poder gigantesco de inspirar ou emocionar a gente do nada – ou vai dizer que os olhos nunca ficaram marejados ouvindo Adele, mesmo que não estivesse sofrendo por amor? –, o que faz com que a pergunta mais intrigante do universo se mantenha: que bruxaria será que se esconde por trás das melodias que somos capazes de produzir?

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Luciana Rodrigues
  • Colaboradora de Relacionamentos & Sexo
  • Colaboradora de Artes

Luciana tem 20 anos e é de Macapá, no Amapá, no extremo norte do Brasil. Cursa Letras na universidade federal do seu estado e é apaixonada por artes em geral, sendo a dança, o desenho e a pintura suas favoritas. Sonha em mudar o mundo com a ajuda dos seus gatos e tem certeza de que nasceu, além de índia, sereia de água doce.

  • Thais Oliveira

    Nossa, tenho muito disso! Chego até a fazer umas listas de músicas assim… como “Músicas da despedida” (para esquecer/terminar um relacionamento, vc ouve a musica e se concentra em esquecer a pessoa), “musicas para a soneca do onibus” e “musicas para não ouvir no transporte público”(essas são muito dançantes de te fazer passar vergonha na rua)

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A Capitolina é uma revista online independente para garotas adolescentes. Nossa intenção é representar todas as jovens, especialmente as que se sentem excluídas pelos moldes tradicionais da adolescência, mostrando que elas têm espaço para crescerem da forma que são.

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